Andrade Gutierrez delata CARTEL em obras de estádios da Copa de 2014

Posted in Sem categoria on dezembro 6, 2016 by gusbrum
Esquema foi denunciado em acordo de leniência da construtora
Maracanã está entre as obras investigadas pelo Cade

Foto: Erica Ramalho /Ascom Emop

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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou inquérito administrativo para investigar uma denúncia de cartel na construção e reforma de pelo menos cinco estádios da Copa do Mundo de 2014. A existência do esquema foi denunciada pela empreiteira Andrade Gutierrez em um acordo de leniência, segundo informações do jornal O Globo.

Entre as obras que são investigadas estão: Arena Pernambuco, em Recife, Maracanã, no Rio, e o Mineirão, em Belo Horizonte. Outros dois estádios estão sendo mantidos sob sigilo para não atrapalhar as investigações.

Ainda segundo O Globo, outras três arenas podem ter sido objeto do esquema: Arena Castelão, em Fortaleza (CE), Arena das Dunas, em Natal (RN), e Fonte Nova, em Salvador (BA).

Além da Andrade Gutierrez, a construtora Odebrecht também seria a principal organizadora do cartel. Contudo, outras quatro empresas são investigadas – OAS, Carioca Engenharia, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa.

Segundo a investigação, as empresas tiveram encontros preliminares em que cada uma indicou interesse nas futuras obras da Copa, que não haviam sido sequer indicadas ainda. As concorrentes teriam fixado preços, condições e vantagens para as licitações.

FONTE: http://gaucha.clicrbs.com.br/rs/noticia-aberta/andrade-gutierrez-delata-cartel-em-obras-de-estadios-da-copa-de-2014-183507.html

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS) teve bloqueados R$ 108 milhões por danos ao meio ambiente

Posted in Sem categoria on dezembro 6, 2016 by gusbrum

Ministro e mais quatro pessoas são acusados de degradação por propriedade rural localizada em parque ambiental no Mato Grosso
Por: Matheus Schuch/RBS Brasília
05/12/2016 – 17h58min | Atualizada em 05/12/2016 – 20h18min

Juiz manda bloquear R$ 108 milhões de Padilha e sócios em fazenda Fernando Gomes/Agencia RBS

O ministro da Casa Civil, Eliseu PadilhaFoto: Fernando Gomes / Agencia RBS

O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e quatro sócios dele em uma propriedade rural tiveram R$ 108 milhões bloqueados por um juiz de Mato Grosso. A medida faz parte de uma ação que apura danos ambientais em uma fazenda localizada em Vila Bela da Santíssima Trindade, no Parque Estadual Serra Ricardo Franco. Ainda cabe recurso da decisão.

Em seu despacho, expedido na semana passada, o juiz Leonardo de Araújo Costa Tumiati relata que em uma das fazendas “foi constatado o desmatamento irregular de 735 hectares na área rural, sem autorização ou licença expedida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), além do uso de ocupação do solo em desacordo com o Sistema Nacional de Unidade de Conservação (Snuc)”.

Conforme o juiz, as fazendas também eram utilizadas para criação de gado, sem autorização. Pela localização das áreas, nos limites de uma unidade de conservação, é admitido apenas o uso indireto dos recursos naturais.

“Deve-se consignar que tais medidas postuladas pelo Ministério Público e deferidas por este Juízo, não visam a coibir a atividade agropecuária no Brasil, mas impedir a devastação de uma unidade de conservação de valor incalculável para humanidade, assim como, conscientizar a todos que devemos buscar o desenvolvimento sustentável, e não o lucro imediato, fácil e de poucos, à custa do meio ambiente”, diz a decisão.

Além do bloqueio de bens, foi determinado o fim imediato de todas as atividades que lesem o meio ambiente. A pena em caso de descumprimento foi fixada em R$ 100 mil por dia. O juiz também decidiu pela retirada do rebanho das propriedades no prazo de 60 dias, sob risco de multa do mesmo valor.

Em nota, o ministro Padilha afirmou que foi surpreendido pela decisão do juiz e que irá contestar as ações. Ele também declara que não cometeu ¿nenhum crime ambiental¿.

Confira a nota do ministro Eliseu Padilha:

Surpreendeu-me dois fatos que aconteceram hoje. Primeiro, a existência de duas ações civis públicas, no estado do Mato Grosso, em Vila Bela da Santíssima Trindade, tratando de desmatamentos, e correlacionando meu nome. Segundo, tomar conhecimento destas, saber que buscavam um bloqueio de mais de R$ 100 milhões em contas correntes minha e de outras pessoas.

O Senhor Juiz, surpreendentemente, deferiu, liminarmente, sem me ouvir, o bloqueio de meus bens, que estão declarados em meu imposto de renda. Tudo que eu tenho está disponível ao conhecimento de qualquer cidadão. Diferentemente do que está sendo noticiado, não foi bloqueada dita importância em minha conta corrente bancária, até porque o saldo dela era de R$ 2.067,12, que foi bloqueado.

O Senhor Juiz deferiu uma medida extrema, no primeiro ato processual sem ouvir as partes. Tal despacho não é uma sentença é uma liminar no início do processo, no qual creio que no final a decisão será pela improcedência de ambas as ações.

Vamos contestar as ações, produzir as nossas provas e cremos que ambas serão julgadas improcedentes, pois confiamos na capacidade do Poder Judiciário em fazer a verdadeira justiça.

Não cometi nenhum crime ambiental. Não extrai uma só árvore na propriedade em questão. Isto tudo restará provado quando da decisão final.

FONTE: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/politica/noticia/2016/12/juiz-manda-bloquear-r-108-milhoes-de-padilha-e-socios-em-fazenda-8626791.html

Renan Calheiros (PMDB-AL) ex-presidente do Senado, recebeu 32 milhões em desvios da Petrobras

Posted in Sem categoria on dezembro 6, 2016 by gusbrum

O depoimento sigiloso do empresário e advogado Felipe Rocha Parente, prestado à Procuradoria-Geral da República foi acessado pela Revista Veja. Ele se apresentou como o entregador de propinas oriundas da Transpetro a peemedebistas. E se comprometeu a dar a sua lista de clientes. Segundo a sua confissão, o mais graúdo era mesmo Renan. A subsidiária da Petrobras era presidida por Sérgio Machado, que já fez sua delação. Segundo a apuração do Ministério Público, em dez anos, saíram de lá mais de R$ 100 milhões em propinas — o atual presidente do Senado teria ficado com R$ 32 milhões.

Parente diz que começou a sua vida de entregador de roubalheira em 2004, a convite de Machado. A sua primeira operação foi com a construtora Queiroz Galvão. Ele se encontrou com o dono da empresa, Ildelfonso Colares, e disse a senha: “Lua”. Eis que se materializaram à sua frente R$ 250 mil. E assim se deu ao longo dos anos.

Segundo Parente, quando ele entregava propina destinada a Renan, quem aparecida para receber era Iara Jonas, antiga funcionária do Senado, que também fazia tal serviço para outro senador, Jáder Barbalho (PMDB-PA), em cujo gabinete estava lotada. Parente diz também ter-se reunido com Ricardo Pessoa, da UTC, com quem acertou pagamento de R$ 1 milhão em quatro parcelas. Sim, Renan e Jáder teriam ficado com parte dessa grana. Os senadores negam tudo.

FONTE: http://www.brasilverdeamarelo.com/o-presidente-do-senado-federal-do-brasil-recebia-propina-via-senha-lua-chega-renan/

O procurador da república Deltan Dallagnol comprou apartamentos construídos para o Minha Casa Minha Vida.

Posted in Sem categoria on novembro 29, 2016 by gusbrum
Por Joaquim de Carvalho

O procurador Deltan Dallagnol

 

O procurador da república Deltan Dallagnol é conhecido por sua atuação como chefe da Operação Lava Jato e pela sua campanha contra a corrupção, que o tem levado a reuniões em grandes veículos de comunicação e a igrejas, principalmente evangélicas – é membro da Batista do Bacacheri, em Curitiba.

Esta é a face conhecida do procurador Dallagnol. Mas tem outra, a de investidor em imóveis. Segundo registro do Cartório de Imóveis de Ponta Grossa, em fevereiro do ano passado, Dallagnol comprou duas unidades no condomínio Le Village Pitangui, construído pela construtora FMM.

Para fazer a construção, a FMM recorreu a financiamento da Caixa Econômica Federal destinado ao Programa Minha Casa Minha Vida. Mas os compradores não precisavam ser, necessariamente, pessoas de baixa renda.

Dallagnol pagou R$ 76 mil por um apartamento, o 104 do bloco 7, e 80 mil reais em outro, o 302 do bloco 8. Nas duas compras, uma escritura foi assinada em 22 de agosto de agosto de 2013 e outra, de rerratificação, em 20 de fevereiro do ano passado.

As escrituras foram assinadas pelo dono da construtora, Fernando Mehl Mathias, como vendedor, e por Deltan Dallagnol e a esposa, que é advogada, como compradores.

Dallagnol é natural de Pato Branco, no interior do Paraná. Nenhum dos apartamentos comprados em Ponta Grossa foi para moradia própria. Segundo o endereço fornecido ao cartório para a escritura, Dallagnol reside num bairro de classe média da capital paranaense.

Na internet, há o anúncio de venda de um apartamento no mesmo condomínio que o dele em Curitiba. O preço é R$ 895 mil. Tem 130 metros quadrados, com três suítes, cinco banheiros e duas vagas na garagem.

Muito diferente dos seus apartamentos de Ponta Grossa, padrão Minha Casa Minha Vida: 55 metros quadrados de área privativa, num condomínio com 29 blocos de quatro andares, com quatro apartamentos por andar. Uma vaga na garagem, em princípio descoberta.

O Le Village Pitangui de Ponta Grossa tem ainda três quadras de esportes, três salões de festas e três quiosques com churrasqueira – isso para atender os 464 apartamentos. A taxa de condomínio é R$ 210, já incluída a conta da água, que é coletiva.

Procurei a construtora FMM, que fez o condomínio. O chefe dos corretores disse que todos os apartamentos do Le Village Pitangui foram vendidos. Quem quiser comprar agora tem que procurador investidores como Dallagnol.

No caso dele, os apartamentos estão sendo vendidos a R$ 135 mil cada – diferença de 59 mil reais em uma unidade (77,6%) em relação ao que ele pagou e de 55 mil na outra unidade (68,7%).

Uma corretora de Ponta Grossa disse que muitos apartamentos do condomínio ficaram nas mãos de investidores – “acho que a maioria”. Ou seja, quem tinha dinheiro para pagar à vista ou em poucas parcelas, quando o condomínio foi lançado, fez um excelente negócio, ao contrário de quem agora está nas mãos dos investidores.

Os investidores pagam barato esperando pela valorização ou colocam o apartamento para alugar – os do procurador Dallagnol nunca foram ocupados e, segundo uma corretora, ele não tem interesse no aluguel, em torno de R$ 600. Conversei com ela sem dizer o nome do procurador, e ela se referiu ao proprietário também sem dizer o nome dele.

Comprar apartamento destinado preferencialmente ao programa Minha Casa Minha Vida não é ilegal, mesmo quem tem altos rendimentos. Em outubro, os vencimentos totais brutos de Deltan Dallagnol foram de R$ 35.607,28, segundo o Portal da Transparência do Ministério Público Federal.

Os vencimentos líquidos do procurador foram de R$ 22.657,61, mas neste ano houve um mês – abril –,  em que ele recebeu líquidos R$ 67.024,07, com “indenização” e “outras remunerações retroativas/temporárias”, acima do teto constitucional.

Quem compra apartamentos habilitados para o Minha Casa, Minha Vida tira a oportunidade de quem procura conseguir um imóvel com financiamento com taxa de juros subsidiada – máximo de 8,16% ao ano. Na mão do investidor, caso de Deltan Dallagnol, o comprador terá que pagar à vista ou recorrer ao financiamento imobiliário regular – com taxa de 12% ao ano.

“Podemos dizer que ele fez um excelente negócio. A valorização foi muito maior do que a maior parte dos investimentos. Mas não cometeu nenhuma ilegalidade”, diz um advogado, especialista em Direito Imobiliário, que não quer ter o nome divulgado por temer represália.

A ex-secretária nacional de Habitação no governo Dilma Rousseff, Inês Magalhães, disse que, durante a regulamentação do programa Minha Casa, Minha Vida, houve preocupação de vetar o duplo subsídio.

“O imóvel que é financiado uma vez recebe o subsídio, mas, se o imóvel for vendido, o segundo comprador não poderá ter o financiamento com taxa subsidiada. Isso nós evitamos, mas não pudemos impedir que quem tem dinheiro compre sem financiamento e ganhe com a especulação imobiliária”, disse Inês Magalhães.

O procurador Dallagnol comprou como investimento, apostando na valorização de um imóvel popular (veja entrevista dele abaixo), mas, como não recorreu a financiamento, não houve meio legal de impedir que ele (e outros investidores) fizesse isso.

O Village Pitangui

 

“Impedir que quem tem dinheiro compre é interferir nas regras de mercado. Mas esta é uma discussão que temos de fazer: quem tem dinheiro pode comprar imóvel destinado ao Minha Casa Minha Vida?”

Inês não quis entrar no mérito ético da compra dos imóveis por parte do procurador: “Hoje, nós estamos sendo vítimas de julgamentos morais, numa campanha que tem à frente alguns procuradores. Eu não me sinto à vontade para fazer o mesmo. Mas que temos de discutir essa questão da especulação imobiliária, à luz da política habitacional para o País, isso temos.”

Dallagnol, na sua campanha em favor do projeto das dez medidas contra a corrupção – propostas idealizadas por ele e outros procuradores da Lava-Jatou — já esteve em grandes jornais e igrejas.

Em fevereiro deste ano, em entrevista para o canal do YouTube da Igreja Batista Atitude Central da Barra, do Rio de Janeiro, foi questionado sobre a razão de “trazer” o tema para debate. Dallagnol respondeu:

“Esse processo de transformação envolve todos os atores da sociedade, e a Igreja, em especial, tem um papel muito particular nisso, porque a Igreja é uma instituição ou um grupo de pessoas que amam a Deus, mas que tem um mote central de amor ao próximo, de amor à sociedade.”

A apresentadora ainda pergunta sobre o que as pessoas podem fazer para participar do combate à corrupção:

“Em primeiro lugar, devemos deixar de praticar as pequenas corrupções do nosso dia a dia, que acabam gerando uma tolerância com a grande corrupção.”

Em seguida, Dallagnol cobra “atitude, nós precisamos agir” e pede que os telespectadores assinem a proposta das dez medidas contra a corrupção – esta que está sendo agora votada pelo Congresso Nacional.

Fonte: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/dallagnol-comprou-apartamentos-construidos-para-o-minha-casa-minha-vida-por-joaquim-de-carvalho/

General Enzo Martins Peri, comandante do Exército é suspeito de estar envolvido em corrupção e desvio de recursos

Posted in Sem categoria on novembro 27, 2016 by gusbrum

Segundo a investigação do Ministério Público, são 25 oficiais envolvidos no caso

General Enzo Martins Peri, comandante do Exército, na solenidade de troca da bandeira na Praça dos Três Poderes (Elza Fiúza/ABr)

General Enzo Martins Peri, comandante do Exército, na solenidade de troca da bandeira na Praça dos Três Poderes (Elza Fiúza/ABr)

Militares das forças armadas estão atentos às últimas notícias que pipocam em vários blogs e sites da internet sobre a possibilidade de corrupção no exército brasileiro. Segundo a investigação do Ministério Público, são 25 oficiais envolvidos no caso, entre eles estão sete generais. As suspeitas são de que os oficiais integram um esquema que fraudou licitações, superfaturou contratos, fez pagamentos em duplicidade e pode ter desviado dos cofres públicos ao menos 15 milhões de reais entre 2003 e 2009, segundo os cálculos do Tribunal de Contas da União (TCU).

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Apenas um dos envolvidos no escândalo, o major Washington Luiz de Paula, acusado de montar a rede de empresas fantasmas beneficiadas no esquema, acumulou uma fortuna pessoal que surpreendeu os investigadores. O militar tem renda bruta de cerca de 10 mil mensais, mas acumulou fortuna de mais de 10 milhões de reais.

Bandalheira fardada

O inquérito que apura o caso revela, ainda, que o major citado movimentou mais de 1 milhão de reais em sua conta em apenas um ano. Fadado a decidir se indicia ou não o chefe do Exército, o procurador-geral Roberto Gurgel terá ainda de tomar uma posição também sobre o foro privilegiado dos generais, que só podem ser julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), onde até agora um único general foi condenado, e posteriormente absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF).

O desdobramento jurídico do escândalo é abafado e protelado há anos. Até o governo petista teme o estouro de uma “crise militar” capaz de afetar a estabilidade da gestão Dilma Rousseff. Na visão do governo, se o General Enzo for enfraquecido, afetando a hegemonia dos engenheiros militares, quem ganha mais força é a ala dos combatentes – cujos integrantes, em maioria, mais militarizados, são severos críticos dos petistas e suas provocações – como a “Comissão Nacional da Verdade” e sua insistencia em derrubar a Lei de Anistia.

Carta Capítal deixa clara a suspeita petista sobre o conflito dentro do EB: “O conflito chegou a um militar a quem se atribui a construção do meticuloso dossiê de denúncias de bandalheiras no Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército. Um vírus inoculado a partir do contato com o quase sempre suspeito Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), cujos casos recentes de corrupção levaram à queda do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

A revista insiste que existe realmente um clima de guerra interna: “Neste momento, o suposto denunciante, segundo fontes militares, estaria recebendo pressão dos dois lados. Dos engenheiros, para que não insista com novas denúncias. Dos combatentes (artilharia, infantaria e cavalaria), para que denuncie mais e, se possível, entregue supostas gravações telefônicas em seu poder, de conversas comprometedoras entre os militares denunciados”.

O caso é grave e tende a sair do controle. Pelo menos 25 militares são suspeitos de integrar um esquema de fraudes em licitações, com pagamentos em duplicidade. O Ministério Público Militar denunciou que o sistema desviou pelo menos R$ 15 milhões dos cofres públicos, entre 2003 e 2009 – conforme números do Tribunal de Contas da União. Escrita pelos repórteres Mauricio Dias e Rodrigo Martins, só faltou a longa reportagem da Carta Capital (“Farra na Caserna”) ter recebido o título nada distintivo de “Mensalão do EB”. A matéria da Carta Capital destaca que Gurgel terá de tomar uma posição também sobre o foro privilegiado dos generais. Pela interpretação até agora em vigor, eles só podem ser julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), onde até agora um único general foi condenado, e posteriormente absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o Ministério público militar defende tese diferente: “Se um general comete um crime militar, é processado e julgado pelo STM. Se o crime é comum, o processo corre na Justiça Federal”.

Sempre favorável aos governos petistas de Lula e Dilma, a Carta Capital joga pesado com o Procurador-Geral para, na verdade, atingir o Comandante do EB: “Diante da gravidade das denúncias de corrupção a envolver oficiais-generais do Exército, talvez Gurgel se anime a desengavetar o tema. Ou será o caso de se pensar ao contrário? Em razão disso é que tudo poderá permanecer deitado eternamente nesse berço esplêndido: a gaveta do senhor procurador-geral. Por trás da emersão dessas denúncias existe um problema imperceptível para a sociedade civil: um conflito latente entre os oficiais engenheiros e os oficiais combatentes”.

Carta Capital informa que uma auditoria do Tribunal de Contas da União, concluída no fim de junho, revela que o General Enzo Peri teria beneficiado empresas ligadas a militares e ex-militares com dispensas de licitação entre 2003 e 2007, quando ele chefiou o DEC – Departamento de Engenharia e Construção do EB. Cargo que Enzo só deixou ao assumir o Comando do Exército no governo do presidente Lula, sendo mantido na função por Dilma Rousseff. Aliás, a falta da tradicional rotatividade no comando da Força é uma das críticas dos oficiais “combatentes”.

FONTE: https://www.epochtimes.com.br/general-enzo-suspeito-estar-envolvido-corrupcao-desvio-recursos/#.WDrqZnfMyRs

Senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) é investigado pela PF por lavagem de dinheiro

Posted in Sem categoria on novembro 27, 2016 by gusbrum

Alvo de uma série de denúncias, nos últimos dias, o senador goiano Ronaldo Caiado (DEM) — líder da extrema direita no Congresso — está na alça de mira do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Nota divulgada pelo ex-senador Demóstenes Torres, disseminada pela mídia nesta sexta-feira, soma-se às suspeitas de que Caiado teria recebido recursos ilícitos de um esquema de lavagem de dinheiro que passa por empresas em Londres e Sydney, na Austrália.

Tramita, sob alto sigilo, na Polícia Federal a denúncia de que o senador por Goiás seria dono oculto de empresa que internaliza recursos remetidos por brasileiros na Austrália às famílias, a maioria delas residente em Goiás. O possível vazamento dessa informação para Torres seria a base da ameaça cifrada, aberta nesta manhã: “Essa madrugada fez Ronaldo perder a voz, mas o decorrer dos dias próximos o fará perder o mandato”, disse Torres. “A partir de agora a Justiça vai resolver a minha situação e a dele. Reafirmo tudo o que disse. A minha agonia está no fim e a de Ronaldo Caiado apenas se iniciando. Tenho dito”, acrescentou o ex-senador.

“Ronaldo Caiado, à míngua de qualquer argumento, partiu para a adjetivação. Deu uma sapituca, reconheceu quase todos os fatos que apresentei, tentando lhes dar um ar de normalidade. Traz apenas três pontos novos e inverídicos: que eu tenha chorado perante ele e dispensado sua lealdade; que tenha Eurípedes Barsanulfo contido o então diretor-Geral da Polícia Civil, Marcos Martins, em uma suposta invasão do meu gabinete na Secretaria de Segurança Pública; e que o meu suplente de senador José Eduardo Fleury tenha tentado me chantagear.

“Quanto ao primeiro, ninguém jamais me verá nessas condições. Além do quê, Caiado acredita que o sentimento de lealdade é apenas uma doença de cachorro. No segundo, ainda que fosse verdade, o que nego, nunca pedi para que comprassem minhas brigas. Sempre fui homem o suficiente para enfrentar os meus próprios desafios. O terceiro é apenas mais uma da safra caiadista de invencionices. José Eduardo Fleury foi um suplente honesto e dedicado, a quem sempre respeitei.

“O senador comete um ato falho. Eu jamais disse que Agripino Maia teve qualquer esquema com o Detran. Ou teve, Caiado? Sua mitomania atravessa todas as frases e se consubstancia na afirmação de que os integrantes da CPI ouviram 250 mil horas de gravações e o inocentaram. Isso seria o equivalente a passar mais de 28 anos ouvindo, 24 horas por dia, todos os grampos da Operação Monte Carlo. É apenas mais uma fantasia construída para dar ar de veracidade à personagem que o senador canastrão representa.

“Essa madrugada fez Ronaldo perder a voz, mas o decorrer dos dias próximos o fará perder o mandato. Não adianta grunhir porque se gritaria resultasse em algo, os porcos não morreriam daquela forma. E repito: comigo é nos termos que já propus, exceto em uma disputa intelectual, porque cérebro Caiado não possui. Aguarde. Quem viver, verá.

“A partir de agora a Justiça vai resolver a minha situação e a dele. Reafirmo tudo o que disse. A minha agonia está no fim e a de Ronaldo Caiado apenas se iniciando. Tenho dito”.

Demóstenes Torres, logo após a perda do mandato em 2011, no Senado, acusou o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado por associação ao contraventor Carlos Cachoeira nas campanhas que disputou à Câmara Federal nos anos de 2002, 2006 e 2010. Segundo Demóstenes, as digitais da contravenção seriam facilmente identificadas com uma investigação nas contas de material gráfico, de transporte aéreo e de gastos com pessoal.

Caiado refutou as acusações, mas não impediu que Torres seguisse com as denúncias. O ex-senador contou que Caiado era amigo de Cachoeira e médico do filho do contraventor, que recorre de uma condenação de primeira instância a mais de 39 anos de prisão pela Operação Monte Carlo da PF, deflagrada em 2012, e que resultou na cassação de Demóstenes e na CPI do Cachoeira, que não obteve resultados concretos.

— Ronaldo, fazia sim, parte da rede de amigos de Carlos Cachoeira, era, inclusive, médico de seu filho. Mas não era só de amizade que se nutria Ronaldo Caiado, peguem as contas de seus gastos gráficos, aéreos e de pessoal, notadamente nas campanhas de 2002, 2006 e 2010, que qualquer um verá as impressões digitais do anjo caído. Siga o dinheiro — recomenda Torres.

Investigadores da PF seguiram o conselho de Demóstenes e teriam chegado à capital australiana, segundo informou uma fonte à reportagem do Correio do Brasil, residente em Sydney, acerca do possível envolvimento do senador em um esquema gigantesco de lavagem de dinheiro. Demóstenes também citou, em um pronunciamento no ano passado, um suposto “esquema goiano” que teria financiado a campanha do presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), e outros integrantes da chapa, que elegeu ao governo potiguar a então senadora Rosalba Ciarlini.

— Caiado não ousou me defender, me traiu, mas, em relação a Agripino Maia, figura pouquíssimo republicana, disse que ele merece o benefício da dúvida. Poucos sabem, mas o político potiguar e seus companheiros de chapa em 2010 foram beneficiados pelo ‘esquema goiano’, com intermediação de Ronaldo Caiado — disse Demóstenes.

E fez outras ameaças:

— Me deixe em paz, senador. Continue despontando para o anonimato. É o seu destino. Não me move mais interesses políticos. Considero vermes iguais a você Marconi Perillo e Iris Rezende. Toque sua vida, se fizer troça comigo novamente não o pouparei. Continue fingindo que é inocente e lembre-se que não está na sarjeta porque eu não tenho vocação para delator — concluiu.

 

Fonte: http://clickpolitica.com.br/brasil/e-agora-moro-senador-ronaldo-caiado-e-investigado-pela-pf-dinheiro-ilegal-na-australia/

Fraudes com doações suspeitas no primeiro turno das eleições de 2016, ultrapassou o meio bilhão de Reais

Posted in Sem categoria on novembro 27, 2016 by gusbrum

 

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta-feira (5) que foram identificadas pouco mais de 200 mil doações com indícios de irregularidade às campanhas eleitorais do primeiro turno neste ano. Até o dia 3 de outubro, o montante movimentado pelos candidatos e que é considerado suspeito soma R$ 659.364.470,23. O balanço foi feito com base em dados do Tribunal de Contas da União (TCU).

O TSE ainda não divulgou os nomes dos candidatos que receberam verbas oriundas de possíveis fraudes. “Por se tratarem de indícios de irregularidades que ainda serão devidamente apurados, os nomes das pessoas envolvidas e eventual detalhamento das informações não serão divulgados pela Justiça Eleitoral por enquanto”, afirmou o tribunal, por meio de sua assessoria de imprensa.

TSE ainda não divulgou nomes de candidatos que receberam verbas oriundas de possíveis fraudes: casos serão apurados
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

TSE ainda não divulgou nomes de candidatos que receberam verbas oriundas de possíveis fraudes: casos serão apurados

Os auditores verificaram que, entre os indícios de fraude, estão 37.888 doações feitas por inscritos no Bolsa Família. O total repassado pelos beneficiários do programa federal soma R$ 36.877.030,61. Outras 55.670 contribuições financeiras foram feitas por pessoas desempregadas, que, ao todo, desembolsaram R$ 84.293.201,68. Em 24.646 repasses voluntários às candidaturas, a quantia destinada aos postulantes a prefeito ou vereador é incompatível com a renda dos doadores declarada à Receita Federal.

Também foram identificadas pelo tribunal 43.382 casos em que há, em uma mesma empresa, concentração de autores de depósitos às campanhas. Esse grupo movimentou R$ 90.787.549,74. Outra situação encontrada e que é apontada como suspeita é a existência de 14.510 contribuintes que recebem recursos da administração pública e que remeteram R$ 187.263.765,45 aos participantes dos pleitos municipais.

O dado que mais chama atenção é o registro de 250 doações feitas a partir de CPFs de pessoas que já morreram. O balanço anterior, divulgado pelo TSE no dia 29 de setembro, contabilizava 143 contribuições feitas por “fantasmas”.

 

Ainda sobre o Bolsa Família, os fiscais verificaram o caso de um beneficiário do programa que doou R$ 1,2 milhão em bens e serviços estimáveis em dinheiro. Em outro caso, o sócio da empresa de um candidato transferiu cerca de R$ 3 milhões de recursos próprios à campanha do colega.

Fornecedores

Técnicos do TSE e do TCU também detectaram casos envolvendo fornecedores e prestadores de serviços. Um dos exemplos é o de uma firma, cujo sócio é beneficiário do Bolsa Família, e que prestou serviços avaliados em R$ 1,75 milhão. Outros dois estavam com as companhias em situação inativa ou cancelada e que forneceram atividades de campanha acima de R$ 400 mil.

Foi verificada ainda a existência de uma empresa de transporte e turismo com apenas dois funcionários e que foi contratada por um comitê eleitoral por R$ 187 mil. Por fim, os auditores constaram que uma empresa pertencente a um filiado de partido político e que foi aberta em junho de 2016 – quatro meses antes do pleito, portanto – e que prestou serviços avaliados em R$ 250 mil.

Minirreforma eleitoral

A Lei 13.165, sancionada em setembro do ano passado pela então presidente Dilma Rousseff, proibiu que os candidatos recebam doações de empresas, ficando esta prática restrita às pessoas físicas. O texto, que ficou conhecido como minirreforma eleitoral, também prevê que os partidos e os comitês de campanha são obrigados a enviar para a Justiça Eleitoral as contas a cada 72 horas, contadas a partir do recebimento da contribuição. Outra modificação foi a diminuição dos limites de gastos.

O próprio presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, afirmou no último domingo (2), que a r redução no teto de gastos pode ter estimulado fraudes e caixa 2. Em 62% das cidades brasileiras, o limite fixado para as campanhas é de R$ 108 mil para prefeito e R$ 10,8 mil para vereador.

Fonte: Último Segundo – iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2016-10-05/fraudes.html

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/2016-10-05/fraudes.html