Troca de e-mails mostra que Magno Malta (PR-ES) recebeu propina de R$ 100 mil

Posted in Sem categoria on outubro 23, 2017 by gusbrum

Senador do PR é tido como exemplo de “moral e bons costumes” pela extrema direita e gosta muito de debochar de políticos que não compactuam com suas idéias
por Helena Sthephanowitz publicado 15/08/2016 13h33, última modificação 15/08/2016 18h06
MOREIRA MARIZ/AGÊNCIA SENADO
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Segundo reportagem, autenticidade de mensagens entre empresário e Magno Malta foi atestada por especialista

O senador Magno Malta (PR-ES) virou uma espécie de ídolo da extrema-direita com seus discursos raivosos e ataque a políticos à esquerda. Como se tivesse uma ficha limpíssima, usa  a tribuna do plenário do Senado para falar em “moral e os bons costumes”, acusar adversários políticos e até debochar. Enquanto Malta acusa sem apresentar provas, o jornal Folha de S.Paulo diz ter tido acesso a e-mails que comprovam caixa 2, ou propina, para o senador na eleição de 2014.

Segundo reportagem do domingo (14), e-mails comprovam a denuncia de  R$ 100 mil de caixa dois do presidente da cozinha Itatiaia, Victor Penna Costa, a Magno Malta. De acordo com  o jornal, as trocas de mensagens entre o dirigente de uma das maiores fabricantes de móveis de cozinha do país e o senador são de 8 de setembro de 2014.

Outras mensagens entre funcionários e direção da Itatiaia indicam que Malta viajou no avião particular da empresa em 2012 e 2013. Das conversar participam o presidente da empresa, Penna Costa, seu filho Daniel – que era gerente financeiro à época– e um assessor da firma, Hugo Gabrich.

Em um deles, o presidente da empresa diz que precisa pagar R$ 400 mil para “consultoria” de Gabrich. O assessor responde: “Estou entregando a NF (nota fiscal) que cobre o montante de R$ 500 mil conforme orientação do dr. Victor. Impostos serão incluídos na NF, totalizando R$ 575 mil.”

Na nota emitida pela Vix Consulting, de Gabrich, a contratante é a Itatiaia. O acerto mostra que a contratante pagou os R$ 75 mil de impostos para a Vix – o que sugere que a nota foi encomendada.

Na sequência dos e-mails, Costa manda o filho depositar para a Vix Consulting somente R$ 475 mil. “Os outros 100.000 são para compensar a retirada em dinheiro de R$ 100.000 do Malta. Não sei como foi contabilizado (a saída desse valor da empresa)”, escreve o presidente da Itatiaia.

Daniel, então, pergunta: “Quem realizou o pagamento do Malta? Existe NF, foi declarado a doação?”

Victor encerra: “Não existe NF, não declaramos. Veja com Lailton (tesoureiro da empresa). Favor apagar todos os e-mails sobre este assunto”.

Procurado pelo jornal, Gabrich afirmou que a empresa fez nota fria para justificar pagamentos de caixa 2 da Itatiaia. O destino do restante do valor da nota (R$ 400 mil) não aparece na troca de e-mails.

De acordo com a Folha, a pedido da reportagem as origens das mensagens foram analisadas pelo perito em ciências forenses Reginaldo Tirotti. O especialista atestou a autenticidade delas, identificando a sequência de códigos gerados pelos remetentes das mensagens.A Itatiaia foi fundada em 1964 e tem duas fábricas, em Ubá (MG) e em Sooretama (ES).

Já em outro e-mail, de 8 de julho de 2014, um ano após a Itatiaia inaugurar a unidade capixaba, que recebeu incentivos fiscais, Gabrich descreve a Victor Costa o cenário político no Espírito Santo. Menciona candidatos “viáveis” ao governo, fala de Magno Malta, que fechou aliança com Renato Casagrande (PSB), governador do Estado na época. Disse que a mulher do senador, Lauriete, não disputaria a reeleição para deputada federal e citou o deputado Marcelo Santos (PMDB).

“Não tenho dinheiro para todos”, responde o presidente da Itatiaia. “Não posso dar mais para deputado estadual que para senador.”

Gabrich diz: “O Magno não é candidato agora a nada.”

Malta no jatinho

Outros e-mails mostram que o senador usou avião particular da Itatiaia ao menos duas vezes: em 20 de julho de 2012, de Vitória a Aracaju, e em 27 de fevereiro de 2013, no trajeto Brasília-Rio.

Em 22 de fevereiro daquele ano, uma secretária da Itatiaia agenda um voo para Costa, Gabrich e o senador. Em 28 de fevereiro, Malta vai com Gabrich ao BNDES – a reunião não constou da agenda oficial, informou o banco.

Sobre a viagem a Aracaju, há um e-mail enviado ao presidente da Itatiaia pelo então diretor Beto Rigoni, que relata problemas no trajeto: “Eram 7 pessoas quando só cabem 4 no avião. O Yunes (piloto) tinha duas opções: dar duas viagens ou colocava todos dentro na aeronave. Como o senador pressionou ele bastante, ele (…) seguiu para Aracaju em 8 pessoas dentro do avião (além da insegurança, fizeram uma ‘festa no ar’)”.

“Nós precisamos começar a cortá-lo. Os acionistas também não querem tanta proximidade”, responde Costa.

Fraude em leilão

Mensagens de dirigentes da Itatiaia dão indícios de que o presidente da empresa, Victor Penna Costa, fraudou a arrematação de um terreno em Belo Horizonte lesando centenas de trabalhadores que cobravam dívidas trabalhistas de uma outra empresa.

Costa, por meio de seu assessor, Hugo Gabrich, arrematou a área de 12.369 metros quadrados, em 2010, pelo valor mínimo estipulado pela Justiça, R$ 1,56 milhão.

O terreno pertencia à SIT Engenharia, uma das empresas que construiu Brasília, e foi a leilão por causa de ação trabalhista. Seu valor de mercado era R$ 25 milhões.

Em e-mail de 2013, quase três anos após o leilão, o dono da SIT, Luiz Lima Lobato, escreve ao presidente da Itatiaia cobrando quantia que ambos teriam acertado por fora. Com isso, Lobato embolsaria os valores, em vez de pagar trabalhadores.

Lobato anexa ao e-mail cópia de um acordo de gaveta que previa que Costa pagaria por fora quase R$ 3,9 milhões. Também se queixava que Costa arrematou o imóvel por preço abaixo do que tinham combinado – deveria ter sido R$ 2,6 milhões, diz. Ex-trabalhadores da SIT estão sem receber até hoje.

A Folha teve acesso a supostos pagamentos desse acordo: um e-mail, de 2012, em que Costa autoriza transferência de R$ 300 mil a uma conta de Lobato; e a cópia de um cheque da Itatiaia, de R$ 300 mil, em nome de Lobato.

Costa ganhou o leilão com o lance mínimo porque não houve interessados. A área estava hipotecada, o que pode tê-los afastado. Após o leilão, cancelou-se a hipoteca. O lance é questionada na Justiça do Trabalho. A causa que o levou a leilão é fruto de um processo trabalhista contra a SIT, mas outro credor diz que tinha preferência na arrematação.

O caso está no Tribunal Superior do Trabalho, que marcou julgamento para quarta (17). Gabrich, hoje ex-assessor de Costa, peticionou ao ministro do TST Caputo Bastos avisando sobre a fraude.

Em março deste ano, Costa escreveu a seu ex-assessor: “Ganhei no TST rsrsrs já acostumei com a situação”. O despacho ao qual se referia só foi publicado três dias depois.

Questionado sobre o e-mail ao presidente da Itatiaia, o empresário Luiz Lobato reconheceu o texto. Disse, que não se lembra de ter recebido por fora porque o caso já tem seis anos.

Passeio com dinheiro público

O senador Magno Malta (PR-ES) passou quatro dias passeando em Dubai, nos Emirados Árabes, bancado pelo Congresso Nacional. Malta apresentou em 2009 um requerimento para viajar a Hyderabad, na Índia, onde participaria de um fórum sobre o combate à pornografia infantil .O senador, que era membro da CPI da Pedofilia, e seu assessor  receberam diárias para seis  dias. Ficaram dois na Índia e foram a Dubai, onde não tinham agenda oficial, passear nos dias restantes com o dinheiro do povo brasileiro. No total, R$ 200 mil em diárias e passagens foram depositados. Na época, Malta disse que não via problema em ter passado quatro dias numa cidade turística mesmo não tendo qualquer compromisso oficial pela CPI.

Máfia dos sanguessugas.

A Polícia Federal (PF) indiciou Magno Malta, em 2007, por participação na máfia dos sanguessugas. Segundo a PF, o parlamentar foi indiciado por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As investigações da Polícia Federal e do Congresso mostraram que o esquema dos sanguessugas fazia compras superfaturadas de ambulâncias para prefeituras com dinheiro do Orçamento. Segundo os empresários Darci Vedoin e Luiz Antonio Vedoin, Magno Malta combinou a apresentação de emendas favoráveis à Planam (dos irmãos Vedoin) no valor de R$ 1 milhão e recebeu como adiantamento um Fiat Ducato, que usou entre 2003 e 2005. Darci Vedoin foi apontado pela PF como chefe da máfia dos sanguessugas.

O senador Magno Malta, que gosta muito de debochar de políticos que não compactuam com suas idéias, deveria agora, antes de apontar o dedo e acusar, olhar para sua ficha nada limpa.

FONTE: http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/08/troca-de-e-mails-mostra-que-magno-malta-recebeu-propina-de-r-100-mil-6476.html

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Ex-presidente do Congresso, Severino Cavalcanti (PP-PE) usava parentes como funcionarios fantasmas.

Posted in Sem categoria on outubro 10, 2017 by gusbrum

Ex-presidente da Câmara dos Deputados teria contratado neta como funcionária fantasma

Ex-presidente da Câmara dos Deputados teria contratado neta como funcionária fantasma | Foto: Antonio Cruz / ABr / CP Memória

Ex-presidente da Câmara dos Deputados teria contratado neta como funcionária fantasma | Foto: Antonio Cruz / ABr / CP Memória

Por unanimidade, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou recurso apresentado pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti e a neta dele Rafaella Milet Cavalcanti Ferreira contra sentença da 1ª Vara Federal do Distrito Federal que condenou os dois pelo crime de improbidade administrativa. Na decisão, publicada nesta segunda-feira, os desembargadores do TRF1 mantiveram o entendimento da primeira instância de que Severino Cavalcanti contratou a neta como funcionária fantasma de seu gabinete entre os anos 2003 e 2005.

Para a relatora do recurso, desembargadora federal Mônica Sifuentes, as provas mostram que Rafaella Milet Cavalcanti não exerceu o cargo de assessora do avô por razão de incompatibilidade de horários, pois cursava engenharia e estagiava em uma empresa. Na Câmara, a neta de Severino mantinha contrato no gabinete do avô em dois períodos.

Em seu voto, seguido pelos demais desembargadores da turma, a relatora afirma não haver “nenhuma prova documental que comprove ou que dê, ao menos, indícios de que a neta do ex-deputado exercia alguma das atribuições destinadas aos secretários parlamentares”. Em 2005, Severino Cavalcanti renunciou à presidência da Câmara dos Deputados para escapar da cassação do mandato após ser acusado de receber propina de R$ 10 mil por mês do dono de um dos restaurantes da Casa.

FONTE: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Politica/2017/10/630931/TRF1-mantem-condenacao-a-Severino-Cavalcanti-por-improbidade-administrativa

Ministro Da Justiça Do Governo Temer Está Envolvido Em Desvio De Dinheiro

Posted in Sem categoria on outubro 10, 2017 by gusbrum

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal, encontraram documentos que comprovam o pagamento de pelo menos 4 milhões de reais ao escritório de advocacia do atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Esse repasse segundo o MPF, seria de uma empresa investigada na Operação Acrônimo realizada pela Polícia Federal.

Foram apreendidos documentos que comprovam o repasse para o atual ministro da Justiça do governo de Michel Temer entre 2010 e 2014.

Na época segundo a PF, Moraes não exercia cargo público e isso aconteceu quando os agentes federais encontraram na mesa de um dos principais executivos da JHSF, empresa do setor imobiliário, uma planilha com o nome de Moraes que indicava uma sigla do PSDB.

O fato aconteceu no dia 16 de agosto e o nome do ministro da Justiça do governo Temer, estava associado à palavra Parkbem, uma empresa de estacionamento do grupo JHSF.

Moraes nesse caso se torna mais um ministro de Temer envolvido em escândalos e investigado pela Polícia Federal.

Click Política

Matéria do Jornalista Gil Silva

FONTE: http://clickpolitica.com.br/brasil/vazou-ministro-da-justica-do-governo-temer-esta-envolvido-em-desvio-de-dinheiro-em-operacao-da-policia-federal-veja/

Farra das passagens: 443 deputados gastaram mais de 25 milhões em passagens aéreas.

Posted in Sem categoria on outubro 8, 2017 by gusbrum

POR FÁBIO GÓIS |

Leia a lista dos deputados denunciados

O campeão de passagens utilizadas foi o ex-deputado Henrique Afonso Soares Lima (PV-AC), com 434 bilhetes recebidos e uma movimentação financeira de R$ 245.343,54 mil, referente ao benefício custeado pelo contribuinte. Em seguida aparecem o suplente do senador Roberto Rocha (PSB-MA) e ex-deputado federal Pinto Itamaraty, nascido José Eleonildo Soares, que atualmente exerce mandato no Senado pelo PSDB do Maranhão; e o também ex-deputado Ilderlei Cordeiro (PR-AC), ambos beneficiados com 388 passagens aéreas (R$ 179.370,52 mil e R$ 248.205,19 mil, respectivamente).

Segundo o MPF, as investigações se debruçaram sobre gastos com viagens no período de janeiro de 2007 a fevereiro de 2009. A principal acusação é de desvio do benefício em favor de terceiros, mas também houve registros de ilícitos como negociação das passagens fora do ambiente da Câmara.

A denúncia listou 219 pessoas com direito a foro privilegiado (julgamento apenas no Supremo Tribunal Federal), entre as quais deputados federais e estaduais, senadores, governadores e membros de Tribunais de Contas, todos eles no exercício dos respectivos mandatos. Nesse caso, os denunciados só podem ser investigados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) – a Procuradoria Regional da República da 1ª Região já pediu o envio de cópias do inquérito sejam encaminhadas ao STF e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), de maneira a assegurar a continuidade do processo.

Formalizado o conjunto de denúncias, caberá agora ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região se manifestar sobre a procedência das acusações. Os denunciados podem, em último caso, ser condenados por peculato, com enquadramento na prática do crime descrito no artigo 312 do Código Penal (desvio, em proveito de terceiros, de valores cuja utilização é restrita e específica, inerentes ao exercício do cargo eletivo. Em caso de condenação, a pena é de prisão de dois a doze anos, além do pagamento de multa.

Veja a tabela completa

http://static.congressoemfoco.uol.com.br/2016/11/tabela.pdf

 

Figurões

Entre os ex-parlamentares denunciados, há representantes dos principais partidos políticos do país e figuras de expressão nacional, como o atual secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo Michel Temer, Moreira Franco, o prefeito reeleito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República. Os ex-deputados Antonio Palocci (PT) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presos em razão das investigações da Operação Lava Jato, também são alvos da Procuradoria.

Veja a relação dos ex-deputados denunciados

Na lista dos denunciados não há qualquer parlamentar no exercício do mandato ou ministro de Estado. Também não consta o nome do presidente Michel Temer (PMDB), que cedeu sua cota de passagens à época para viagem de turismo de familiares à Bahia, como mostrou o Congresso em Foco. Quando o caso veio à tona, Temer presidia a Câmara dos Deputados. É que congressistas, ministros e o presidente da República, entre outras autoridades, só podem ser investigados e julgados no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse caso, a denúncia só pode ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O governo discute, internamente, conceder cargo ou status de ministro a Wellington Moreira Franco, um dos principais assessores de Temer, desde que ele teve seu nome citado por investigados da Lava Jato como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. Moreira sempre negou qualquer envolvimento com o caso.

ACM Neto disse, por meio de sua assessoria, que não utilizou a verba indevidamente. Também por assessores, Moreira Franco afirmou que não fez uso indevido da verba da Câmara: “Isso ficará claro”. O secretário também negou que haja intenção do governo em dar a ele status de ministro. “Não há qualquer estudo para que ele ganhe status de ministro. Moreira Franco considera ideal o formato de secretaria-executiva para fazer deslanchar as concessões no Brasil”, declarou a assessoria dele. Ciro Gomes enviou nota em que afirma estar indignado por ter sido incluído em denúncia e diz que TAM esclareceu erro em compra de passagens de sua mãe.

Depois do recuo do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu arquivamento de investigação criminal sigilosa contra 12 deputados relativa à chamada farra das passagens, o Ministério Público Federal (MPF) manteve o propósito dos trabalhos e ofereceu denúncia contra 443 ex-deputados por uso indevido de recursos públicos, com desvirtuação das cotas de passagens aéreas oferecidas pela Câmara. A apuração começou há dez anos, antes mesmo de o Congresso em Foco revelar, em 2009, que parlamentares utilizavam a verba pública para fins particulares, violando normas da Casa. Confira abaixo a relação completa de denunciados e os valores que cada um desviou (tarifas e taxas de embarque). Ao todo, R$ 25.545.727,46 foram usados irregularmente pelos parlamentares, segundo a denúncia do MPF.

FONTE: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/mp-pede-investigacao-de-219-deputados-por-uso-indevido-de-passagens-aereas-veja-quem-sao-eles/

Ex-diretor da Globo é preso em esquema de corrupção das Olimpíadas

Posted in Sem categoria on outubro 6, 2017 by gusbrum

Do Diário do Centro do Mundo

Os diversos veículos do grupo Globo estão sonegando uma informação fundamental na cobertura da prisão de Carlos Arthur Nuzman e seu braço direito Leonardo Gryner.

 

Gryner fez carreira na emissora carioca. Começou como produtor de um telejornal extinto que se chamava Painel e terminou sua passagem gloriosa como diretor de Marketing Esportivo.

Saiu em 1992 para operar com Nuzman como consultor de Marketing da Federação Internacional de Vôlei. Sua trajetória televisiva está no site da Memória Globo. Corra antes que a mão invisível do mercado tire do ar.

Nuzman foi detido nesta quarta, dia 4, em seu apartamento no Leblon. Ele é suspeito de intermediar a compra de votos de integrantes do Comitê Olímpíco Internacional para a escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016. Gryner seria intermediário das propinas.

 

Como no caso de J. Hawilla, ponta de lança do escândalo da Fifa, dono de uma afiliada da Globo depois de brilhar como repórter, apresentador e chefe do departamento esportivo da empresa, Gryner é tratado como um estranho.

Ora, ambos são filhos diletos da Globo. Gryner aprendeu ali o que levou para suas aventuras. Ele mesmo fala com carinho, gratidão e nostalgia sobre a empresa em alguns vídeos do YouTube.

Quantos negócios escusos, direta ou indiretamente, não foram feitos com a TV onde trabalhou?

Nuzman é presidente do COB desde 1995, tendo sempre Gryner ao lado. Tem a ficha suja há anos. Teve crescimento “exponencial”, segundo o MPF, de seu patrimônio entre 2006 a 2016: 457%.

O jornalismo da Globo nunca mexeu uma palha contra ele. Ninguém sabe, ninguém viu.

Nenhum dos solertes repórteres ousou dar uma apurada mais a fundo nos malfeitos. É entretenimento. É terra daqueles modelos que fazem graça na hora do almoço, como o bobo alegre Tiago Leifert.

Ali Kamel, diretor Geral de Jornalismo e Esportes, jamais colocou o dedo na cumbuca de Greyner. O cara era da casa, poxa. Ricardo Teixeira, João Havelange, J. Hawilla… Todos eles prosperaram sob o sol dos Marinhos.

Esses casos contam também com a ajuda da principal concorrente, a Record, com sua indigência jornalística e sua própria sujeira.

Certamente Nuzman e o Gryner têm muito a contar sobre suas “parcerias” com a Globo. Obviamente que não vai interessar aos procuradores, devidamente endeusados desde as 6 da manhã de hoje.

 

A não ser que Gryner e Nuzman entreguem o Lula. Aí é bola na rede e partir pro abraço.

FONTE: https://falandoverdades.com.br/ex-diretor-da-globo-e-preso-em-esquema-de-corrupcao-da-fifa/

Nuzman e ex-diretor de Comitê Olímpíco são presos em operação que investiga fraudes na escolha da Rio 2016

Posted in Sem categoria on outubro 6, 2017 by gusbrum

Carlos Arthur Nuzman e Leonardo Gryner foram presos, no início da manhã desta quinta-feira, em endereços da Zona Sul da cidade. PF e MPF investigam compra de jurados para a eleição da sede olímpica.

Por Arthur Guimarães e Fernanda Rouvenat,

Presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, é preso na Lava Jato

Presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, é preso na Lava Jato

Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal prenderam Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, e Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016 e braço-direito de Nuzman, na manhã desta quinta-feira (5), na Zona Sul do Rio.

Nuzman é suspeito de intermediar a compra de votos de integrantes do Comitê Olímpíco Internacional (COI) para a eleição do Rio como sede da Olimpíada de 2016. Ele foi preso em casa, no Leblon, por volta das 6h. Nuzman é presidente do COB há 22 anos. O pedido de prisão temporária foi decretado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. (Veja a íntegra da decisão).

Nuzman deixou sua casa, no condomínio Jardim Pernambuco, uma das áreas mais nobres do Leblon, por volta das 8h30. Ele foi conduzido por agentes para a sede da Polícia Federal, no Centro.

Segundo a defesa de Nuzman, a medida adotada foi dura. “Vou me inteirar dos fatos agora .Eu não tenho a menor ideia. Vou saber agora o que se passa e quais são os fundamentos dessa medida. É uma medida dura e não é usual dentro do devido processo legal”, afirmou Nélio Machado.

Em nota, o Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que está cooperando e pediu às autoridades brasileiras informações completas para dar seguimento às investigações internas da comissão de ética do COI. O Comitê afirmou também que sua comissão de ética pode tomar medidas provisórias contra Nuzman.

Comitê Olímpico Internacional se pronuncia sobre prisão de Nuzman em nota

Comitê Olímpico Internacional se pronuncia sobre prisão de Nuzman em nota

Segundo o Ministério Público Federal, o pedido de prisão foi decretado porque houve uma tentativa de ocultação de bens no último mês, após a polícia ter cumprido um mandado de busca na casa de Nuzman no mês passado. Entre os bens ocultados, há valores em espécie e 16 quilos de ouro que estariam em um cofre na Suíça.

A ação é um desdobramento da “Unfair Play”, uma menção a jogo sujo e que é mais uma etapa da Lava Jato no Rio. Os presos serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman chega na sede da Polícia Federal após ser preso no Rio de Janeiro (Foto: Bruna Kelly/Reuters)O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman chega na sede da Polícia Federal após ser preso no Rio de Janeiro (Foto: Bruna Kelly/Reuters)

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman chega na sede da Polícia Federal após ser preso no Rio de Janeiro (Foto: Bruna Kelly/Reuters)

Também estão sendo cumpridos mandados de busca na casa dos suspeitos presos, além do bloqueio e indisponilidade de bens de ambos. Ainda há um pedido de quebra de sigilo telefônico de Maria Celeste de Lourdes Campos Pedroso, que também foi intimada a depor na sede da Polícia Federal.

De acordo com as investigações, Maria Celeste é destinatária de vários e-mails encaminhados por Papa Diack, filho de um dirigente africano que detinha poder de voto para a escolha da cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo a Justiça, ela pode ter informações importantes para o esclarecimento dos fatos.

Nuzman, João Havelange e Sérgio Cabral juntos em Paris, em 2009 (Foto: Reprodução)Nuzman, João Havelange e Sérgio Cabral juntos em Paris, em 2009 (Foto: Reprodução)

Nuzman, João Havelange e Sérgio Cabral juntos em Paris, em 2009 (Foto: Reprodução)

O esquema de corrupção, segundo os investigadores, tem a participação do ex-governador Sérgio Cabral. O dinheiro teria vindo do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, conhecido como Rei Arthur, que também teve mandado de prisão decretado, mas está foragido da justiça.

Gryner foi preso em casa, em um apartamento de luxo em Laranjeiras, na Zona Sul. Ex-diretor do COB, ele também foi diretor de Comunicação e Marketing da candidatura do Rio à sede olímpica, e teve encontros com o filho do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo, suspeito de ter recebido propina para votar no Rio de Janeiro como sede dos jogos.

Leonardo Gryner é preso e levado para a sede da PF no Centro (Foto: Renato Souza/ TV Globo)Leonardo Gryner é preso e levado para a sede da PF no Centro (Foto: Renato Souza/ TV Globo)

Leonardo Gryner é preso e levado para a sede da PF no Centro (Foto: Renato Souza/ TV Globo)

Segundo os investigadores, as provas colhidas na primeira etapa da “Unfair Play” mostram evidências de que Nuzman e Gryner foram os agentes responsáveis por fazer a ligação entre o esquema de propinas de Cabral e membros africanos do COI, por meio de Arthur Soares.

As visitas de Cabral, Gryner e Nuzman a vários membros do Comitê que escolheria a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 foram admitidas, inclusive, pelo próprio ex-governador durante depoimento à Justiça Federal na Operação Eficiência.

Ainda de acordo com o MPF, as prisões temporárias de Nuzman e Gryner eram fundamentais não só como garantia da ordem pública, como para permitir bloquear o patrimônio e impedir que ambos continuem cometendo crimes e ocultando provas.

Carlos Arthur Nuzman sai de casa conduzido pela Polícia Federal após prisão. (Foto: Reprodução/ TV Globo)Carlos Arthur Nuzman sai de casa conduzido pela Polícia Federal após prisão. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Carlos Arthur Nuzman sai de casa conduzido pela Polícia Federal após prisão. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Mesmo com toda a investigação e deflagração da operação há cerca de um mês, não houve nenhuma movimentação para afastar Nuzman e Gryner de suas funções junto ao COB e ambos continuavam gerindo os contratos firmados pelo Comitê. Dessa forma, segundo o MPF, eles continuavam a ter acesso ao dinheiro público, documentos e informações importantes para as investigações.

No mês passado, quando prestou depoimento na sede da PF, Nuzman se reservou ao direito de não falar durante o interrogatório. A defesa dele afirmou, porém, que durante o depoimento “foi esclarecido e reiterado que toda a jornada da Olimpíada da Cidade do Rio de Janeiro, da candidatura à cerimônia de encerramento, foi conduzida dentro da lei e das melhores práticas financeiras, técnicas, operacionais, esportivas e de comunicação”.

Carro da Polícia Federal na porta da casa de Carlos Arthur Nuzman. (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)Carro da Polícia Federal na porta da casa de Carlos Arthur Nuzman. (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)

Carro da Polícia Federal na porta da casa de Carlos Arthur Nuzman. (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)

Em março, o jornal francês “Le Monde” havia denunciado que, três dias antes da escolha da cidade, houve pagamento de propina a dirigentes do Comitê Olímpico Internacional. A investigação francesa conseguiu reunir elementos que apontam que a empresa Matlock foi utilizada para pagamento de US$ 2 milhões a Papa Diack.

Segundos os investigadores, a Matlock também foi usada para pagamento de propina a Sérgio Cabral. De acordo com depoimento do doleiro e delator Renato Chebar, documentos encaminhados por meio de cooperação internacional com Antígua e Barbuda não deixam dúvidas de quem era o real proprietário da empresa que tinha sede registrada nas Ilhas Virgens Britânicas: Arthur César de Menezes Soares Filhos.

No mês passado, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de até R$ 1 bilhão do patrimônio de Carlos Arthur Nuzman, do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, o “Rei Arthur”, e de Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia do empresário. O objetivo, segundo procuradores, era reparar os danos causados pelo trio devido às proporções mundiais da acusação.

O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, prestou depoimento na PF em setembro. (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, prestou depoimento na PF em setembro. (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)

O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, prestou depoimento na PF em setembro. (Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)

Organização criminosa internacional

De acordo com o Ministério Público, as fronteiras internacionais não limitaram a atuação da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral. Para os procuradores, “trata-se de um esquema altamente sofisticado, que agia internacionalmente com desenvoltura e uma engenhosa e complexa relação corrupta”. Prova disso é que, para alcançar o atual estágio da investigação, o MPF teve que realizar pedidos de cooperação jurídica internacional com nada menos que quatro países diferentes: Antígua e Barbuda, França, Estados Unidos e Reino Unido.

Durante as investigações, o Ministério Público Francês colheu substancioso material para demonstrar que houve compra de votos para escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Um dos votos foi comprado de Lamine Diack, então presidente da Federação Internacional de Atletismo e então membro do Comitê Olímpico Internacional, por meio de seu filho, Papa Massata Diack.

FONTE: https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/pf-esta-nas-ruas-do-rj-para-cumprir-mandados-de-prisao.ghtml

O ex-ministro do Turismo, Henrique Alves, (PMDB-RN) é suspeito de ter recebido R$ 6,3 milhões em propina

Posted in Sem categoria on setembro 27, 2017 by gusbrum

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

  • Fabio Rodrigues Pozzebom –

    O ex-ministro do Turismo é suspeito de ter recebido R$ 6,3 milhões em propina

    O ex-ministro do Turismo é suspeito de ter recebido R$ 6,3 milhões em propina

Um relatório da Polícia Federal indica que R$ 100 mil em dinheiro de propina paga pelo empresário Lúcio Funaro ao ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves teriam sido roubados durante um assalto em 2013. O montante, segundo o relatório, foi levado um dia depois de Funaro ter repassado R$ 200 mil a um ex-funcionário de Henrique Alves (PMDB-RN).

O advogado de Henrique Eduardo Alves, Marcelo Leal, afirma que o dinheiro roubado de Wellington Ferreira da Costa era fruto de um empréstimo contraído pelo ex-ministro junto ao Banco do Brasil (veja mais abaixo).

O relatório elaborado pela Polícia Federal analisa informações de planilhas em que Funaro indicava pagamentos a operadores supostamente ligados a políticos do PMDB. Os dados das planilhas, segundo a PF, foram confrontados com informações repassadas diretamente por Funaro e com depoimentos de outros investigados.

Segundo o documento, as planilhas de Funaro indicam que, no dia 12 de junho de 2013, R$ 200 mil em espécie foram pagos a Henrique Eduardo Alves, então presidente da Câmara dos Deputados, por meio de um assessor chamado Wellington. O dinheiro teria sido entregue diretamente a ele em São Paulo.

No dia seguinte, 13 de junho de 2013, Wellington Ferreira da Costa, então assessor de Henrique Eduardo Alves, registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil do Distrito Federal alegando ter sido vítima de um assalto no qual homens armados levaram R$ 100 mil guardados em uma maleta.

O roubo teria ocorrido em Brasília quando seu carro foi abordado por bandidos. A suspeita é que o “Wellington” das planilhas de Funaro seja Wellington Ferreira da Costa.

À época, o delegado responsável pelo caso, Fernando César Costa, disse ao jornal “O Globo” que o crime teria sido planejado e executado por pessoas que tinham informações privilegiadas sobre a rotina do ex-assessor. O delegado disse também que investigaria a origem do dinheiro.

O inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal foi remetido em março de 2015 ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas, em agosto de 2015, o então ministro Teori Zavascki arquivou a investigação a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo os procuradores, não havia indícios concretos de que a origem do dinheiro roubado pudesse ser ilícita.

Ainda à época do roubo, Henrique Eduardo Alves disse que o dinheiro roubado era seu, fruto de um empréstimo contraído por ele junto ao Banco do Brasil para quitar parte da dívida oriunda da compra de um apartamento.

O relatório da PF não afirma categoricamente que o dinheiro roubado é o mesmo que teria sido pago por Funaro a Wellington.

A PF, no entanto, conseguiu informações junto a companhias aéreas e comprovou que o ex-assessor de Henrique Alves estava em São Paulo no dia em que a planilha de Funaro apontou o pagamento em seu nome.

O documento indica que, segundo a contabilidade de Funaro, Henrique Eduardo Alves recebeu R$ 6,3 milhões entre 2012 e 2014. O ex-ministro está preso em Natal desde junho deste ano, quando foi deflagrada a Operação Manus, um desdobramento da Operação Lava Jato.

Além de ser suspeito de ter se beneficiado com dinheiro de propina oriunda de esquemas operados por Lúcio Funaro, Henrique Alves também é investigado por ter recebido dinheiro de propina da empreiteira OAS referente a obras da Arena das Dunas, no Rio Grande do Norte.

FONTE:https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/26/operador-de-henrique-alves-foi-roubado-apos-receber-r-200-mil-em-propina-diz-pf.htm