Arquivo para janeiro, 2016

17 milhões em fraudes com merenda escolar em 16 cidades de SP

Posted in Sem categoria on janeiro 21, 2016 by gusbrum

 

Do G1 Ribeirão e Franca

Pelo menos seis pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (19) em Bebedouro (SP), suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude na compra de alimentos de merenda escolar por prefeituras de 16 cidades no interior e no litoral de São Paulo.

Segundo a Delegacia Seccional de Bebedouro, um sétimo suspeito está foragido e todos os mandados de prisão envolvem integrantes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), que é baseada na cidade.

Nenhum representante da cooperativa foi encontrado pela reportagem do G1 para comentar as suspeitas.

A operação “Alba Branca” foi desencadeada a partir de uma investigação da Polícia Civil, e cumpriu 24 mandados de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apoiou a ação.

Polícia Civil cumpre mandados em Bebedouro e em outras 15 cidades de SP (Foto: Reprodução/EPTV)Polícia Civil cumpre mandados em Bebedouro e em outras 16 cidades de SP (Foto: Reprodução/EPTV)

Propina
Segundo o promotor de Justiça Leonardo Romanelli, as investigações apontam fraude em contratos forjados de merenda escolar, entre prefeituras e a cooperativa de Bebedouro. “Eles cobravam propinas de funcionários públicos e repassavam comissões para os vendedores”.

Entre os presos nesta terça-feira, estão o presidente e o ex-presidente da Coaf, além de vendedores da cooperativa. Até o início da tarde, 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e mais de R$ 140 mil foram recolhidos.

O tamanho da fraude, entretanto, ainda não foi identificado. Entre os contratos, havia, por exemplo, uma licitação de R$ 500 mil com a Prefeitura de Bebedouro e duas, de R$ 1 milhão e R$ 2 milhões com a Prefeitura de Campinas. “Em algumas cidades, vemos valores muito grandes sendo cobrados nesses contratos”, afirmou Romanelli.

Cidades envolvidas
Em Bebedouro, 40 policiais civis e delegados participam da operação, que ocorre também em sedes de prefeituras nas cidades de Paraíso, Novaes, Santos, Sumaré, Americana, Colômbia, São Bernardo do Campo, Campinas, Santa Rosa do Viterbo, Bauru, Mogi das Cruzes, Barueri, Araras, Cotia, Mairinque e Caieiras.

Além das prisões, a polícia faz buscas por documentos que podem servir de prova para o andamento das investigações. Entre as buscas, estão mídias digitais como HD’s, DVD’s e pen-drives, além de dinheiro em espécie, cheques preenchidos e outros tipos de documentos.

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2016/01/policia-prende-suspeitos-de-fraudar-compra-de-merenda-em-bebedouro.html

R$ 224 mil são os gastos de Ronaldo Caiado no seu gabinete

Posted in Sem categoria on janeiro 16, 2016 by gusbrum
caiado no
 Goiás
11 de janeiro de 2016

Em que pese a crise econômica que afetou o Brasil em 2015, o senador Ronaldo Caiado (DEM) gastou uma fortuna na manutenção dos serviços do seu gabinete no ano que passou – tudo pago, é claro, com dinheiro público. No total, a estrutura do senador do DEM consumiu a bagatela de R$ 224.288,97.

A principal despesa com o senador foi com aluguel de imóveis para escritório político (R$ 66 mil). A segunda maior foi com passagens áreas e terrestres nacionais (R$ 64 mil). Chama atenção que o Senado pagou passagens de ida e volta para São Paulo, saindo de Brasília, na mesma época em que Caiado participou de protestos na Avenida Paulista, no dia 15 de março de 2015.

Na sequência aparecem gastos significativos com locomoção, hospedagem, alimentação e combustível em 2015 (R$ 55 mil). Chama a atenção o fato de ele abastecer sempre no mesmo posto: o posto Xodó Ltda. Por fim, estão os gastos com aquisição de material de consumo (R$ 36 mil) e segurança privada (R$ 1,7 mil).

Gastos do senador Ronaldo Caiado com verba de gabinete em 2015, ano de crise no Brasil, chegam a R$ 224 mil

R$ 1,2 mi para empresa da Máfia do ISS

Posted in Sem categoria on janeiro 13, 2016 by gusbrum

 

 

POR MATEUS COUTINHO

Augusto Mendonça. Foto: TV Câmara

Augusto Mendonça. Foto: TV Câmara

Relatório de movimentação financeira das empresas do executivo e delator da Lava Jato Augusto Ribeiro Mendonça Neto mostra que o executivo, que já participou de licitações sob suspeita de cartel do Metrô de São Paulo repassou em 2013 R$ 1,2 milhão para a empresa LZG Consulting de Marco Aurélio Garcia, réu por suspeita de envolvimento na Máfia do ISS, esquema de desvio de dinheiro na Prefeitura de São Paulo desde, pelo menos, 2006. Marco Aurélio é irmão do Secretário de Habitação do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Garcia (DEM).

O caso foi revelado pelos jornalistas Fábio Diamante e Fábio Serapião, do Jornal do SBT.

imagemrelatorioaugusto2

O pagamento de R$ 1.220.710,00 foi feito pela Setec, a mesma utilizada por Augusto Mendonça para fazer pagamentos de fachada para as empresas do doleiro Alberto Youssef e para a Gráfica Atitude, ligada ao sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com o objetivo de quitar a propina no esquema de corrupção na Petrobrás, conforme admitiu o próprio delator à Justiça. Investigada na Lava Jato, a Setec, bem como outras empresas de Mendonça, fez acordo de leniência com o Ministério Público Federal e admitiu as irregularidades.

Os recursos foram destinados à LZG Consulting, que antes se chamava LCG, de Marco Aurélio Garcia. Ela é apontada pelo Ministério Público de São Paulo como uma das empresas utilizadas pela Máfia do ISS para lavagem de dinheiro do esquema de propinas a fiscais do município de São Paulo em troca do abatimento do tributo e concessão de Habite-se para obras de construtoras e incorporadoras. Descoberto em 2013, o esquema teria desfalcado a cidade em até R$ 500 milhões.

Além disso, Marco Aurélio havia sido relacionado inicialmente à máfia por ser o locatário da sala comercial no Largo da Misericórdia, no centro da capital, que era usado como base do grupo. Em escutas telefônicas, os integrantes do esquema chamam o local de “ninho”. Seu irmão Rodrigo Garcia foi um dos principais aliados políticos do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), atual ministro das Cidades. Eles chegaram a fazer campanhas eleitorais juntos, compartilhando até o mesmo jingle. Rodrigo Garcia foi indicado para a Habitação por Geraldo Alckmin (PSDB). Atualmente Marco Aurélio é réu na Justiça de São Paulo acusado de lavar dinheiro do esquema.

Consultado, o advogado Rogério Cury, que defende Marco Aurélio Garcia, disse que o valor foi referente a um serviço de consultoria tributária e financeira para a Setec. Cury destacou que todos os contratos foram registrados e os impostos devidamente pagos. Marco Aurélio não é investigado no âmbito da Lava Jato.

Cartel. É a primeira vez que a Lava Jato encontra pagamentos para uma pessoa próxima de Rodrigo Garcia, que já teve o nome citado pelo ex-diretor de Transportes da Siemens e delator no escândalo do cartel de trens em São Paulo Everton Rheinheimer. A Procuradoria-Geral da República abriu inquérito para investigá-lo , mas por três votos a dois a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal determinou o arquivamento do caso por entender que não haviam indícios contra ele.

imagemrelatorioaugusto1

As empresas de Augusto Mendonça também já apareceram em licitações sob suspeita de cartel do Metrô de São Paulo. Como revelou o Estado em julho do ano passado, as empresas de Mendonça foram subcontratadas em ocasiões que teriam beneficiado a T’Trans, empresa investigada no esquema do cartel e que teve até 2006 Augusto Mendonça como um dos sócios. O relatório da Receita Federal aponta que sua empresa PEM Engenharia, uma das que participou de licitações do Metrô recebeu um total de R$ 1,03 milhão da Companhia do Metropolitano de São Paulo em 2006 e 2007.

Segundo o Metrô, o valor pago é referente a contrato em que a PEM Engenharia foi subcontratada em 2005, um mês após o consórcio Linha Verde, composto por Alstom e Siemens, vencer a licitação para a realização de obras  de implantação de sistemas complementares nos trechos das estações Ana Rosa – Ipiranga e Ana Rosa- Vila Madalena. Um mês depois de assinar o contrato com o Metrô, a Siemens solicitou a subcontratação da PEM para executar parte do contrato e, 15 dias depois, foi a vez da Alstom solicitar a subcontratação da mesma empresa, para atuar em outra parte das obras. Os dois pedidos foram acatados pelo Metrô.

A empresa leniente Siemens encaminhou para as autoridades o contrato de subcontratação da PEM Engenharia como sendo uma das provas do cartel e inclusive um de seus funcionários (cujo nome foi mantido em sigilo no acordo de leniência com o Cade) afirmou que ela foi subcontratada “representando” a T’Trans. “O Consórcio Linha Verde, integrado pela Alstom e Siemens, subcontratou exatamente as mesmas empresas que derrotou (em referência a Bombardier) na licitação pública, ou empresas integrantes dos grupos ligados a elas (caso da “PEM”), em evidente acordo anticompetitivo”, aponta o ministério Público de São Paulo em uma das denúncias do cartel. Apesar de ter sua empresa citada na ação, Augusto Mendonça nem a PEM são investigados no cartel.

A defesa de Augusto Mendonça ainda não retornou o contato da reportagem. A T’Trans vem negando qualquer envolvimento no esquema do cartel de trens.

COM A PALAVRA, O METRÔ:

“O Metrô informa que a PEM Engenharia recebeu pagamentos da Companhia nos anos de 2006 e 2007, referentes aos serviços efetivamente prestados de fornecimento e implantação de sistemas complementares no empreendimento da Linha 2 – Verde (trecho Ana Rosa – Alto do Ipiranga).

 

 

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/delator-da-lava-jato-repassou-r-12-mi-para-empresa-da-mafia-do-iss/

R$ 10 milhões a ex-presidente do PSDB para abafar CPI

Posted in Sem categoria on janeiro 13, 2016 by gusbrum

POR RICARDO BRANDT, JULIA AFFONSO E BEATRIZ BULLA

06/01/2016, 12h08

23

Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, afirmou à Procuradoria-Geral da República que em 2009 dinheiro foi entregue ao senador Sérgio Guerra (morto em 2014); os primeiros colaboradores da Lava Jato já haviam detalhado repasse milionário ao partido, que nega

O ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, morto em 2014. Foto: Estadão

O novo delator da Operação Lava Jato Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, confirmou à Procuradoria-Geral da República o pagamento de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB senador Sérgio Guerra (PE) – morto em 2014 – para “abafar” a CPI da Petrobrás de 2009, às vésperas do ano das eleições presidenciais em que Dilma Rousseff (PT) chegou ao Palácio do Planalto.

A revelação sobre o repasse milionário ao então número 1 do PSDB foi inicialmente revelada em agosto de 2014 pelo primeiro delator da Operação Lava Jato, engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás. Segundo Costa, o dinheiro foi providenciado pela empreiteira Queiroz Galvão. O doleiro Alberto Youssef, que também fez delação, já havia confirmado o pagamento ao PSDB.

O partido nega ter recebido valores ilícitos. A empreiteira reiteradamente tem negado o repasse.

DELAÇÃO SERGIO GUERRA DESTAQUE

Ceará fez dezenove depoimentos à Procuradoria-Geral da República, entre 29 de junho e 2 de julho de 2015.

No trecho em que fala dos R$ 10 milhões para o PSDB, ele apontou o ex-deputado José Janene (PP/PR), morto em 2010 e apontado como mentor do esquema de propinas na Petrobrás. “José Janene falou claramente o seguinte: ‘A CPI terminou em pizza’”.

Segundo Ceará, o ex-deputado do PP era um dos cabeças do esquema de corrupção instalado na Petrobrás.

Foi Ceará quem apontou em sua delação a entrega de R$ 300 mil ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) por um executivo da empreiteira UTC – uma das líderes do cartel que atuou na Petrobrás entre 2004 e 2014, corrompendo e superfaturando preços em contratos bilionários, em conluio com políticos e executivos da estatal petrolífera.

“Em 2009, Alberto Youssef disse que, para ‘abafar’ a CPI da Petrobrás, teria que entregar R$ 10 milhões para o líder do PSDB no Congresso Nacional, além de outros valores para outros políticos”, registra a Procuradoria-Geral da República. “Parte desse dinheiro deveria ser retirado do ‘caixa’ do Partido Progressista, formado com propina oriunda de contratos de empreiteiras com a Petrobrás.”

O PSDB nacional foi procurado e não respondeu aos questionamentos. Em outra ocasião, divulgou nota defendendo que o caso seja investigado. “O PSDB defende que todas as denúncias sejam investigadas com o mesmo rigor, independente da filiação partidária dos envolvidos e dos cargos que ocupam.”

A Petrobrás informou por meio de nota que não iria se manifestar “uma vez que o assunto está sendo investigado pelas autoridades competentes.”

LEIA A ÍNTEGRA DO TERMO DE DELAÇÃO 11 DE CARLOS ALEXANDRE ROCHA

DELAÇÃO SERGIO GUERRA

DELAÇÃO SERGIO GUERRA 2

DELAÇÃO SERGIO GUERRA 3

 http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/novo-delator-confirma-r-10-milhoes-a-ex-presidente-do-psdb-para-abafar-cpi/

US$ 100 milhões de propina ao “Governo FHC” na venda da Pérez Companc

Posted in Sem categoria on janeiro 13, 2016 by gusbrum

POR JULIA AFFONSO, FAUSTO MACEDO E RICARDO BRANDT

12/01/2016, 13h01

Ex-diretor da Petrobrás diz que cada diretor da petrolífera argentina recebeu US$ 1 milhão como prêmio pela venda e suposto operador do ex-presidente Carlos Menem, US$ 6 milhões

cervero-fhc

O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que a venda da empresa petrolífera Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) de US$ 100 milhões. As informações constam de documento apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT/MS), ex-líder do governo no Senado.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que declarações ‘vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobrás já falecido (Francisco Gros), sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação’.

Nestor Cerveró está preso desde o início de janeiro. Foto: André Dusek/Estadão

O papel apreendido é parte do resumo das informações que Cerveró prestou à Procuradoria-Geral da República antes de fechar seu acordo de delação premiada. O documento foi apreendido no dia 25 de novembro, quando Delcídio foi preso sob acusação de tramar contra a Operação Lava Jato. O senador, que continua detido em Brasília, temia a delação de Cerveró.

Neste documento, o ex-diretor não explica para quem teria ido a suposta propina ou quem teria feito o pagamento. Cerveró citou o nome ‘Oscar Vicente’, que seria ligado ao ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999).

“A venda da Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Pérez Companc e de Oscar Vicente, principal operador de Menem e, durante os primeiros anos de nossa gestão, permaneceu como diretor da Petrobrás na Argentina”, relatou Cerveró.

Em outubro de 2002, a Petrobrás comprou 58,62% das ações da Pérez Companc e 47,1% da Fundação Pérez Companc. Na época, a Pecom, como é conhecida, era a maior empresa petrolífera independente da América Latina. A Petrobrás, então sob o comando do presidente Francisco Gros, pagou US$ 1,027 bilhão pela Pérez Companc.

No documento, o ex-diretor citou valores que teriam feito parte da negociação. “Cada diretor da Pérez Companc recebeu US$ 1 milhão como prêmio pela venda da empresa e Oscar Vicente, US$ 6 milhões. Nós juntamos a Pérez Companc com a Petrobrás Argentina e criamos a PESA (Petrobrás Energia S/A) na Argentina.”

FHC. Foto: Fábio Motta/Estadão

Nestor Cerveró já foi condenado na Lava Jato. Em uma das ações, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da operação na primeira instância, impôs 12 anos e 3 meses de prisão para ex-diretor da Petrobrás. Em sua primeira condenação, Nestor Cerveró foi condenado a 5 anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro na compra de um apartamento de luxo em Ipanema, no Rio.

COM A PALAVRA, O EX-PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

“Não tenho a menor ideia da matéria. Na época o presidente da Petrobrás era Francisco Gros, pessoa de reputação ilibada e sem qualquer ligação politico partidária. Afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido, sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.

 

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/cervero-cita-propina-de-us-100-milhoes-ao-governo-fhc-na-venda-da-perez-companc/

Com salário de R$ 16 mil, 3 médicos nunca frequentaram HU, diz PF de SC

Posted in Sem categoria on janeiro 5, 2016 by gusbrum

09/06/2015 13h44 – Atualizado em 09/06/2015 13h44

Do G1 SC

Três dos 27 médicos indiciados pela Polícia Federal (PF) de Santa Catarina nunca atenderam no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. Mesmo assim, cada um recebia o salário de R$ 16.597,12. Os dados fazem parte da Operação Onipresença, deflagrada nesta terça-feira (9) em quatro cidades catarinenses.

A Polícia Federal cumpre 52 mandados de busca e apreensão em hospitais públicos e privados, além de consultórios médicos nesta terça. Os oficiais investigam médicos que eram concursados no HU e não cumpriam a carga horária de trabalho no serviço público. Mesmo assim, recebiam integralmente, gerando um prejuízo de R$ 36 millhões nos últimos cinco anos aos cofres públicos.

Ainda segundo a PF, todos os 27 médicos indiciados nesta operação são funcionários do HU da capital. Destes, além do três com 0% de frequência, cinco deles têm menos de 15% de frequência, e salário de R$ 25.121,93, oito possuem 30% de frequência, com R$ 18.494,39 de salário mensal, e 11 têm 40% de frequência, ganhando R$ 19.930,12.

“Eles tinham vários vínculos com hospitais, clínicas e consultórios particulares. Eles visaram sempre almejar o lucro nos atendimentos particulares, enquanto os atendimentos prestados no Hospital Universitário eram baseados na oferta deles, e não na demanda real. Gerou um prejuízo gigantesco a população carente de Florianópolis”, disse o delegado Allan Dias, da PF.

A Polícia Federal realizou uma média do total de horas que os médicos efetivamente trabalharam na instituição pública. Ao todo, os 27 médicos trabalharam um total de 283 horas por semana. Por contrato, estes funcionários deveriam ter trabalhado 1.060 horas por semana. Ou seja, eles trabalharam 26,7% daquilo que estava acordado como prestação de serviço.

Considerando a portaria nº 1.101/2002 do Ministério da Saúde, cada médico poderia atender até
quatro consultas por hora. Em um dia, os 27 médicos deveriam atender por turno 848 consultas, mas a média dos funcionários era de 226.

Os médicos indiciados vão responder por prevaricação, abandono de função pública, falsidade ideológica, estelionato contra a União e devem ressarcir o erário, ou seja, devolver aos cofres públicos o valor recebido sem trabalhar. Se condenados, eles também perdem o emprego público e direitos da aposentadoria.

Além de Florianópolis, os mandados são cumpridos nas cidades de Itajaí, no Vale, além de Criciúma e Tubarão, no Sul catarinense.

A investigação durou um ano e meio, segundo a PF. A polícia recebeu as denúncias por meio de outros funcionários do HU e colocou agentes infiltrados na unidade. Com as provas apreendidas nesta terça, outros médicos, chefes e até diretores do hospital também podem ser indiciados.

A direção do Hospital Universitário afirmou à RBS TV que está contribuindo para a investigação. Os investigados não foram afastados dos cargos.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2015/06/com-salario-de-r-16-mil-3-medicos-nunca-frequentaram-hu-diz-pf-de-sc.html

Médica do Samu é detida com seis dedos de silicone, em Ferraz

Posted in Sem categoria on janeiro 3, 2016 by gusbrum
Dedos de silicone seriam usados por médicos e enfermeiro para fraudar ponto eletrônico. (Foto: Gladys Peixoto/G1)
Dedos de silicone seriam usados por médicos e
enfermeiros para fraudar ponto eletrônico.
(Foto: Gladys Peixoto/G1)

Uma médica foi flagrada pela Guarda Municipal de Ferraz de Vasconcelosmarcando ponto para colegas com dedos de silicone por volta das 7h deste domingo (10). Ela trabalha para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que é administrado pela prefeitura.

A funcionária foi levada para a delegacia, onde, segundo a Secretaria Municipal de Segurança, denunciou um esquema  que envolveria 11 médicos, 20 enfermeiros e seria organizado pelo coordenador do Samu no município, Jorge Cury. Com ela, foram apreendidos seis dedos de silicone.

Na delegacia, a médica Thauane Nunes Ferreira, de 29 anos, “confessou que fazia os registros em nome de médicos a mando do diretor Jorge Cury”, segundo o boletim de ocorrência. Thauane vai responder por falsificação de documento público. Ela foi detida, mas às 12h15 o advogado dela, Celestino Gomes Antunes, estava no plantão judiciário, em Mogi das Cruzes, em busca de um habeas corpus para que a médica fosse liberada. Ele disse que a cliente fazia a marcação de ponto de colegas “em função do emprego, era uma condição de contratação” e ainda completou que “ela entrou ontem (sábado) às 19h e nem ganharia essas horas. Às 7h de hoje (domingo) era o horário que ela deveria entrar para ficar até amanhã.”

O coordenador do Samu, Jorge Cury, disse às 11h35 deste domingo ao G1, que não tinha conhecimento das irregularidades e que foi surpreendido pela notícia. “O secretário de Saúde me ligou e estou indo para a delegacia. Isso é um absurdo! Sou funcionário da prefeitura há 25 anos. Eu nunca soube disso. Passo no Samu todo domingo e nunca faltava funcionário. Hoje que não fui aconteceu isso.”

O secretário municipal de Segurança, Carlos César Alves, disse que guardas municipais ficaram a postos para flagrar a irregularidade na manhã deste domingo por causa de uma denúncia anônima. Os profissionais do Samu batem cartão na sede da prefeitura. Além dos dedos de silicone, também foram apreendidos comprovantes impressos quando os funcionários batem o ponto. De acordo com o boletim de ocorrência, com o consentimento do Ministério Público, a Guarda Municipal fez imagens do momento em que a médica usava os dedos.

O secretário municipal de Saúde Juracy Ferreira da Silva esteve na delegacia na manhã deste domingo. Ele disse que ainda vai avaliar quais medidas vão ser tomadas.

 

http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2013/03/medica-do-samu-e-detida-com-seis-dedos-de-silicone-em-ferraz.html?utm_source=facebook