Arquivo para maio, 2017

Quase um por mês . A cada mês que passa um auxiliar de Michel Temer perde o cargo por denúncias de corrupção

Posted in Sem categoria on maio 26, 2017 by gusbrum

Sandro Mabel e Tadeu Filippelli deixaram o Planalto na terça-feira 23 e se unem aos ex-assessores José Yunes e Rodrigo Rocha Loures
Wikimedia Commons
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Isolamento aumenta: quatro assessores próximos a Temer caíram em cinco meses

Em apenas cinco meses, os mais recentes escândalos de corrupção causaram a baixa de quatro dos homens mais próximos ao presidente Michel Temer. São auxiliares que atuavam prioritariamente nos bastidores, ao contrário de outras figuras públicas, como Geddel Vieira Lima, derrubado após ser acusado de pressionar ex-ministro da Cultura por interesse pessoal.

Apenas nesta semana, a turma dos gabinetes do 3ª andar do Palácio do Planalto, o mesmo de Temer, sofreu duas baixas em 24 horas. A mais recente é a do empresário e ex-deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), importante articulador do presidente no Congresso Nacional. Ele entregou sua carta de demissão na noite de terça-feira 23.

No mesmo dia, Tadeu Filippelli (PMDB-DF), assessor especial do presidente, foi preso Operação Panatenaico junto com os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT).

O deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) se tornou o “homem da mala” e o advogado José Yunes (PMDB-SP) deixou a assessoria especial da presidência em dezembro de 2016 após as delações do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho.

Yunes.jpegJosé Yunes, amigo de Temer, foi o primeiro a cair. (Bruno Poletti/Folhapress)José YunesAmigo íntimo de Temer, José Yunes foi o primeiro a cair. O então assessor especial da Presidência entregou sua carta de demissão em 10 de dezembro de 2016 após as delações do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho.

De acordo com Melo Filho, parte dos 10 milhões de reais repassados durante a campanha de 2014 ao PMDB teriam sido pagos em espécie no escritório de Yunes em um bairro nobre da capital paulista.

À época, o delator afirmou ainda que o pedido dos 10 milhões de reais teria sido feito pelo hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante reunião realizada em maio de 2014 no Palácio do Jaburu, residência oficial do então vice-presidente Michel Temer.

Num primeiro momento Yunes negou tudo, mas em fevereiro de 2017 resolveu falar e afirmou ter sido “mula involuntário do Padilha”, segundo o que afirmou à revista Veja, que confirmou sua versão à publicação e também ao jornal Folha de S.Paulo. “Não teria problema nenhum ele [Padilha] reconhecer que ligou para mim para entregar um documento, o que é verdade. Vamos ver o que ele vai falar. Estou louco para saber o que ele vai falar. Ele é uma boa figura. Mas, nesse caso, fiquei meio frustrado. Não sei. É tão simplório. É estranho, não é?”, disse Yunes à revista.

Em seu depoimento, Yunes trouxe um elemento novo ao caso contra Temer e Padilha. Segundo o advogado, o mensageiro da Obebrecht era o doleiro Lucio Bolonha Funaro, que teria mencionado, em rápida conversa, financiamento a 140 deputados para “fazer o Eduardo presidente da Casa”.

Eduardo era Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado federal cassado que de fato foi eleito presidente da Câmara, cargo por meio do qual liderou o impeachment contra Dilma Rousseff (PT). Lucio Funaro é apontado pelo Ministério Público Federal como operador de Cunha e, assim como o ex-deputado, está preso no âmbito da Operação Lava Jato.

O pacote, afirmou Yunes, foi retirado mais tarde por uma pessoa que ele não teria identificado. A encomenda teria sido levada ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Rodrigo Rocha Loures

Agora conhecido como ” o homem da mala”, Loures é muito próximo de Temer. Em janeiro de 2015 foi nomeado chefe da Assessoria Parlamentar da Vice-Presidência da República, então ocupada por Michel Temer. Três meses depois passou à chefia de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais, acumulada por Temer junto com a vice-presidência.

Mas antes disso, em julho de 2014, Michel Temer gravou um vídeo para a campanha de Rocha Loures à Câmara dos Deputados, dizendo que ele o “ajudou enormemente” e qualificando-o como “belíssima figura da vida pública brasileira”. “Aliás, ele, aqui [no gabinete da vice-presidência], operava não só auxiliando a mim no Brasil todo, mas basicamente como uma espécie de embaixador do Paraná”.

Em setembro do ano passado, com Temer já no comando do Palácio do Planalto, Loures voltou à cena para trabalhar diretamente com o presidente ao ser nomeado assessor especial do Gabinete Pessoal da Presidência.

Com a nomeação de Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça, Rocha Loures voltou à Câmara dos Deputados em março deste ano. Ele foi eleito suplente em 2014, mas já havia sido deputado federal entre 2007 e 2011. Nas eleições de 2010, foi candidato a vice-governador do Paraná.

No dia 17 de maio, quando foi revelada a gravação que o dono da JBS, Joesley Batista, fez de conversa com Michel Temer, veio à tona também a participação de Loures no esquema e o deputado foi filmado recebendo uma mala com 500 mil reais enviados por Joesley. Na manhã do dia 18 Loures foi afastado da Câmara dos Deputados.

Tadeu Filippelli

Tadeu_Filippelli.jpgTadeu Filippelli foi preso na terça-feira 23 e exonerado do Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)Filiado ao PMDB, Filippelli foi deputado distrital (1995 a 1998), deputado federal (1999 a 2007) e vice-governador do DF entre 2011 e 2015, eleito na mesma chapa do petista Agnelo Queiroz.

Em julho de 2015, Fillipelli foi nomeado chefe de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais, então sob o comando de Temer, que acumulava o cargo com a vice-presidência. Em setembro de 2016, já com Temer como presidente, ele foi nomeado assessor especial do gabinete pessoal de Temer e atualmente despacha no terceiro andar do Palácio do Planalto, o mesmo de Temer, sendo responsável pela interlocução entre o Congresso e empresários.

Fillipelli e Temer foram “estrelas” da Operação Caixa de Pandora, deflagrada em 2009. Gravados em vídeo, o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa e o empresário Alcir Collaço, dono do jornal Tribuna do Brasil, conversavam sobre o pagamento de propina a políticos de alto do escalão do PMDB. Entre eles estavam os então deputados Filippelli, Michel Temer, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves.

Fillipelli foi preso pela Operação Panatenaico para não atrapalhar as investigações sobre o suposto pagamento de propina e superfaturamento na construção do Mané Garrincha. A operação se baseou nas delações premiadas dos executivos da Andrade Gutierrez à Lava Jato.

Segundo os delatores, Filippelli teria sido um dos beneficiados pelo esquema de corrupção que desviou dinheiro da reforma da arena de Brasília.

Construído para a Copa do Mundo de 2014, o estádio foi orçado, inicialmente, em R$ 600 milhões. No fim das contas, a obra acabou custando R$ 1,7 bilhão. Segundo os investigadores, o superfaturamento nas obras pode ter chegado a R$ 900 milhões.

Sandro Mabel.jpgMabel foi o último a deixar a assessoria de Temer. Pediu demissão alegando que queria sair do governo desde dezembro. (Flickr Commons)Sandro MabelSandro Mabel fecha o quarteto. O ex-deputado pediu demissão na noite desta terça-feira 23, fazendo com que Temer perdesse dois assessores em menos de 24 horas. Ele era um dos assessores que despachavam do terceiro andar do Palácio do Planalto  mesmo pavimento do gabinete presidencial  e ajudavam o governo na interlocução com o Congresso Nacional e com empresários.

Mabel é investigado pelo Ministério Público Federal por suspeita de ter recebido caixa 2 da construtora Odebrecht. Na carta de demissão entregue a Temer ele agradeceu por ter passado dois anos participando das decisões do governo e lembrou que trabalhava como colaborador, sem remuneração, e que tinha pedido para se afastar do cargo algumas vezes para se dedicar à família.

Há suspeitas de que Mabel era um dos interlocutores do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) junto ao governo, principalmente, durante o processo de cassação do ex-presidente da Câmara. O agora ex-assessor de Temer nega.

O procurador da República Helio Telho informou ao blog de Andreia Sadi, no portal G1, que o Ministério Público de Goiás requisitou na semana passada a instauração de um inquérito policial para apurar supostos pagamentos ilícitos feitos, em 2010, por ex-executivos da construtora Odebrecht ao então deputado federal Sandro Mabel. 

O MPF informa que os ex-executivos da construtora João Antônio Pacífico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira relataram pagamentos feitos, a pretexto de doação de campanha, a Mabel que, na ocasião, era candidato a deputado federal.

O valor seria de R$ 100 mil, pagos por meio de recursos não contabilizados, mas registrados no sistema “Drousys”, usado para contabilizar pagamentos em propina da empreiteira. Para o procurador Helio Telho, responsável pelo caso, os fatos indicam suposta prática de corrupção.

FONTE: https://www.cartacapital.com.br/politica/em-cinco-meses-temer-perdeu-quatro-auxiliares-por-denuncias-de-corrupcao

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Até a Seleção foi usada para lavagem de dinheiro e corrupção.

Posted in Sem categoria on maio 26, 2017 by gusbrum
Ricardo Teixeira teria desviado milhões da CBF, diz Procuradoria
Documentos indicam que ele integrava organização que lavava dinheiro usando seleção brasileira
Agência ANSA

Documentos revelados pela Procuradoria da Espanha apontam que o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira fazia parte de uma organização criminosa que lavava dinheiro usando a seleção brasileira.

A investigação conduzida na Espanha mostra que Teixeira obrigou a empresa compradora dos direitos sobre jogos amistosos da seleção, a ISE, a realizar pagamentos em seu benefício próprio e em “prejuízo à CBF”.

Segundo a acusação, o ex-presidente da entidade recebia um total de 8,3 milhões de euros, enquanto o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell, preso na última terça-feira (23), ganhava 6,5 milhões de euros. “Em ambos os casos sem conhecimento da CBF e em seu prejuízo”, informam os procuradores.

O dinheiro era desviado para várias contas e chegaram até a beneficiar a esposa de Teixeira, que usava um cartão que lhe permitia realizar saques diretamente da conta usada para desviar os recursos do time nacional.

Documentos indicam que Teixeira integrava organização que lavava dinheiro usando seleção brasileira
Documentos indicam que Teixeira integrava organização que lavava dinheiro usando seleção brasileira

Os documentos revelam ainda como contratos foram falsificados a fim de que a seleção brasileira continuasse sendo usada para desvio de recursos, mesmo após Rosell, principal parceiro de Teixeira, ter sido nomeado presidente de um dos maiores clubes do mundo.

Após a revelação das informações pela imprensa espanhola, o Ministério Público Federal do Brasil informou que pedirá o acesso aos documentos que envolvem dirigentes brasileiros. (ANSA)

FONTE: http://www.jb.com.br/esportes/noticias/2017/05/26/ricardo-teixeira-teria-desviado-milhoes-da-cbf-diz-procuradoria/

JBS prometeu 5% de negócio a Temer, diz Joesley

Posted in Sem categoria on maio 22, 2017 by gusbrum

Em delação, empresário afirma que garantiu a homem de confiança de Temer o crédito de parte de lucro com termoelétrica ao presidente da República
Bruno Santos / Folhapress
Rodrigo Rocha Loures

Rodrigo Rocha Loures: ele envolve Temer na Carne Fraca e na Lava Jato

O anexo 9 da delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS, indica que ele prometeu a Michel Temer, enquanto este estava no cargo de presidente da República, 5% do lucro obtido por sua companhia na operação de uma usina termoelétrica em Cuiabá. A promessa teria sido feita por Joesley ao deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), apontado por Temer em conversa como homem de sua “estrita confiança”. O anexo foi divulgado em primeira mão pelo site O Antagonista.

Em 2014, Rocha Loures foi eleito deputado federal suplente, mas ganhou o cargo (e o foro privilegiado) em 7 de março, quando Temer alçou o então deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) ao cargo de ministro da Justiça.

No mesmo dia, Temer recebeu Joesley Batista no Palácio do Jaburu, para a conversa que foi gravada pelo empresário. No diálogo, Joesley pergunta a Temer quem deveria ser o novo interlocutor entre os dois, uma vez que o antigo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), havia deixado o cargo em meio a um escândalo de corrupção. Temer indica “Rodrigo”, que seria de sua “mais estrita confiança”.

No anexo 9, em que detalha acusações contra Temer, Joesley conta que se reuniu com Rodrigo Rocha Loures em 16 de março e pediu a ele que intercedesse junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para “afastar o monopólio da Petrobras do fornecimento de gás para termelétrica do Grupo J&F [a holding da JBS]”. Loures teria, então, ligado para o presidente interino do Cade na frente de Joesley e pedido a intervenção.

Na sequência, afirmou Joesley aos investigadores, ele “expôs o lucro que esperava obter com o negócio sob apreciação do Cade e prometeu, caso a liminar fosse concedida, ‘abrir planilha’, creditando em favor de Temer 5% desse lucro”. De acordo com Joesley, “Rodrigo aceitou”.

Temer
Temer: ele se recusa a renunciar

A relação de Loures com Temer foi revelada por CartaCapital no âmbito de outra investigação, referente à Operação Carne Fraca. Dois denunciados no esquema de corrupção montado por frigoríficos e fiscais agropecuários citaram em uma conversa o deputado, à época assessor especial de Temer no Palácio do Planalto, como braço direito do peemedebista.

Na investigação da Lava Jato, Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala de dinheiro. Para continuar as negociações, afirmou o jornal O Globo, que divulgou o caso em primeira mão, foi marcado um novo encontro, eesta vez, entre Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS e também delator.

Em um café em São Paulo, Loures e Saud combinaram, diz o jornal citando a investigação, o pagamento de 500 mil reais por semana ao longo de 20 anos, tempo em que vigoraria o contrato da termelétrica. Isso representa um total de 480 milhões de reais em propina. Ainda segundo O Globo, Loures disse que levaria a proposta de pagamento a alguém acima dele. Saud faz duas menções ao “presidente”, o que, pelo contexto, seria uma referência a Michel Temer.

 

 

FONTE: https://www.cartacapital.com.br/politica/por-meio-de-loures-jbs-prometeu-5-de-negocio-a-temer-diz-joesley

Brasil é vice campeão de sonegação.

Posted in Sem categoria on maio 22, 2017 by gusbrum

No mundo, Brasil só perde para Rússia em sonegação fiscal, diz estudo

SÃO PAULO  –  Quando o assunto é evasão de tributos, o Brasil é “medalha de prata” no ranking mundial, só perde para a Rússia. Em terceiro lugar, está a Itália, segundo levantamento feito pelo grupo internacional Tax Justice Network, com base em dados de 2011 do Banco Mundial. A conta é simples: a partir do PIB e das alíquotas tributárias estabelecidas, estima-se quanto deveria ser arrecadado. A partir disso, é possível saber o tamanho da evasão fiscal em cada país. No Brasil, o valor encontrado corresponde a 13,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

É fato que em países em desenvolvimento há muita atividade informal. Mas como explicar que o Brasil tenha um desempenho tão pior do que México e Argentina (evasão de 2,4% e 6,5% do PIB, respectivamente)?

No ano passado, por exemplo, a Receita Federal anunciou um plano de cobrança de R$ 86 bilhões em tributos vencidos. Metade do total se referia a 317 grandes empresas, com dívida média de R$ 135 milhões. Os R$ 86 bilhões são pouco menos do que o orçamento anual do Ministério da Saúde e mais de quatro vezes o gasto com o Bolsa Família.

Neste ano, o governo planeja dar condições especiais de pagamento de dívidas de multinacionais brasileiras que somam nada menos que R$ 680 bilhões — sete vez o orçamento da Saúde. Caso paguem seus débitos, terão perdão sobre multas e juros. Divergências sobre o plano fizeram o subsecretário de Fiscalização da Receita, CCaio Marcos Cândido, deixar o cargo. Em 2009, a então secretária da Receita, Lina Vieira, foi demitida após autuações bilionárias contra Ford e Santander.

Causas Já nos anos 1970, o economista Michael Allingham, de Oxford, mostrou a forte correlação negativa entre a evasão e dois fatores: a probabilidade de a empresa ser fiscalizada e a magnitude da pena se for pega. Quanto maior forem esses dois fatores, menor a evasão.

No caso brasileiro, desde 2003, a punibilidade dos crimes contra a ordem tributária passou a ser extinta caso o acusado, a qualquer momento, pague o seu débito.

Embora a lei preveja até cinco anos de reclusão para tais crimes, o réu pode escapar. A pendência pode ainda ser parcelada no âmbito do Refis, programa para facilitar o pagamento de dívidas tributárias criado em 2000 e reeditado várias vezes — e aberto agora à adesão.

No curto prazo, isso aumenta a arrecadação, mas pode há um risco que a levou a ser questionada, em vão, por membros do Ministério Público Federal em 2003.

“Como explicar a quem pagou os tributos na data aprazada que se concedem benefícios fiscais a quem agiu com dolo?”, defenderam o procurador da República José Adércio Sampaio e três colegas. “É um incentivo à sonegação”.

 

FONTE: http://www.valor.com.br/brasil/3333552/no-mundo-brasil-so-perde-para-russia-em-sonegacao-fiscal-diz-estudo

Temer acertou compra de silêncio de Cunha por 5 milhões de reais

Posted in Sem categoria on maio 18, 2017 by gusbrum

Joesley Batista, dono da JBS, teria gravado Temer confirmando a compra de silêncio de Cunha. Aécio também teria sido gravado pedindo 2 milhões de reais
Marcos Corrêa/PR
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O presidente e o empresário teriam conversado por cerca de 40 minutos a sós.

A afirmação do ex-ministro Ciro Gomes de que “Michel Temer é testa de ferro de Eduardo Cunha” nunca foi tão verdadeira. O jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, revelou que o atual presidente foi gravado em um diálogo embaraçoso com Joesley Batista, dono da JBS.

O peemedebista ouviu do empresário que estava dando ao deputado cassado Eduardo Cunha, atualmente preso em Curitiba, e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para que ficassem calados. Diante da informação, diz a reportagem de O Globo, Temer incentivou: “Tem que manter isso viu”. A informação foi confirmada pelo Jornal Nacional com investigadores da Lava Jato. A revelação pode arrasar com um governo já extremamente impopular.

A gravação foi feita em 7 de março deste ano. Segundo a reportagem, Joesley foi ao Palácio do Jaburu, onde Temer o aguardava. No bolso, o empresário guardava um gravador. O devastador registro teria ocorrido logo após a comemoração dos 50 anos de carreira do jornalista Ricardo Noblat.

O presidente e o empresário teriam conversado por cerca de 40 minutos a sós. Segundo “O Globo”, em seu depoimento aos procuradores, Joesley afirmou que não foi Temer quem determinou que a mesada fosse dada, mas tinha pleno conhecimento da operação abafa.

Durante a conversa, o empresário teria pedido ajuda ao peemedebista para resolver uma pendência da J&F, holding responsável pela JBS. Temer teria dito que Joesley deveria procurar Rodrigo Rocha Loures para cuidar do problema.

A relação de Loures com Temer foi revelada por CartaCapital no âmbito de outra investigação, referente à operação Carne Fraca. Dois denunciados no esquema de corrupção montado por frigoríficos e fiscais agropecuários citaram em uma conversa o deputado, à época assessor especial de Temer no Palácio do Planalto, como braço direito do peemdeebista.

A mesada a Cunha e Funaro já era dada há alguns meses, afirma a reportagem. A Polícia Federal filmou pelo menos uma entrega de 400 mil reais para Funaro. Segundo Joesley, Cunha recebeu 5 milhões de reais após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o deputado cassado teria com ele.

FONTE: https://www.cartacapital.com.br/politica/temer-comprou-silencio-de-cunha-diz-jornal

Aécio Neves pediu R$ 2 milhões a Joesley, dizem executivos da JBS

Posted in Sem categoria on maio 18, 2017 by gusbrum

Pedro Ladeira –
BRASILIA, DF, BRASIL, 04-04-2017, 15h00: O senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB fala na tribuna do Senado se defendendo das acusações publicadas na revista Veja dessa semana, de que ele teria recebido propina em uma conta em nome de sua irmã em Nova York. Ele recebeu o apoio de vários senadores. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) na tribuna do Senado

DE SÃO PAULO

17/05/2017 21h26

Executivos do grupo J&F, proprietário da marca JBS, afirmam que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões a um dos donos da empresa, Joesley Batista, para pagar sua defesa na Operação Lava Jato.

A afirmação, divulgada pelo jornal “O Globo”, foi confirmada pela Folha.

Em nota, o senador afirmou que sua relação com Joesley era “estritamente pessoal”.

Segundo os executivos da JBS, a quantia foi entregue a um primo do tucano, em ação filmada pela PF.

A gravação que supostamente compromete o senador Aécio Neves tem 30 minutos e foi entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR). Deve integrar acordo de delação premiada, que aguarda homologação do ministro do Supremo Edson Fachin

Os investigadores colocaram chips em um de quatro pacotes de cédulas que integravam os R$ 2 milhões supostamente pedidos pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) para pagar seu advogado, e seguiram as notas eletronicamente.

Como os chips emitem sinais, a PF conseguiu monitorar o caminho das malas de São Paulo até Belo Horizonte, onde as cédulas foram depositados em uma empresa do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), aliado político e amigo de Aécio.

CAMINHO DO DINHEIRO

Segundo o jornal “O Globo”, o encontro entre Joesley e Aécio aconteceu no dia 24 de março no Hotel Unique, em São Paulo.

O senador disse que quem faria sua defesa na Lava Jato seria Alberto Toron. O dinheiro, segundo a investigação da Polícia Federal, não chegou ao advogado.

Na conversa o tucano e o empresário combinam a entrega do dinheiro. Aécio afirmou que mandaria para receber a quantia alguém da sua confiança.

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”, teria dito Aécio, segundo a delação.

Fred é o apelido de Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador e ex-diretor da Cemig. Ele foi um dos coordenadores da campanha presidencial do tucano, em 2014.

O diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, foi quem levou o dinheiro destinado a Aécio, segundo Joesley. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma.

Na que foi filmada pela PF, Fred passa as malas para um secretário parlamentar do senador Perrella, chamado Mendherson Souza Lima, segundo a investigação.

Mendherson seguiu com a propina para Belo Horizonte, seguido por policiais federais. As investigações revelaram que o dinheiro foi parar na empresa Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella.

AÇÃO CONTROLADA

O acompanhamento eletrônico das notas, filmagens e gravações fazem parte do que se costuma chamar de ação controlada, forma excepcional de investigação policial.

Esse tipo de ação ocorre quando um criminoso, réu ou mero suspeito aceita coletar provas para a polícia, com a supervisão direta, apoio tecnológico e eventual intervenção das autoridades policiais no processo.

A coleta de provas faz parte de um acordo de delação no qual o investigado terá benefícios, como um tempo menor de prisão ou mesmo a extinção da pena.

A ação controlada está prevista na nova lei de organização criminosa, a de número 12.850 de 2013. É a mesma lei que criou regras mais bem definidas para os acordos de delação premiada.

A ação controlada é pouco utilizada pela polícia porque há riscos óbvios para o investigado, há temor de que a prova seja anulada pela Justiça e exige um aparato tecnológico e um grau de conhecimento que, talvez, só a Polícia Federal tenha no Brasil.

É a primeira vez que a Operação Lava Jato recorre a esse tipo de ação para produzir provas.

Já ocorreram outras gravações, como as feitas pelo filho de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, e pelo ex-senador Delcídio do Amaral, mas não havia a participação da polícia que caracteriza o controle sobre a ação.

TEMER E CUNHA

Joesley Batista também gravou o presidente Michel Temer falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A delação, diz “O Globo”, também menciona o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega como contato com o PT.

Joesley, diz a reportagem, pagou para Cunha R$ 5 milhões para o ex-presidente da Câmara após a prisão dele, em outubro do ano passado.

Seria a primeira ocasião de uma ação da PF em busca de provas em flagrante dentro da Lava Jato.

Cunha já foi condenado em primeira instância na Lava Jato e, mesmo detido, encaminhou em processos em que é acusado perguntas a Temer a respeito de pagamentos em campanhas eleitorais.

OUTRAS DELAÇÕES

Aécio Neves é citado também nas delações de Marcelo Odebrecht e nas dos executivos da construtora Benedicto Júnior, Claudio Melo Filho, Henrique Valladares e, Sérgio Luiz Neves

Na época da delação da Odebrecht, o senador afirmou em nota que considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações. “Assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta.” Anteriormente o senador já havia dito que, ao fim das investigações, sua inocência ficará provada

Segundo Sérgio Luiz Neves, então diretor-superintendente da Construtora Norberto Odebrecht (CNO) em Minas, em 2007 ele organizou esquema para fraudar a licitação da Cidade Administrativa de Minas em troca de propina.

Alexandre Rezende – 24.jun.2016/Folhapress
BEO HORIZONTE, MG, BRASIL, 24-06-2016, 06:30h. Complexo arquitetônico da Cidade administrativa de Minas Gerais. O plano da Cidade Administrativa foi elaborado por Oscar Niemeyer, tendo as obras sido concluídas em fevereiro de 2010. A construção foi custeada pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.(Alexandre Rezende/Folhapress PODER) *** EXCLUSIVO FOLHA *** ORG XMIT: Alexandre Rezende --- Prédio da Cidade Administrativa, sede do governo de Minas Gerais construída durante a gestão de Aécio Neves (PSDB)
Complexo arquitetônico da Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte

Só da Odebrecht, ele recebeu cerca de R$ 5,2 milhões pelo lote dois do empreendimento, conforme o delator.

Henrique Valladares, ex-responsável pela Odebrecht Energia, disse que, em 2008, ex-executivos da empresa pagaram vantagens indevidas para Aécio e o PSDB em troca de ajuda nos empreendimentos do Rio Madeira (as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau). O total chegaria a R$ 50 milhões, R$ 30 milhões da Odebrecht e R$ 20 milhões da Andrade Gutierrez, sendo que a maioria dos pagamentos foi feita no exterior, conforme o delator.

O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Júnior, o BJ, disse que acertou com Aécio, de 2009 a 2010, o pagamento de R$ 7,275 milhões via caixa dois para a candidatura de Antonio Anastasia (PSDB-MG) ao governo de Minas.

Na campanha de 2014, Aécio pediu contribuições para a campanha dele, de Anastasia e aliados no valor total de R$ 6 milhões, conforme relatou BJ.

Há outro inquérito sobre repasses feitos em 2014, todos para a campanha de Aécio à Presidência. Um dos acertos era o pagamento de R$ 6 milhões, dos quais Aécio recebeu R$ 3 milhões, segundo Sérgio Luiz Neves. Os delatores divergem sobre os valores que efetivamente foram pagos a Aécio, mas Marcelo Odebrecht afirmou que houve uma doação oficial para sua campanha à Presidência de cerca de R$ 5 milhões.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/05/1884947-senador-aecio-neves-psdb-mg-pediu-r-2-milhoes-a-joesley-diz-jbs.shtml