Arquivo para setembro, 2017

O ex-ministro do Turismo, Henrique Alves, (PMDB-RN) é suspeito de ter recebido R$ 6,3 milhões em propina

Posted in Sem categoria on setembro 27, 2017 by gusbrum

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

  • Fabio Rodrigues Pozzebom –

    O ex-ministro do Turismo é suspeito de ter recebido R$ 6,3 milhões em propina

    O ex-ministro do Turismo é suspeito de ter recebido R$ 6,3 milhões em propina

Um relatório da Polícia Federal indica que R$ 100 mil em dinheiro de propina paga pelo empresário Lúcio Funaro ao ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves teriam sido roubados durante um assalto em 2013. O montante, segundo o relatório, foi levado um dia depois de Funaro ter repassado R$ 200 mil a um ex-funcionário de Henrique Alves (PMDB-RN).

O advogado de Henrique Eduardo Alves, Marcelo Leal, afirma que o dinheiro roubado de Wellington Ferreira da Costa era fruto de um empréstimo contraído pelo ex-ministro junto ao Banco do Brasil (veja mais abaixo).

O relatório elaborado pela Polícia Federal analisa informações de planilhas em que Funaro indicava pagamentos a operadores supostamente ligados a políticos do PMDB. Os dados das planilhas, segundo a PF, foram confrontados com informações repassadas diretamente por Funaro e com depoimentos de outros investigados.

Segundo o documento, as planilhas de Funaro indicam que, no dia 12 de junho de 2013, R$ 200 mil em espécie foram pagos a Henrique Eduardo Alves, então presidente da Câmara dos Deputados, por meio de um assessor chamado Wellington. O dinheiro teria sido entregue diretamente a ele em São Paulo.

No dia seguinte, 13 de junho de 2013, Wellington Ferreira da Costa, então assessor de Henrique Eduardo Alves, registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil do Distrito Federal alegando ter sido vítima de um assalto no qual homens armados levaram R$ 100 mil guardados em uma maleta.

O roubo teria ocorrido em Brasília quando seu carro foi abordado por bandidos. A suspeita é que o “Wellington” das planilhas de Funaro seja Wellington Ferreira da Costa.

À época, o delegado responsável pelo caso, Fernando César Costa, disse ao jornal “O Globo” que o crime teria sido planejado e executado por pessoas que tinham informações privilegiadas sobre a rotina do ex-assessor. O delegado disse também que investigaria a origem do dinheiro.

O inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal foi remetido em março de 2015 ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas, em agosto de 2015, o então ministro Teori Zavascki arquivou a investigação a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo os procuradores, não havia indícios concretos de que a origem do dinheiro roubado pudesse ser ilícita.

Ainda à época do roubo, Henrique Eduardo Alves disse que o dinheiro roubado era seu, fruto de um empréstimo contraído por ele junto ao Banco do Brasil para quitar parte da dívida oriunda da compra de um apartamento.

O relatório da PF não afirma categoricamente que o dinheiro roubado é o mesmo que teria sido pago por Funaro a Wellington.

A PF, no entanto, conseguiu informações junto a companhias aéreas e comprovou que o ex-assessor de Henrique Alves estava em São Paulo no dia em que a planilha de Funaro apontou o pagamento em seu nome.

O documento indica que, segundo a contabilidade de Funaro, Henrique Eduardo Alves recebeu R$ 6,3 milhões entre 2012 e 2014. O ex-ministro está preso em Natal desde junho deste ano, quando foi deflagrada a Operação Manus, um desdobramento da Operação Lava Jato.

Além de ser suspeito de ter se beneficiado com dinheiro de propina oriunda de esquemas operados por Lúcio Funaro, Henrique Alves também é investigado por ter recebido dinheiro de propina da empreiteira OAS referente a obras da Arena das Dunas, no Rio Grande do Norte.

FONTE:https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/09/26/operador-de-henrique-alves-foi-roubado-apos-receber-r-200-mil-em-propina-diz-pf.htm

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Presos por desvio de R$ 6 milhões têm quartos individuais em cadeia superlotada no Piauí

Posted in Sem categoria on setembro 27, 2017 by gusbrum

Colaboração para o UOL, em Mace

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Presos ganham quartos individuais em cela superlotada no Piauí6 fotos

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Os quartos individuais, que ficam em volta da quadra do ginásio, têm cama de casal, ventilador e televisão Imagem: Divulgação/Sinpoljuspi

Cama de casal, ventilador, televisor e banheiro privativo. Pode parecer a descrição da suíte de um apartamento comum, mas é o resumo de 12 celas individuais para presos da Casa de Custódia Professor José Ribamar Leite, em Teresina (PI). Segundo denúncia do Sinpoljuspi (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí), presos abastados que não têm curso superior estão usando espaços privilegiados fora dos pavilhões do presídio. Segundo a Sejus (Secretaria de Estado da Justiça) , porém, eles estão lá por “bom comportamento”.

Os “apartamentos” estão situados na área do ginásio de esportes, onde 60 presos ficam separados dos demais internos da cadeia, segundo listagem do Sinpoljuspi. Entre os beneficiários estão empresários e ex-servidores do município de Cocal que foram presos em abril, acusados de desviar R$ 6 milhões dos cofres municipais.

“O ginásio poliesportivo, que deveria ser usado para atividades físicas, virou um verdadeiro pavilhão. O que nos chama a atenção é que em torno desse espaço existem verdadeiros apartamentos para uso de determinados presos. Tem alguns individuais e outros com dois ou três presos”, denuncia o diretor jurídico do Sinpoljuspi, Vilobaldo Carvalho.

A disparidade dos espaços de custódia do presídio é tamanha que a unidade prisional mantém outros 976 homens confinados num espaço projetado para caber apenas 336. A falta de ventilação e higiene, além do calor, causou um surto de escabiose (espécie de doença de pele contagiosa) nos internos dos pavilhões, no início do ano.

Para se ter ideia da superlotação da Casa de Custódia, existem celas com capacidade para seis presos que abrigam entre 26 e 28 homens, bem diferente do ambiente em que estão custodiados no ginásio.

Imagens feitas pelo Sinpoljuspi mostram que o ginásio e os apartamentos não ficam ocupados o tempo todo com os presos – eles têm a “liberdade” de transitar pela unidade prisional. Os quartos ficam junto à quadra, que também é ocupada por presos. No espaço coletivo há colchões, ventiladores, freezer, fogão e até uma área reservada para lazer, com cadeiras e televisão.

“Não é apenas um quarto. São suítes, com banheiro, cama, ventilador, televisão. São presos abastados, que foram presos em operações de desvio de dinheiro público e estão com privilégio em um espaço maior, ventilado e ainda com suítes individuais enquanto estão à disposição da Justiça”, denuncia o vice-presidente do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda.

Presos “famosos”

A lista dos custodiados que estão no ginásio contém nomes de 10 dos 13 detidos na operação Escamoteamento, acusados de desvios de pelo menos R$ 6.313.744,36 dos cofres públicos da prefeitura de Cocal. Em abril, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia à Justiça acusando 13 pessoas por fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro na prefeitura do município de Cocal (PI), entre os anos de 2013 e 2015.

Nenhum dos 60 homens que estão separados possui curso superior. A Sejus (Secretaria de Estado da Justiça) justifica os benefícios dos detentos pelo “bom comportamento” apresentado. Alega ainda que eles participam das tarefas diárias da unidade prisional como auxiliares de limpeza e de cozinha, entre outros trabalhos.

“Esses presos, por participarem dessas atividades, não podem ser colocados nos pavilhões sob risco de agressão pelos demais apenados”, justifica a Sejus, sem informar o porquê de liberar a construção de camas de casal de alvenaria nem explicar como foram escolhidos os presos que estão no ginásio e os que estão nos apartamentos.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) informou que a fiscalização sobre funcionamento dos presídios está a cargo do Tribunal de Justiça do Piauí. O UOLentrou em contato com o gabinete do juiz da Vara de Execuções Penais de Teresina, Vidal de Freitas, e foi informado que o magistrado está em férias até o dia 4 de outubro. O TJPI (Tribunal de Justiça do Piauí) não designou substituto para comentar sobre o assunto.

Superlotação prisional do Estado

A Casa de Custódia mantém atualmente 1036 internos, sendo 237 em regime fechado, 25 semiaberto e774 presos provisórios. O sistema prisional do Piauí tem 4.650 presos e suas unidades prisionais têm, ao todo, capacidade para 2.220 internos.

Sobre a superlotação no sistema prisional, a Secretaria de Estado da Justiça informou que está ampliando o número de vagas no sistema prisional do Estado com a construção de quatro presídios.

Para outubro, está prevista a inauguração de um presídio em Campo Maio com 160 vagas masculinas. A entrega de outros três é esperada para 2018: a Cadeia Pública de Altos, com 600 vagas, que já está em construção; e dos presídios de Oeiras, com 196 vagas, e de Bom Princípio, com 334 vagas.

Para diminuir a superlotação da Casa de Custódia de Teresina, o Estado iniciou as obras de construção da Central de Triagem de Teresina, que terá 160 vagas. A unidade prisional funcionará anexa à Casa de Custódia de Teresina, com entrega para 2018.

FONTE: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/09/24/presos-por-desvio-de-r-6-mi-tem-quartos-individuais-em-cadeia-superlotada-no-piaui.htm

DEM, PMDB e PSDB são os partidos mais corruptos do Brasil, segundo pesquisa

Posted in Sem categoria on setembro 26, 2017 by gusbrum

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde 2000.
O DEM, com 69 cassações, tem o equivalente a 9,02% de todos os políticos cassados no período de apuração, sendo o campeão. Veja a tabela na página 7 do dossiê.
Os dados foram computados em 2007 e publicados em 2009.
MCCE
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) — organização da sociedade civil — é integrado por 50 entidades nacionais de diversos segmentos, formando uma rede com movimentos, organizações sociais, organizações religiosas e entidades da sociedade civil.
Foi responsável pela mobilização da sociedade brasileira em favor da aprovação das duas únicas leis de iniciativa popular anticorrupção no Brasil: a Lei 9.840/99 “Lei da Compra de Votos”, que permite a cassação de registros e diplomas eleitorais pela prática da compra de votos ou do uso eleitoral da máquina administrativa.
Foi responsável também pela campanha da qual decorreu a aprovação da Lei Complementar 135/10, popularmente conhecida como “Lei da Ficha Limpa”.
O MCCE Também coordenou a campanha “Corrupção Eleitoral e Saúde Voto não tem preço. Saúde é seu direito!”.
Atualmente, o Movimento trabalha com o projeto para a Reforma do Sistema Político Brasileiro — mais uma iniciativa popular.

Funaro cita propina a Temer por usina

Posted in Sem categoria on setembro 22, 2017 by gusbrum

Presidente teria sido um dos destinatários de dinheiro de Odebrecht e Andrade Gutierrez

Presidente teria sido um dos destinatários de propina paga pela Odebrecht e Andrade Gutierrez  | Foto: Jewel Samad / AFP / CP

Presidente teria sido um dos destinatários de propina paga pela Odebrecht e Andrade Gutierrez | Foto: Jewel Samad / AFP / CP

O corretor Lúcio Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que o presidente Michel Temer foi um dos destinatários de propina paga pela Odebrecht e Andrade Gutierrez em uma obra da estatal Furnas no Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia. As duas empreiteiras são sócias de Furnas na Santo Antônio Energia, responsável pela instalação e operação da Hidrelétrica Santo Antônio, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo Funaro, além de Temer, receberam propina o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – Cunha e Alves foram presidentes da Câmara e estão presos por causa de desdobramentos da Lava Jato. Todos negam as acusações.

Funaro não citou os valores da propina. De acordo com o delator, Cunha lhe contou que os repasses foram acertados pelos ex-executivo da Odebrecht Benedicto Júnior, o “BJ”, e pelo ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques Azevedo, que também são delatores.

“Os valores foram recebidos por Eduardo Cunha e, posteriormente, foram repartidos entre Henrique Eduardo Alves, Arlindo Chinaglia e Michel Temer”, disse Funaro em depoimento prestado em 24 de agosto. O relato do corretor foi anexado à denúncia oferecida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra Temer por organização criminosa e obstrução da Justiça.

Ainda segundo Funaro, “provavelmente os pagamentos foram feitos parte em espécie e parte em doação de campanha, como era feito de costume na maioria dos casos”. “Cunha costumava ira na casa de Otávio Azevedo, localizada perto do aeroporto, quando ia a São Paulo. Que (Funaro) não sabe precisar, nesse caso, o valor total pago e os porcentuais da divisão. Que Arlindo Chinaglia recebeu parte da propina porque era presidente da Câmara e ajudou a convencer o governo a entregar a presidência de Furnas para Eduardo Cunha”, diz trecho do depoimento do corretor.

Em delações, ex-executivos da Odebrecht disseram que um grupo de quatro parlamentares recebeu cerca de R$ 50 milhões em propina para ajudar a empreiteira e a Andrade Gutierrez na licitação de Santo Antônio. Entre os citados pelos delatores, estão dois citados por Funaro em seu depoimento: Cunha e Chinaglia. Segundo os colaboradores da Odebrecht, o petista teria recebido R$ 10 milhões e Cunha, R$ 20 milhões.

Ex-ministro

A Polícia Federal mapeou todos os repasses realizados por Funaro a Henrique Alves. Segundo a PF, foram 15 pagamentos efetuados entre 2012 e 2014 que somam R$ 6,3 milhões. Em 2014, quando Alves foi candidato ao governo do Rio Grande do Norte, os agentes federais apontam o envio de R$ 4,8 milhões ao peemedebista.

Os repasses têm como base planilhas e anotações encontradas em HDs apreendidos com uma irmã de Funaro, alvo da Operação Patmos, em 18 de maio. Além de entregas em dinheiro pessoalmente ao peemedebista, como uma no valor de R$ 3,5 milhões em 18 de setembro de 2014, a PF detectou doações eleitorais para partidos indicados por Alves e o pagamento de despesas com helicóptero usado na campanha de 2014.

Em delação, Funaro disse que conheceu Alves por meio de Cunha e que ele recebeu propina de operações realizadas pela vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias da Caixa.

110%

Em depoimento prestado em 23 de agosto, Funaro afirmou que “Cunha redistribuía propina a Temer, com 110% de certeza”, segundo o jornal O Globo. De acordo com a reportagem, no relato há citações a casos em que Temer, Cunha e outros integrantes do partido teriam recebido propina. O delator afirmou ainda, conforme o jornal, que o dinheiro era lavado com a compra de imóveis.

Planalto Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto reafirmou que “versões de delator já apontado pelo Ministério Público Federal como homem que traiu a confiança da Justiça não merecem nenhuma credibilidade”. Chamou ainda o corretor Lúcio Funaro de “criminoso”. Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Secretaria de Imprensa da Presidência afirmou que todos imóveis do presidente Michel Temer foram comprados de forma lícita e estão declarados à Receita. “Funaro mais uma vez desinforma o Ministério Público Federal.”

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou que nunca esteve nem conhece Funaro. “Ainda que não saiba o que disse a meu respeito, mentiu ao tentar me envolver em seus crimes.” O advogado Marcelo Leal, que defende Henrique Eduardo Alves, negou que o ex-ministro tenha recebido vantagem indevida relativa à usina. Sobre o relatório da PF, afirmou que não teve acesso e que “não é verdade” que Alves tenha participado de esquema na Caixa.

A defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que sua atuação parlamentar “sempre se deu dentro dos limites legais”. A Andrade Gutierrez disse que colabora com as investigações. A Odebrecht também afirmou que coopera com a Justiça.

FONTE: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Politica/2017/09/629222/Funaro-cita-propina-a-Temer-por-usina

‘Lava Jato’ na PM de SP: coronel detalha desvio milionário e envolve outros 18 coronéis

Posted in Sem categoria on setembro 22, 2017 by gusbrum

Em carta obtida pelo EL PAÍS, ele apresenta roteiro do que pretende delatar sobre esquema que desviou mais de 200 milhões entre 2005 e 2012. Um deputado estadual é citado

‘Lava Jato’ na Polícia Militar
Cerimônia de formatura de policiais militares em São Paulo. ALEXANDRE CARVALHO A2IMG

Um tenente-coronel promete revelar as entranhas e os beneficiários de um esquema que desviou mais de 200 milhões de reais da Polícia Militar de São Paulo. Detido desde março no presídio militar Romão Gomes no Tremembé, zona norte de São Paulo, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo.

Nos corredores do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, o caso é apelidado de Operação Lava Jat‘ da PM. Isso tanto pelo valor desviado quanto pela alta patente dos beneficiários e envolvidos. Além de tentar um acordo com o Ministério Público, o tenente-coronel escreveu uma carta, enviada à Corregedoria da Polícia Militar, em que tenta demonstrar uma espécie de lealdade à corporação e dá um roteiro do que pretende delatar.

No documento, obtido pelo EL PAÍS, Adriano levanta suspeitas de que 18 coronéis e um deputado estadual receberam recursos desviados da Polícia Militar. Ao longo de 15 páginas, o coronel se diz disposto a colaborar com investigações e sugere à Corregedoria que faça determinadas perguntas a essas 19 pessoas. Informa também que parte dos “documentos comprobatórios” de suas denúncias estão em um pendrive e um CD apreendidos pela polícia quando foi preso. Diz até que “depósitos bancários foram efetuados em dezenas de vezes, para atender a demanda desses oficiais, em épocas distintas, para diversos fins”. Mas o coronel reclama do que chama de “total parcialidade” da Corregedoria da PM. Para ele, a investigação da corporação poupou oficiais mais graduados.

Em carta, o coronel José Afonso Adriano Filho menciona
Em carta, o coronel José Afonso Adriano Filho menciona “depósitos bancários” para atender a demandas de coronéis que pretende delatar DANIEL HAIDAR EL PAÍS

No fim de agosto, Adriano foi condenado pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo à perda de patente e de aposentadoria. Ainda responde a uma ação penal por peculato e é investigado em mais de 20 inquéritos. Adriano tenta uma delação premiada para receber punição mais branda em troca de revelações às autoridades.

Até se aposentar em outubro de 2012, Adriano trabalhou mais de 12 anos no Departamento de Suporte Administrativo do Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo. Fez boa parte da carreira no setor, que é responsável por compras e licitações na corporação. Esteve lá em gestões de sucessivos comandantes da PM e de vários secretários de Segurança nos governos de Geraldo Alckmin (PSDB), Alberto Goldman (PSDB) e José Serra (PSDB). Algumas aquisições do Departamento de Suporte Administrativo precisam ser aprovadas pelo comandante-geral da PM e até pelo secretário estadual de Segurança Pública. Nas investigações da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo, até agora foram identificados desvios e fraudes em mais de 200 compras entre 2005 e 2012, com mais de 20 fornecedores envolvidos – incluindo empresas de fachada.

O jornal Folha de S. Paulo revelou em 2015 que as investigações começaram restritas aos anos 2009 e 2010, mas foram ampliadas depois das reportagens do jornal. Ainda assim, o único punido até agora foi o tenente-coronel Adriano.

Ele acabou preso preventivamente depois que um outro investigado disse em depoimento à Corregedoria da PM que foi ameaçado. De acordo com esse investigado, o coronel Adriano lhe falou para “ficar com o bico calado, pois estava mexendo com peixe grande”. A prisão foi decretada pelo juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, que assumiu um dos inquéritos contra Adriano depois que o juiz José Álvaro Machado Marques, inicialmente responsável pelo caso, se declarou impedido para julgar o coronel. O capitão Dilermando César Silva, subordinado de Adriano no departamento de compras, também foi preso, mas responde a processo em liberdade.

Autoridades que acompanham o caso temem que o esquema não seja totalmente investigado pelo Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. Procurado, o corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, não quis dar explicações sobre o andamento das investigações das denúncias mencionadas na carta de Adriano. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que “foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos. O IPM está em segredo de Justiça, motivo pelo qual detalhes da investigação não podem ser passados”.

Como envolve pelo menos uma autoridade com foro privilegiado, um deputado estadual, a negociação da delação premiada de Adriano depende do aval do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio. O Ministério Público informou que a proposta de colaboração premiada está sendo avaliada. “No momento, as informações estão sob análise, não cabendo ao MPSP tecer qualquer tipo de consideração sobre tais tratativas”, afirmou, em nota.

FONTE: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/21/politica/1505958460_055385.html?id_externo_rsoc=FB_CC

Pais de farsantes: Funaro: “Temer e Cunha tramavam diariamente a queda de Dilma”

Posted in Sem categoria on setembro 14, 2017 by gusbrum

Doleiro deu declaração durante delação premiada
“Michel Temer e Eduardo Cunha tramavam diariamente a saída da presidente Dilma Rousseff”, a afirmação foi feita pelo doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador financeiro de políticos do PMDB, durante delação premiada.

A informação dada pelo doleiro está em um dos anexos da delação, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além da acusação, Funaro relatou também detalhes da relação com a cúpula do partido e nomeou “operadores” de Temer em supostos esquemas de corrupção.

Segundo Funaro, enquanto Temer atuava no núcleo político do chamado “quadrilhão” do PMDB viabilizando interesses de empresas que subornavam o grupo para terem preferências em licitações, Cunha arrecadava propinas.

Delação do doleiro já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal
Delação do doleiro já foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Funaro comentou que a relação entre o presidente e Eduardo Cunha era bastante volátil, e dependia muito do “momento político” em que o partido atravessava.

“Na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles confabulavam diariamente, tramando a aprovação do processo e, consequentemente, a nomeação de Temer como presidente”, disse o doleiro em trecho da delação.

FONTE: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2017/09/13/funaro-temer-e-cunha-tramavam-diariamente-a-queda-de-dilma/

Ex-governador Anthony Garotinho é preso no Rio

Posted in Sem categoria on setembro 14, 2017 by gusbrum
Na manhã desta quarta-feira (13), o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi preso quando apresentava o seu programa de rádio na Rádio Tupi, por determinação do juiz Ralph Manhães, da 100º Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes.

Garotinho foi levado por uma viatura da Polícia Federal para Campos dos Goytacazes, para cumprir prisão domiciliar.

Garotinho havia sido preso em novembro
Garotinho havia sido preso em novembro

Garotinho havia sido preso preventivamente no dia 16 de novembro, durante a Operação Chequinho, que investiga a ação de uma associação criminosa montada com o objetivo de fraudar as últimas eleições no município”.

O juiz Ralph Manhães o condenou por corrupção eleitoral, associação criminosa, coação de testemunhas e supressão de documentos. De acordo com a decisão, Garotinho foi sentenciado a 9 anos e 11 meses de prisão em regime fechado, mas a condenação precisa ser confirmada em segunda instância para que a reclusão passe a vigorar.

Entretanto, o juiz determinou a prisão domiciliar do ex-governador, argumentando que ele pode continuar ameaçando testemunhas ou destruindo provas. Segundo a decisão, além de usar tornozeleira eletrônica, ele não poderá usar telefones celulares ou acessar a internet. Além disso, Garotinho só poderá ter contato com familiares próximos e advogados.

Recurso

A defesa do ex-governador Anthony Garotinho informou, em nota, que repudia os motivos apresentados para a prisão do ex-governador e entende que a decisão de mantê-lo preso em casa, em Campos, tem a intenção de privá-lo de seu trabalho diário na Rádio Tupi [onde apresenta um programa matinal] e em seus canais digitais e, com isso, evitar que ele ”continue denunciando políticos criminosos importantes, alguns deles que já foram até presos”.

A nota assinada pelo advogado Carlos Azeredo diz ainda que a defesa nega as acusações imputadas a Garotinho e informa que ele nunca foi nem acusado de roubo ou corrupção. “O processo fala de suspeitas infundadas de compra de votos, o que por si só não justifica prisão.”

A defesa afirma ainda que a prisão domiciliar, além de não ter base legal, causa danos à sua família já que o impede de exercer sua profissão de radialista e sustentar sua família. A defesa do ex-governador irá recorrer da decisão”.

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2017/09/13/ex-governador-anthony-garotinho-e-preso-no-rio/