Arquivo para novembro, 2009

R$400 mil de propina nas mãos do Governador José Roberto Arruda aparece em video

Posted in Lista de escandalos on novembro 27, 2009 by gusbrum

BRASÍLIA – Agentes da Polícia Federal de Brasília estão cumprindo na manhã desta sexta-feira, 27, mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na Câmara Legislativa e em gabinetes de assessores do governo do Distrito Federal. O governador José Roberto Arruda (DEM) é um dos investigados na operação – por isso o STJ foi mobilizado para autorizar ou não as buscas, apreensões e eventuais prisões.

A procuradora federal Raquel Dodge, do Ministério Público Federal, acompanha a operação. Segundo o jornal Correio Braziliense, cinco agentes entraram nos gabinetes dos deputados distritais Eurides Brito (PMDB), Rogério Ulysses (PSB) e Leonardo Prudente (DEM), presidente da Casa.

Ainda segundo o jornal de Brasília, a Operação Caixa de Pandora também investiga o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), e um dos anexos do Palácio do Buriti, sede oficial do governo do DF. O secretariado do DF também seria alvo da operação.

A investigação começou no dia 24 de setembro, depois que a PF teve acesso a indícios – documentos e gravações, inclusive em vídeo – de um esquema de arrecadação e distribuição de propinas que operaria no governo do Distrito Federal, e envolveria o governador e secretários. O governo diz desconhecer a investigação e, por isso, não vai se pronunciar.

De acordo com a PM, os processos correm em segredo de Justiça e não há informações do total de mandados nem sequer o motivo da operação. Não há mandados de prisão, segundo a PF.

O governador foi visto num video recebendo 400 mil Reais de propina.

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R$ 1 bilhão em fraudes apurados por OPERAÇÃO PROPINA, número de acusados chega a 46

Posted in Lista de escandalos on novembro 18, 2009 by gusbrum

O Ministério Público denunciou outras 15 pessoas de participar de esquema de sonegação fiscal investigado pela Operação Propina, deflagrada no dia 28 de novembro. Agora, a lista de supostos envolvidos chega a 46, entre empresários, contadores e fiscais da Receita estadual.

Na última sexta-feira (7) foi decretada a prisão preventiva de 26 acusados. Até hoje (12), 24 pessoas foram presas e duas ainda permanecem foragidas. Um dos presos é o fiscal Francisco Roberto da Cunha Gomes, conhecido como Olho de Boi, que seria o principal articulador de um dos núcleos da quadrilha.

As investigações do Ministério Público revelaram indícios de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção. A Justiça também decretou o bloqueio de R$ 1,7 milhão em contas correntes de pessoas envolvidas. Entre os denunciados, 17 são fiscais da Receita estadual que estariam facilitando a sonegação dos impostos pelas empresas e até mesmo prestando consultoria para enganar o fisco.

O esquema de corrupção controlava a rede de captação e recebimento de propinas de empresários em troca de proteção nas fiscalizações por agentes da Secretaria de Estado da Fazenda.

O procurador-geral de Justiça Marfan Vieira explicou que a grande quantidade de material apreendido está sendo analisado pelos cinco promotores da Coordenadoria Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Ministério Público.

“Nesse agregado de pessoas incluído na denúncia há novos fiscais, empresários e contadores. Há um volume enorme de material apreendido, entre papéis, livros, documentos e computadores. E esse material está sendo objeto de análise dos promotores que começaram a fazer a verificação. Eles estão procurando novos indícios e informações que possam corroborar esse caso como também dar pistas para outras operações que poderiam se deflagrar a partir daí. É um verdadeiro trabalho de garimpo, a documentação é vasta”, afirmou Marfan Vieira.

Segundo o procurador, o trabalho é lento e não é possível estabelecer uma previsão. “A expectativa é que com o prosseguimento dessas investigações, vamos encontrar com certeza outros envolvimentos de pessoas, contadores, comerciantes e fiscais envolvidos. Esse número de R$ 1 bilhão de sangria aos cofres públicos é provisório e tende a

crescer. Todos os fiscais envolvidos são antigos com mais de 15 anos de atividades, isso é um sério indicativo de que se trata de um esquema defraude que já acontecia há muito tempo”, ressaltou.

O Ministério Público não descarta a possibilidade de que o número de envolvidos possa aumentar. A operação deflagrada pelo Ministério Público do estado do Rio de Janeiro no final de novembro envolveu 380 pessoas, entre policiais civis, militares e promotores de Justiça. A operação foi resultado de um ano de investigações e dez meses de monitoramento telefônico.

R$1 milhão em fraudes Posto da Tabuleta

Posted in Lista de escandalos on novembro 18, 2009 by gusbrum

do Posto Fiscal da Tabuleta, acusados do crime de facilitação e adulteração nas operações de pesagem, na última sexta-feira dia(30) a polícia trabalha com a hipótese de existirem mais acusados sendo esses servidores efetivos do órgão, e que o golpe chegaria a 1 milhão em notas falsas.

O caso já vinha sendo investigado há mais de oito meses. Os acusados presos são: Raimundo Batista Neto; Francisco do Rego Silva; Eduardo da Costa Silva; Erandir Bezerra Rodrigues; e José Medeiros da Costa.

Com a prisão, os acusados apontaram nomes de servidores efetivos que estariam participando das fraudes e agora a Secretaria da Fazenda vai pedir a apuração das denúncias para exonerá-los dos quadros do governo.

Segundo a Sefaz, o prejuízo pode chegar a R$ 1 milhão através da identificação inicial de 25 notas alteradas. O crime consistia na adulteração dos valores dos pesos das mercadorias nas notas fiscais e também foi constatado que havia o desvio de mercadorias que eram declarados nas notas, mas que permaneciam no Estado.

R$500 mil apreendidos em casa de desembargador durante Operação Naufrágio

Posted in Lista de escandalos on novembro 18, 2009 by gusbrum

Meio milhão de reais. De acordo com informações da Agência Estado, foi essa a quantia encontrada pela polícia durante as buscas da Operação Naufrágio realizadas na residência do desembargador Elpídio José Duque, um dos três presos durante a ação. No entanto, especula-se que a quantia seja ainda maior, já que os agentes precisaram requisitar ao Banco do Brasil uma máquina para a contagem, tamanha a quantidade de cédulas encontradas na casa, em Santa Cecília, Vitória.
As notas eram de baixo valor e o montante ficou em aproximadamente R$ 500 mil, segundo a agência. Ainda como juiz, Duque foi responsável pela prisão do ex-presidente da Assembléia Legislativa do Estado José Carlos Gratz, acusado de corrupção. O advogado Paulo Duque, filho do desembargador, também foi preso.

Operação Naufrágio

Foto: Reprodução TV Vitória

Batizada de Operação Naufrágio, a ação foi coordenada pela Diretoria de Inteligência Policial (DIP) da Polícia Federal, em Brasília. A investigação começou logo após a Operação Titanic, que, em abril deste ano, desmontou um esquema de fraudes em importações de veículos que envolvia os crimes de falsidade ideológica, evasão de divisas, sonegação fiscal, tráfico de influência e quadrilha. Na ocasião, a polícia prendeu Ivo Júnior Cassol, filho do governador de Rondônia, Ivo Cassol, e o ex-senador e atual suplente no Senado Mário Calixto Filho.

Segundo o Ministério Público, que monitorou a investigação, o inquérito apura o suposto envolvimento de desembargadores, juízes, advogados e servidores públicos em um esquema de venda de sentenças e vários outros crimes contra o poder público. A gama de crimes até agora identificados iria de fraude em concursos do Judiciário para favorecer familiares e apaniguados de magistrados a corrupção e venda de sentença.

O delito do grupo, segundo nota do Ministério Público Federal, consistia no “patrocínio e intermediação” de interesses particulares perante o tribunal, “para obtenção de decisões favoráveis e outras facilidades que pudessem ser conseguidas por meio da interferência dos agentes públicos em troca de favores e vantagens pessoais”

R$ 9 milhões em fraudes descobertos por Operação Piraíba

Posted in Lista de escandalos on novembro 18, 2009 by gusbrum

Um dia depois de ter deflagrado a Operação Galiléia, que investiga um grupo acusado de fraudar licitações e desviar taxas portuárias na Companhia Docas do Pará, a Polícia Federal lançou nesta quarta-feira (26/4) a Operação Piraíba.

A operação é feita em quatro estados brasileiros e no Distrito Federal. A meta, diz a PF, é desbaratar grupo criminoso especializado em fraudar cartões bancários, sobretudo da Caixa Econômica Federal.

Na Operação Galiléia, desta terça, estão entre os presos o ex-senador pelo PSB Ademir Andrade, que presidiu a Companhia Docas do Pará até março, e o atual presidente, Ericson Alexandre Barbosa. Outras seis pessoas foram detidas. Diz a PF que o grupo lucrou ilegalmente pelo menos R$ 9 milhões.

A operação Piraíba, desta quarta, leva este nome porque “faz alusão a peixe da região amazônica de grande porte e muito difícil de ser pescado, assim como os alvos da operação”. Participam da operação 250 policiais federais e 10 policiais civis de Minas Gerais. O crime investigado consiste na clonagem de cartões magnéticos bancários.

Estão sendo cumpridos 29 mandados de prisão e 51 mandados de busca e apreensão. Um deles foi expedido contra policiais civis de Minas Gerais. São 15 mandados de prisão e 23 de busca na região de Uberaba, quatro de prisão e 11 de busca em Brasília. Há ainda oito pedidos de prisão e 13 buscas em São Paulo e ações em Fortaleza e Recife.

R$50 milhões é o total da fraude em lojas de informática

Posted in Lista de escandalos on novembro 18, 2009 by gusbrum

Aproximadamente 200 agentes da Polícia e da Receita Federal, juntamente com o Ministério Público Federal, cumpriram, nesta sexta-feira, 8, 27 mandatos de busca e apreensão de documentos e equipamentos em empresas de logística e comércio de informática localizadas em Salvador e em Ilhéus. A operação “Logística” recolheu documentos contábeis e programas de computadores, com o objetivo de apurar denúncias de fraudes fiscais que estariam sendo cometidas durante os últimos cinco anos, e que podem chegar a R$ 50 milhões.

Vinte e dois dos mandatos foram cumpridos em Salvador, desde às 5h30, com os agentes federais invadindo algumas lojas e depósitos onde foram apreendidos vários computadores e documentos de contabilidade. Numa das ações, na sede da empresa Netgate, no bairro de Brotas (Invasão da Polêmica), os policiais federais arrombaram o portão principal, estourando os cadeados, enquanto um outro grupo entrou por um buraco aberto em um muro da empresa. Dois cachorros da raça Rottweiller, que faziam a guarda da empresa foram mortos a tiros.

Segundo explicou um dos policiais federais envolvidos na operação, os dois cães atacaram a equipe que entrou pelo portão principal da empresa, e um dos animais chegou a morder um dos agentes, o que o forçou a atirar contra os mesmos. Na parte dos fundos, os agentes federais abriram um  buraco no muro e destruíram as janelas da guarita de segurança. Vizinhos do prédio, que não quiseram se identificar, disseram que os três seguranças do local fugiram ao perceber a entrada dos agentes federais.

Numa outra empresa, a Handytech Distribuidora, em Água de Meninos, os agentes também arrombaram a porta principal para entrar no local. Já na Login Informática, localizada no Caminho das Árvores, os agentes federais chegaram cedo, mas não encontraram dificuldades para entrar. Funcionários que chegaram para trabalhar e clientes ficaram do lado de fora até às 11 horas, quando a loja abriu suas portas.

Investigação – Até o final da manhã, a Operação Logística não tinha efetuado nenhuma prisão de empresários donos ou sócios das empresas envolvidas na suposta fraude, mas os agentes já haviam levado diversos equipamentos e documentos de pelo menos três grandes lojas em Salvador: Login Informática, do Caminho das Árvores, Net Gate, em Brotas, e Handytech Distribuidora, no Comércio.

Segundo nota oficial da Superintendência da Receita Federal na Bahia, as investigações contra as empresas relacionadas na operação vinham sendo feitas há dois anos. As buscas ontem foram feitas nos escritórios e depósitos das empresas Login Informática e Login Comercial, Netgate, Handytech Distribuidora, Log Net, Hidracomp, Netmarw, Transmark e Polo.

Ainda segundo a nota da Receita Federal, as empresas estariam envolvidas em crimes de sonegação de tributos e contribuições federais, principalmente o Imposto  de  Produtos  Industrializados (IPI), falsidade ideológica e documental  e fraudes em  comércio  exterior.

As investigações apontaram para a existência de subfaturamento dos preços de compras de produtos feitas no exterior, desmontagem de produtos acabados adquiridos no exterior, que depois eram faturados como peças desses mesmos equipamentos, sonegação de informações sobre quantidade, tipo e modelo dos equipamentos importados, utilização de “laranjas”, e uso de componentes estrangeiros nos equipamentos para fugir da legislação tributária no País.

R$ 9 milhões por mês é o custo das fraudes nos Correios

Posted in Lista de escandalos on novembro 18, 2009 by gusbrum

O setor da empresa que está sob investigação arrecada aproximadamente R$ 1,9 bilhão por ano. Desta cifra, R$ 538 milhões são pagos como comissão às agências franqueadas, que receberam da empresa o direito de explorar o sistema de envio de correspondências. Um grande passo dado na privatização dos Correios.
Em depoimento à CPI, o ex-chefe de departamento dos Correios, Maurício Marinho, listou os principais focos de irregularidades nos Correios. Os membros a CPI receberam de Marinho o faturamento das 200 maiores agências franqueadas. Este grupo conseguiu arrecadar R$ 1,08 bilhão no período de julho de 2003 a junho de 2004, somando 54% do total da arrecadação das franquias.
O relatório aponta que os contratos da rede franqueada venciam em dezembro de 2002, mas as manobras irregulares permitiram a prorrogação desses contratos, estendendo o prazo por mais cinco anos, até 2007.
Junto à investigação das fraudes nas franquias, a CPI dos Correios examina cerca de 90 contratos e extratos de licitações. A CGU (Controladoria Geral da União) escolheu os contratos que de que tem o maior volume de dinheiro e os maiores níveis de irregularidade. Segundo o relatório as transações alcançam R$ 6 bilhões, abarcando as irregularidades.

Enquanto que alguns nadam no dinheiro… os trabalhadores recebem uma miséria

Os trabalhadores dos Correios recebem uma miséria. As perdas salariais acumularam 62,29% na era FHC. Hoje, os trabalhadores novos recebem um piso salarial de R$ 448,28, menos de dois salários mínimos, ao passo que a direção da empresa desvia milhões de reais para o esquema de corrupção do mensalão.
Como se não bastasse isso, os sindicalistas pelegos do PT e do PCdoB estão querendo que a empresa pague um reajuste miserável à categoria, que de longe não repõe sequer as perdas do último período.
Os trabalhadores dos Correios precisam lutar contra os mensalões no governo e na direção da empresa e reivindicar um reajuste salarial que seja a expressão de suas necessidades. Por isso, a corrente Ecetistas em Luta, de trabalhadores dos Correios filiados e simpatizantes do Partido da Causa Operária, defende um reajuste salarial de 94,75% já, equivalentes à reposição de 62,29% referentes às perdas acumuladas desde a época de FHC e mais 20% de reajuste real.