Arquivo de agosto, 2011

Pode ultrapassar os R$ 100 milhões a fraude em construções da Prefeitura de São Paulo

Posted in Sem categoria on agosto 27, 2011 by gusbrum

O prejuízo nos cofres públicos causado por um esquema de fraudes em autorizações para a construção de prédios em São Paulo já é de R$ 50 milhões e pode ultrapassar R$ 100 milhões, o que seria o maior rombo da história da cidade, segundo o corregedor-geral do município, Edílson Bonfim.

A Polícia Civil de São Paulo investigará, a partir de segunda-feira (29), se há participação de servidores públicos da prefeitura da capital no esquema de fraudes, segundo Anderson Pires Gianpaoli, delegado assistente da 2ª Delegacia de Crimes contra a Administração do DPPC (Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania).

 

http://noticias.uol.com.br/cotidiano…sao-paulo.jhtm

O esquema consistia na fraude nos pagamentos das guias de recolhimento de outorga onerosa –taxa que permite construir prédios com alturas acima do permitido em São Paulo– para forjar pagamentos à prefeitura. Segundo o governo municipal, donos de construtoras, engenheiros, arquitetos e despachantes participaram do esquema.

Operação realizada nesta sexta-feira (26) pela prefeitura, policiais civis e promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) prendeu 20 pessoas e cumpriu 20 mandados de busca e apreensão. Segundo o corregedor, há pelo menos 900 guias sob suspeita. As construtoras envolvidas no esquema são a Marcanni, Forte, Zabo, Onoda e Nobre.

“O tamanho desse iceberg ainda é impossível de imaginar. Estamos correndo contra o relógio, porque sabemos que o crime organizado trabalha com rapidez. Vamos até as raízes desse que se afigura ser um grande prejuízo aos cofres públicos.”

Precatórios de vento

De acordo com a corregedoria, as fraudes começaram em 1994, na construção de um prédio de alto padrão na avenida Brigadeiro Faria Lima. No esquema, os despachantes atuavam como intermediários. Eles retiravam as guias da prefeitura e as apresentavam a donos de grandes e pequenas construtoras. Na negociação entre eles era combinado um valor menor do que o deveria ser pago aos cofres públicos.

Ao preencher a guia, os criminosos alegam ter títulos da dívida pública (precatórios) da prefeitura, que, na realidade, não existiam. Dessa maneira, o valor pago pela guia diminuía consideravelmente. Depois, o despachante providenciava um carimbo falso para autenticar o documento.

Para o corregedor, os donos das construtoras são tão ou mais culpados do que os intermediários. “Eram precatórios de vento. Como um dono de construtora negocia um imóvel sem qualquer garantia?”, questiona.

“Se a Justiça tiver que dar uma resposta, sem dúvida há que se dizer que é tão maior o grau de culpabilidade do dono da construtora, do que os outros que, embora também tenham cometidos crimes, são iletrados e não tão ricos”, afirma Bonfim.

A Corregedoria começou a apuração em junho, após a vice-prefeita, Alda Marco Antônio, receber denúncia de que uma guia no valor de R$ 586.266,15, usada para construir um prédio de alto padrão no Tatuapé, na zona leste, era falsa.

Armas apreendidas

Hoje, na casa do engenheiro Natali Federoni, responsável pela construtora Marcanni, foram encontradas guias com fraudes de pelo menos R$ 5 milhões e foram apreendidos oito computadores, notebooks, documentos e uma arma calibre 22 –registrada no nome da mulher de Natali, que tem porte.

Ricardo Testa, advogado de Federoni, negou que as guias irregulares tenham sido apreendidas e disse que seu cliente é inocente. O advogado questionou o fato de as irregularidades terem chegado à prefeitura por meio de uma denúncia. “O que me assusta é que isso tenha chegado à prefeitura por meio de uma denúncia, que eles não tenham identificado isso antes. Ele [Federoni] foi uma vítima”, disse.

O advogado disse ainda que a arma encontrada estava sem carregador e munição. Ela [a mulher de Federoni] tem registro e usa a arma para tiro esportivo”, afirmou.

De acordo com o delegado, a Nobre Consultoria e Engenharia Ltda, é uma empresa clandestina. Entre os presos, há dois sócios do grupo: Nivaldino Dionísio de Oliveira e Adriana Dionísio de Oliveira. Na casa de Nivaldino foi apreendida uma arma calibre 38, sem registro.

Wellington Martins, advogado do Nobre, negou que o cliente tenha cometido irregularidades. “Sem sombra de dúvidas ele é inocente. O que se tem agora é tão somente presunções”, disse.

A reportagem está tentando localizar os representantes das outras construtoras.

R$ 20 milhões descobertos pela PF em caixas de leite na casa de um auditor da Receita Federal

Posted in Sem categoria on agosto 18, 2011 by gusbrum

No rastro dos e-mails dos alvos da Operação Paraíso Fiscal, a Polícia Federal descobriu evidências de movimentações financeiras atípicas e patrimônio milionário do auditor da Receita José Cassoni Rodrigues Gonçalves. A pista são dois pen drives com arquivos de contas no exterior. Uma delas, sediada em Mônaco, o auditor batizou conta Tourelle. A outra fica em Miami (EUA). Relatório de inteligência da PF revela que Cassoni amealhou R$ 19,34 milhões, dos quais R$ 6,33 milhões em dinheiro vivo. Seus vencimentos na Receita são de R$ 20 mil.

Ele foi preso com outros quatro auditores no início de agosto, dia 4, sob acusação de integrar organização criminosa para corrupção e venda de fiscalizações que beneficiavam empresas devedoras de tributos da União. As empresas podem ter sonegado US$ 3 bilhões, estima a Receita. Com o grupo de fiscais a PF apreendeu R$ 12,9 milhões em dinheiro vivo, notas de reais, dólares e euros. A Paraíso Fiscal foi deflagrada por ordem do juiz Márcio Ferro Catapanni, da 2.ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

A investigação flagrou e-mails entre Cassoni e o filho, Thiago, nos quais é feita menção a valores depositados no exterior. A PF planeja pedir o bloqueio desses ativos por meio de acordo de cooperação internacional. Uma troca de mensagens foi interceptada no dia 18 de julho. Thiago escreveu para o pai, citando os arquivos “Much Money” e “contas”.
“Há menção expressa a uma conta chamada Tourelle, uma conta sediada em Mônaco, e ainda outra em Miami (EUA), diz a PF.

Os federais interceptaram também telefonemas entre Cassoni e o filho. No dia 11 de maio, às 9 horas, a PF soube pela primeira vez dos pen drives.O auditor perguntou a Thiago se ele levou os arquivos “para o lugar deles”. O rapaz responde que “sempre muda a cor os negócios que faz” e sugere ao pai que “pegue o pen drive vermelho”.

A PF sustenta que a mulher do auditor, Regina Eusébio Gonçalves, “é a pessoa que mantinha contato mais estreito com os gerentes das contas estrangeiras”. Em 1.º de junho, às 11h56, Cassoni pediu à mulher que passasse e-mail para “Caroline vender 2400 ações da News Corporation na Nasdaq”. Ele diz que “tem 5400 e que é para vender a US$18,11 cada, valor mínimo”.

“Apesar da informação constante do e-mail interceptado, ainda não sabemos os nomes de todos os bancos estrangeiros, muito menos os titulares e os números das contas”, anotou a PF, quando pediu autorização para buscas na residência e nos armários do clube que ele frequentava, em Alphaville.

Cassoni integrava a equipe chefiada por Kazuko Tane, na Delegacia da Receita em Osasco, foco da corrupção. Os auditores Rogério Sasso e Fábio Arruda Martins faziam parte do grupo. “Ele (Cassoni) mostrou estreito contato com seus fiscalizados”, atesta relatório de inteligência da PF.

O documento informa que Cassoni comprou no residencial Alpha 2 um terreno de Iracema Talarico Longano onde “atualmente constrói uma casa”. Em julho ele viajou para a Europa, pela segunda vez este ano. “Depois de ir a Portugal agora vai para a Itália, país onde mora sua filha, Marina Eusébio Gonçalves”, assinalou a PF, em ofício ao juiz Márcio Catapanni.

A PF assinala que Cassoni delega à mulher, Regina Eusébio Gonçalves, “atividades privativas de auditores fiscais, inclusive acessando e trabalhando no sistema da Receita”. Segundo os federais, o auditor “procura sempre marcar reuniões presenciais com os investigados e, na maioria das vezes, o local escolhido é a padaria La Ville, que fica próxima à entrada do condomínio Alphaville, onde mora.”

“Ele chama a padaria de escritório, dado o elevado número de vezes em que se encontra com fiscalizados para fazer negócios”, informa a PF. A PF tem indícios de que Cassoni comprou com dinheiro vivo (R$ 240 mil)dois automóveis de luxo, “ato típico de lavagem de dinheiro”. À página 211 do relatório de inteligência, a PF anota que o Audi A4 branco, placas GHA-6000, ano 2011, foi comprado por R$ 134,9 mil e registrado no próprio nome do auditor. A Captiva, cor preta, placas FZY-5757, para uso da mulher, Regina, foi registrada em nome do filho do casal, Thiago Cassoni Rodrigues Gonçalves. Os indícios apontam que Cassoni pagou em espécie os dois automóveis, apesar do receio do vendedor.

A PF captou telefonema de Regina para o auditor. Ela diz que “o vendedor Freitas, da Chevrolet, lhe falou que não mexe com papel ali naquela loja, que é muito perigoso”.

 

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,pf-descobre-que-auditor-tem-patrimonio-de-quase-r-20-milhoes,80574,0.htm

R$ 1 bilhão desviados dos cofres públicos por quadrilha formada por empresários da Bahia, São Paulo e Minas Gerais

Posted in Sem categoria on agosto 17, 2011 by gusbrum

Operação Alquimia – A Polícia Federal de Minas Gerais faz na manhã desta quarta-feira, 17, uma megaoperação de prisão, mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva em 17 Estados do País e Distrito Federal. O objetivo é investigar empresas nacionais e estrangeiras que teriam desviado até R$ 1 bilhão dos cofres públicos.

No total, a Operação Alquimia cumpre 31 mandados de prisão temporária, 129 mandados de busca e apreensão e 63 mandados de condução coercitiva m residências dos investigados e nas empresas supostamente ligadas à organização criminosa. A PF ainda não tem o número de presos.

Catorze pessoas foram levadas à delegacia em Varginha, em Minas, acusados de integrar um grupo que operava na introdução no território nacional de mercadorias sem o pagamento de impostos. As informações coletadas apontam que o grupo movimentou semanalmente em torno de R$ 30 mil com a venda das mercadorias.

De acordo com a Polícia Federal, foram abordados os veículos que traziam mercadorias, sendo que um deles fazia a função de “batedor” e, na sequência, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em locais que serviam de depósito para esses materiais, na cidade mineira de Machado.

As investigações realizadas nos últimos seis meses apontam que o grupo se deslocava semanalmente ao Paraguai e, com a utilização de “batedores” trazia produtos diversos (eletroeletrônicos, informática e medicamentos de comércio proscrito no país) e os revendia posteriormente na região de Machado.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa investigada é composta por quase 300 empresas nacionais e estrangeiras, sendo que estas últimas têm sua maioria sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Pelo menos 50 são empresas de fachada (“laranjas”).

A Operação Alquimia, da PF em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, visa desarticular uma quadrilha formada por empresários da Bahia, São Paulo e Minas Gerais que praticava sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Estão sendo bloqueados os bens de 62 pessoas físicas e 196 pessoas jurídicas, incluindo veículos, embarcações, aeronaves e equipamentos industriais e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos.

Com a Operação Alquimia os órgãos envolvidos apuram os indícios encontrados durante as investigações de prática de diversos crimes, tais como sonegação fiscal, fraude à execução fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Além do Distrito Federal, as ações ocorrem simultaneamente em 17 Estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe.

O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento dos tributos devidos, pode chegar a R$ 1 bilhão. A Receita Federal já fiscalizou 11 empresas do grupo investigado, com um total de R$ 110 milhões em créditos tributários constituídos.

As investigações tiveram início quando a Receita Federal detectou indícios de crimes contra a ordem tributária em uma das empresas do grupo. Havia também a suspeita de existência de fraudes na constituição de empresas utilizadas como “laranjas”. O esquema seria utilizado para dissimular operações comerciais e financeiras com intuito de não recolher os tributos devidos ao Fisco. Para tanto investiga-se a utilização de empresas interpostas (laranjas), empresas sediadas em paraísos fiscais, factorings e até fundos de investimento utilizados na suposta fraude.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,pf-faz-megaoperacao-de-prisao-em-17-estados-e-df-por-sonegacao-fiscal,80462,0.htm

R$ 354 milhões pagos pelo Estado do RJ a 26 cooperativas de médicos sem assinar nenhum contrato

Posted in Sem categoria on agosto 14, 2011 by gusbrum

RIO – Foi na França, entre o fim do século XVIII e início do XIX, que o direito adotou definitivamente a exigência de contratos formais na administração. O objetivo era garantir responsabilidades e punir os desvios por meio de um documento reconhecido pela Justiça. Embora essa exigência tenha sobrevivido ao tempo e se espalhando por vários países, ainda hoje há casos na gestão pública em que prevalece o chamado acordo informal, medida que dificulta a fiscalização do uso dos recursos, além de contrariar a legislação. É o caso da Secretaria estadual de Saúde. Entre 2007 e 2010, o órgão pagou R$ 354 milhões a 26 cooperativas médicas, sem assinar qualquer contrato prévio com essas entidades, que são responsáveis por fornecer mão de obra às unidades de saúde. O dinheiro foi repassado seguidamente, por termos de reconhecimento de dívida, um instrumento que autoriza os pagamentos, mas não dispensa a assinatura de contratos.

A situação desses pagamentos na saúde, uma das áreas mais críticas do estado, consta de um relatório feito por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em julho. Do total desembolsado pela secretaria, cerca de 52% foram para três cooperativas: Trust, Multiprof e ServiceCoop. No documento, os técnicos do tribunal alertam para o fato de que esses pagamentos sem contrato ferem a Lei de Licitações. O entendimento é o mesmo de Manoel Messias Peixinho, professor de direito administrativo da PUC-Rio. Consultado pelo GLOBO, ele classificou o caso como uma “irregularidade gritante”, em se tratando de órgão público. O professor diz que o caso das cooperativas não se enquadra nem mesmo em situações emergenciais, em que se poderia dispensar a concorrência pública, mas nunca a assinatura de contrato formal:

– Essa prática é absolutamente ilegal. Todas as contratações da administração pública devem ser precedidas de um contrato formal. Isso está claro na Lei de Licitações, que impõe não apenas essa exigência, como também a de se realizar uma concorrência para escolher o prestador de serviço. Portanto, a ilegalidade nesse caso chega ser gritante e pode ser alvo de uma ação criminal contra quem deu a autorização.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/08/13/estado-pagou-354-milhoes-26-cooperativas-de-medicos-sem-assinar-contrato-925129059.asp#ixzz1UyKoOmOg
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R$ 9 milhões, é o que custou ao governo do Distrito Federal amistoso do Brasil

Posted in Sem categoria on agosto 14, 2011 by gusbrum

A polícia do Distrito Federal investiga fraude na contratação da empresa que promoveu um amistoso entre Brasil e Portugal em novembro de 2008.

Policiais civis de Brasília cumpriram neste sábado (13) no Rio mandados de busca e apreensão.

O jogo terminou com vitória da seleção brasileira, por 6 a 2.

O amistoso marcou a reinauguração do estádio Bezerrão, no Gama, na Região Metropolitana de Brasília.

A festa, organizada pela empresa Ailanto Marketing, com sede no Rio de Janeiro, custou R$ 9 milhões ao governo do Distrito Federal.

Segundo as investigações, a empresa, de propriedade de Vanessa Almeida Precht e de Alexandre Russel Feliu, iniciou suas atividades pouco mais de um mês antes da realização do amistoso.

A polícia diz que a empresa Ailanto Marketing não possuía sequer telefone fixo. E tinha capital social de apenas R$ 800. Doze policiais civis do Distrito Federal vieram ao Rio neste sábado (13) para cumprir mandados de busca e apreensão na sede da empresa, no Leblon, na Zona Sul da cidade.

A polícia de Brasília afirma que para negociar com o governo do Distrito Federal, a Ailanto obteve do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a cessão de direitos sobre o jogo.

Segundo a investigação, o então governador José Roberto Arruda, ao assinar contrato com a empresa, juntamente com o então secretário de esportes, Aguinaldo Silva de Oliveira, ignorou a decisão da procuradoria do Distrito Federal, que considerou imprestáveis os motivos que justificavam o valor do espetáculo.

José Roberto Arruda, em fevereiro do ano passado foi preso sob acusação de tentativa de suborno no escândalo conhecido como mensalão do DEM de Brasília. O mandato dele foi cassado em março do mesmo ano pelo TRE por infidelidade partidária.

A polícia afirma que o rombo nos cofres públicos do distrito federal ultrapassou os R$ 9 milhões, uma vez que as despesas com o jogo, que eram de responsabilidade da empresa Ailanto marketing, foram pagas pela federação brasiliense de futebol, à época presidida por Fábio Simão, que também foi chefe de gabinete do ex-governador Arruda.
O advogado do ex-governador José Roberto Arruda, Edson Smaniotto, disse que há exceções que permitem aos governos fazer contratos sem licitação.

Para o advogado, por exemplo, não há como fazer licitação quando se trata de Seleção Brasileira.

Fábio Simão disse que em nenhum momento os nove milhões de reais referentes à promoção da partida passaram pela federação brasiliense de futebol.

O assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva, informou que os jogos da seleção brasileira são vendidos a uma empresa da Arábia Saudita, que detém os direitos de negociação, contratação e produção dos eventos.

Segundo o assessor da CBF, deveria ter sido esta empresa a vendedora dos direitos à Ailanto Marketing — portanto, diz o assessor, a c-b-f não tem relação com as irregularidades.

Os donos da Ailanto e Aguinaldo de Jesus, ex-secretário de esportes do Distrito Federal, não foram encontrados para falar do caso.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/08/policia-investiga-fraude-na-contratacao-de-amistoso-da-selecao-em-2008.html

R$ 5 milhões em fraudes em Taubate

Posted in Sem categoria on agosto 14, 2011 by gusbrum

O ex-chefe de Gabinete de Taubaté, Fernando Gigli, afirmou que o prefeito Roberto Peixoto (PMDB) faturou mais de R$ 5 milhões em um esquema de fraude na cidade, a 140 km da capital paulista. Peixoto foi preso nesta terça-feira (21) por suspeita de fraude e superfaturamento em licitações públicas relacionadas à distribuição de remédios e merenda escolar.

Gigli contou, em entrevista exclusiva à Record, que a fraude na prefeitura começou em 2005. De acordo com ele, empresas fornecedoras de merenda escolar, remédios e outros prestadores de serviços da prefeitura pagavam uma propina ao prefeito. Gigli conta que levou diversas sacolas de dinheiro para a casa da família do prefeito.

– Ele foi bem claro: se não der 10%, estão fora.

O ex-chefe de Gabinete afirmou ainda que outra fonte de propina teria sido uma empreiteira interessada em construir um condomínio na cidade. O terreno, ao lado da via Dutra, foi transformado em área residencial pela prefeitura. Em troca, a empresa fez um pagamento de R$ 130 mil. O dinheiro foi repassado como doação de campanha.

Gigli revelou o esquema para ter direito ao benefício de delação premiada. Ele também é investigado pela Justiça.

São três empresas envolvidas no esquema, uma fica em Taubaté e as outras duas na capital paulista. Entre os documentos apresentados em coletiva, nesta terça-feira (21), está um contrato no valor de R$ 30 milhões.

O prefeito, a primeira-dama e o antigo chefe do setor de licitações tiveram a prisão temporária decretada e ficarão na carceragem da superintendência da Polícia Federal de São Paulo.

O caso permanece em segredo de Justiça. Todos os documentos apresentados pela defesa passarão por perícia. Caso os suspeitos sejam julgados e condenados pelos crimes, podem pegar no mínimo dez anos de prisão, segundo a polícia.

 

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/ex-chefe-de-gabinete-de-taubate-diz-que-prefeito-faturou-mais-de-r-5-milhoes-em-fraudes-20110621.html

R$ 3 milhões é o que levou projeto do Turismo de interesse de Sarney

Posted in Sem categoria on agosto 13, 2011 by gusbrum

MACAPÁ (AP) – Um projeto do Ministério do Turismo que, segundo a Polícia Federal, seria de interesse do senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu R$ 3 milhões do governo e nunca saiu do papel. No inquérito, o convênio é apelidado de “Amapá 2”. A polícia trata o contrato, ainda em vigência, como “fraudes em andamento”.”Em diversas interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, é possível perceber a preocupação dos investigados com este convênio que chamam de Amapá 2″, diz relatório da PF obtido peloEstado.

Veja também:
link Secretário manda segurar projeto de Sarney para não dar ‘mais confusão’
link ÁUDIO: Ouça a gravação da PF em que Sarney é citado 

Wilson Pedrosa/AE
Wilson Pedrosa/AE
Sede do Ibrasi em Macapá: ONG foi contemplada por dois convênios do Turismo

Trata-se, segundo o inquérito, do contrato firmado pelo Ministério do Turismo com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade de fachada que é pivô do esquema investigado. O convênio, no valor total de R$ 5 milhões, foi assinado para “Implantação de processos participativos para Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Turismo do Estado do Amapá”, mas nunca existiu de fato. A ONG tem sede em uma sala num pequeno centro comercial de Macapá.

Esse contrato foi assinado por Frederico Silva da Costa, atual secretário executivo do ministério, preso pela PF sob acusação de envolvimento no esquema. Segundo o inquérito, o Tribunal de Contas da União (TCU) também investiga esse contrato.

Na quinta-feira, 11, o Estado revelou uma gravação feita pela PF com autorização da Justiça em que o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, preso na terça-feira, manifesta preocupação com um eventual cancelamento do contrato que, segundo ele, seria de “interesse” de Sarney.

Na conversa com sua chefe de gabinete, Colbert diz que o projeto é ligado à deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP). No diálogo, ocorrida na tarde de 28 de julho, Colbert afirma: “E tem que ver aquela obra lá do Amapá, aquela lá da Fátima Pelaes, daquela confusão do mundo todo que é interesse do Sarney. Tá certo? Que se cancelar aquilo, aquilo tá na bica de cancelamento, enfim, algumas que eu sei de cabeça, assim. Cancela aquela, pega Sarney pela proa, já vai ser mais confusão ainda, ok?”.

Emendas. Fátima é autora das duas emendas para o Ibrasi, que, por indicação da deputada, assinou dois convênios com o Turismo. O primeiro, de R$ 4 milhões, deu origem ao inquérito que levou à Operação Voucher. O segundo, de R$ 5 milhões e apelidado de Amapá 2, foi incluído na investigação pelo Ministério Público Federal após se identificar que o projeto nunca existiu.

Ao analisar num relatório sigiloso o teor da conversa entre Colbert e a assessoria, a PF afirma: “Abadia, assessora de Colbert, fala sobre o cancelamento de convênios de 2007, 2008 e 2009 que ainda não iniciaram. Colbert afirma que precisa analisar os de 2009 para decidir quais serão realmente cancelados, citando alguns exemplos, entre eles o Amapá 2, dizendo que seria problemático cancelar, pois seria do interesse de Sarney”. E continua: “Conclui-se, assim, que o período analisado ajudou a desvelar os motivos pelos quais os funcionários do Ministério do Turismo não acompanharam devidamente a execução do convênio sob investigação, deixando ocorrer várias irregularidades em sua execução.”

 

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,projeto-do-turismo-de-interesse-de-sarney-levou-r-3-milhoes,757451,0.htm