Arquivo para dezembro, 2011

Juízes receberam benefício por anos em que eram advogados.

Posted in Sem categoria on dezembro 31, 2011 by gusbrum
O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a 22 desembargadores licenças-prêmio referentes a períodos em que eles trabalharam como advogados, anteriores ao ingresso no serviço público.

Em dois casos, o benefício referente ao período em que atuaram por conta própria chegou a um ano e três meses -ou 450 dias.

O pagamento das licenças-prêmio está sob investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e foi anulado pelo próprio tribunal um dia depois de o conselho iniciar uma devassa na folha de pagamento da corte paulista, no último dia 5.

A atuação do CNJ divide o mundo jurídico desde que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello concedeu liminar impedindo que o conselho abra por iniciativa própria investigação contra juízes (leia entrevistas na pág A8).

A corte possui 353 desembargadores e, segundo a lei, um quinto de seus membros deve ter origem na advocacia ou no Ministério Público.

São os pagamentos feitos a parte dos desembargadores que entraram no tribunal pela cota reservada aos advogados que agora estão sendo analisados pelo CNJ.

A licença-prêmio é um benefício concedido a todos os servidores. A cada cinco anos de trabalho, eles têm direito a três meses de licença.

O tribunal pode converter a licença em pagamento em dinheiro. Cada 30 dias do benefício corresponde a um salário -o dos desembargadores é de R$ 24 mil.

As concessões sob análise começaram a ser pagas em julho de 2010, na gestão do desembargador Antonio Carlos Viana Santos, morto em janeiro, e continuaram sob a administração do atual presidente, José Roberto Bedran.

As maiores licenças-prêmio referentes ao período de exercício da advocacia (450 dias) foram concedidas aos desembargadores José Reynaldo Peixoto de Souza e Hugo Crepaldi Neto.

O cálculo do benefício para Souza teve como marco inicial o ano de 1976, quando atuava como advogado. Ele só ingressou no tribunal 25 anos depois, em 2001.

A licença-prêmio de Crepaldi Neto foi contada de 1983 a 2010, quando ele foi escolhido para compor o tribunal.

Segundo o presidente da Associação Paulista de Magistrados, Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, o pagamento tem como base uma interpretação da Loman (Lei Orgânica da Magistratura).

A lei permite que magistrados contem, para fins de aposentadoria, até 15 anos do tempo em que atuaram como advogados. Porém, a Loman não trata da licença-prêmio.

O TJ-SP deverá julgar o caso após o recesso de janeiro.

A corte também é investigada pelo CNJ por supostos pagamentos de verbas relativas a auxílio moradia de forma privilegiada. O conselho apura ainda possíveis casos de enriquecimento ilícito.

TCU condena espólio de ex-senador a devolver R$ 19,5 milhões

Posted in Sem categoria on dezembro 29, 2011 by gusbrum
BRASÍLIA – O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o espólio do ex-senador e ex-presidente da Infraero Carlos Wilson Rocha de Queiroz Campos (morto em abril de 2009) e o ex-diretor comercial da estatal Fernando Brendaglia de Almeida a devolverem R$ 19,5 milhões aos cofres públicos, a título de prejuízos causados por gestão temerária e “ruinosa”. Em Tomada de Contas Especial (TCE), o órgão constatou que os dois favoreceram uma empresa com contrato firmado, injustificadamente, sem licitação e que não produziu resultados

A parceria com a FS3 Comunicação e Sistemas Ltda, de dezembro de 2003, previa o fornecimento e instalação do Media Plus Advantage v.2, um sistema para gerenciar e comercializar espaços publicitários em aeroportos. A promessa era que a tecnologia alavancaria os lucros da estatal na área, mas, implantada em maio de 2005, ela só operou até dezembro daquele ano. O contrato foi suspenso por conta de irregularidades. O Ministério Público Federal apurou que havia “vícios graves” e vantagens excessivas à empresa contratada. Além do pagamento pelo software, ela receberia da Infraero bônus de 25% sobre o incremento da receita publicitária.

Conforme a auditoria do TCU, a estatal não realizou estudos que justificassem a inexigibilidade da licitação e que demonstrassem, por exemplo, se havia sistemas similares no mercado e os reais benefícios da contratação. Em seu parecer, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Lucas Rocha Furtado, lembrou que vários softwares, com funcionalidades semelhantes, foram encontrados em aeroportos mundo afora. E que o conhecimento da Infraero sobre a tecnologia se deu por simples consulta à internet. “A busca de um sistema como o pretendido somente pela rede mundial de computadores configura incúria dos responsáveis”, escreveu.

O TCU constatou que a Infraero não obteve os resultados financeiros esperados do projeto e não tinha em seu patrimônio o banco de dados elaborado pela FS3, produto esperado do trabalho. Para os auditores, como o contrato não previa condições de continuidade para uso do software após seu encerramento, a estatal ficou refém da empresa como fornecedora exclusiva.

“A presente tomada de contas especial reflete uma sequência de atos de gestão praticados no âmbito da Infraero que culminaram com a celebração de um contrato extremamente ruinoso aos cofres da empresa”, concluiu o relator do caso no tribunal, ministro Raimundo Carreiro.

Conforme a decisão aprovada em plenário, o valor já pago pela Infraero, de R$ 19,5 milhões, terá de ser acrescido de correção monetária e juros a partir de 28 de dezembro de 2005. Para o espólio de Carlos Wilson, no entanto, a cifra a ser paga não pode exceder o valor do patrimônio transferido. Além de condenado a arcar a dívida, Fernando Brendaglia foi multado em R$ 105 mil e ficará proibido de exercer cargos em comissão na administração pública pelo período máximo (oito anos). Cabem recursos ao acórdão.

O TCU também cobrou da Infraero informações sobre o resultado de medidas administrativas e judiciais tomadas a respeito. Procurada ontem, a estatal não se pronunciou, justificando não ter sido notificada pelo tribunal.

O advogado do espólio de Carlos Wilson, Antônio Renato Rocha, informou que o recurso contra a decisão está sendo preparado. Segundo ele, o ex-presidente tomou todas as decisões sobre o contrato em conjunto com a diretoria da Infraero, levando em conta pareceres da comissão de licitação e da procuradoria da estatal:

— Embora fosse ordenador de despesas, ele não fez nada isoladamente. Nem tinha conhecimento técnico e jurídico para isso.

O advogado acrescentou que, com base no mesmo argumento, Carlos Wilson foi absolvido de processos na Justiça e no próprio TCU por superfaturamento em obras de aeroportos.

Ministro do Turismo usa servidor público como motorista da mulher

Posted in Sem categoria on dezembro 23, 2011 by gusbrum

A mulher do ministro do Turismo, Pedro Novais, usa irregularmente um funcionário da Câmara dos Deputados como motorista particular, revela reportagem de Andreza Matais e Dimmi Amora, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O servidor, Adão dos Santos Pereira, fica dia e noite à disposição da mulher do ministro, Maria Helena de Melo, 65, que é funcionária pública aposentada e não trabalha no Congresso.

Folha flagrou o motorista levando a mulher do ministro para visitar lojas em Brasília (veja sequência de fotos).

Sérgio Lima – 8.set.11/Folhapress
Motorista pago para trabalhar na Câmara leva mulher de ministro Pedro Novais (Turismo) às compras
Motorista pago para trabalhar na Câmara leva mulher de ministro Pedro Novais (Turismo) às compras

Segundo a reportagem, Pereira foi contratado pelo gabinete do deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), mas nunca trabalhou ali. O servidor foi exonerado ontem, depois de o deputado saber que aFolha preparava reportagem sobre o caso.

OUTRO LADO

O ministro do Turismo, Pedro Novais, não respondeu ontem por que a mulher usa um servidor do Congresso como motorista particular.

Em nota divulgada à noite, o ministro diz que Pereira foi seu motorista até ser exonerado em dezembro, quando Novais deixou a Câmara para assumir o ministério. A nota diz que Adão dirigia o mesmo carro usado pela mulher do ministro nas últimas semanas e afirma que o carro é alugado.

GOVERNANTA

Na terça-feira (12), a Folha revelou que Novais pagou com verbas da Câmara o salário da governanta de seu apartamento por mais de sete anos, quando exercia mandato como deputado.

A empregada Doralice Bento de Sousa, 49, recebia como secretária parlamentar, mas trabalhava no apartamento de Novais.

Este ano, quando Novais virou ministro, ela deixou de ser governanta e foi contratada como recepcionista por uma empresa terceirizada do Ministério do Turismo.

Após a reportagem, a A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou que o ministro deve prestar esclarecimentos sobre uso do dinheiro público para pagar a governanta.

O Ministério Público Federal do Distrito Federal também decidiu analisar o caso.

 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/974861-ministro-do-turismo-usa-servidor-publico-como-motorista-da-mulher.shtml

Deputado Duarte Nogueira (PSDB) usa assessor como motorista dos filhos

Posted in Sem categoria on dezembro 23, 2011 by gusbrum

O deputado federal Duarte Nogueira, doPSDB paulista, foi acusado de usar dinheiro público para pagar motorista para os filhos, no interior de São Paulo.

A foto no jornal “Folha de São Paulo” é do carro que leva os filhos do deputado Duarte Nogueira para a escola. Segundo a reportagem publicada nesta quinta-feira (22), quem dirige é José Paulo Alves, secretário parlamentar da Câmara Federal em Brasília. A reportagem diz que durante dois dias ele levou um dos filhos do deputado até uma casa para ensaiar música.

O deputado paulista tem 17 secretários parlamentares, entre eles José Paulo Alves Pereira. A Câmara permite a contratação de até 25 secretários. Os deputados recebem verba de R$ 60 mil por mês para pagar esses funcionários. Eles podem atuar em Brasília ou nas cidades que são base política do parlamentar. Mas a norma da Câmara determina que o secretário parlamentar só pode trabalhar em atividades específicas dos gabinetes.

Em nota, o PSDB declarou que o assessor trabalhou como motorista dos filhos de Duarte Nogueira de forma eventual. Segundo a nota, o deputado não sabia que o assessor prestava este serviço para a própria família. E que o que aconteceu não atrapalhou as atividades normais do cargo.

O deputado Duarte Nogueira é o líder dos tucanos na Câmara Federal. E foi um dos primeiros parlamentares a pedir a investigação quando o então ministro do Turismo, Pedro Novais, foi denunciado por usar dinheiro público para pagar o motorista da mulher e a empregada doméstica.

Nesta quinta, a equipe do Jornal Nacional tentou falar com o deputado Duarte Nogueira. Primeiro no apartamento da mãe, onde ele costuma ficar quando vai a Ribeirão Preto. Mas a informação é de que não havia aparecido. A equipe foi também ao escritório político do deputado, em Ribeirão Preto. O assessor confirmou que o deputado estava, mas que não ia gravar entrevista.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/12/deputado-duarte-nogueira-psdb-usa-assessor-como-motorista-dos-filhos.html

Gestores de universidades federais são alvos de inquéritos

Posted in Sem categoria on dezembro 11, 2011 by gusbrum

MEC apura 23 casos de irregularidades em instituições de ensino de 13 estados

BRASÍLIA – Centros de excelência em formação profissional e pesquisa científica, universidades federais têm construído, paralelamente, uma escola de impropriedades na gestão de recursos públicos. Reitores, pró-reitores e ex-dirigentes de, pelo menos, 16 instituições, em 13 estados, são alvos de processos administrativos, auditorias, inquéritos e ações na Justiça por deslizes que vão do favorecimento a parentes e amigos ao desvio de verbas. Só o Ministério da Educação (MEC) apura 23 casos, envolvendo gestores de oito federais, que, se forem considerados culpados, podem perder seus cargos ou, se já afastados, ficar proibidos de voltar ao serviço público e ter as aposentadorias cassadas.

Na lista constam catedráticos que ganharam notoriedade recentemente, como o ex-reitor José Januário Amaral, que renunciou em meio a suspeitas de integrar um esquema de corrupção na federal de Rondônia (Unir). E outros que caíram em desgraça pública bem antes, casos de Timothy Mulholland, da Universidade de Brasília (UnB), envolvido em denúncias de irregularidades em fundações vinculadas à universidade; e de Ulysses Fagundes Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cujos gastos em viagens ao exterior foram o estopim de sua queda. Ambos saíram em 2008, mas ainda não receberam o veredicto do MEC, cujos processos disciplinares (PADs), não raro, são tão lentos que só acabam após os delitos prescreverem.

No Piauí, o reitor da UFPI, Luiz de Sousa Santos Júnior – campeão de PADs no MEC, com oito – acumula ações na Justiça por improbidade administrativa, além de inquéritos no Ministério Público Federal (MPF) e na Polícia Federal que apuram seu envolvimento numa coleção de irregularidades. Numa das ações, ele é acusado pelo MPF de favorecer com 16 contratos, firmados sem licitação, o empresário Cândido Gomes Neto, apontado como controlador de três empresas de publicidade. Em outra, é responsabilizado por gastos abusivos com cartão corporativo, cuja soma alcança R$ 405 mil.

Lei de licitação pública é burlada

A Procuradoria da República no Piauí quer multar o reitor por, supostamente, descumprir ordem judicial que o proíbe de firmar convênios com a Fundação Cultural e de Fomento a Pesquisa, Ensino e Extensão (Fadex), ligada à universidade, para obras e serviços sem previsão legal. E sustenta que a entidade tem sido usada por ele para driblar a exigência de contratar mediante concorrência pública. Empresas mantenedoras da Fadex, como a Construtora F. Ramalho, e que constam em seu estatuto, aparecem no Diário Oficial da União (DOU) também como beneficiárias de contratos da fundação e da UFPI.

O MEC apura a participação da D&P, empresa que pertenceu ao professor Iônio Alves da Silva, ex-coordenador de Comunicação da universidade e ligado ao reitor, em licitação para serviços de publicidade – o processo parou na Justiça. Também está sob investigação o suposto dano ao erário em obras do campus de Bom Jesus. E o uso da Comissão Permanente de Seleção (Copese) para favorecer parentes e pessoas ligadas aos seus integrantes. Por esse motivo, o pró-reitor de Pesquisa, Saulo Brandão, responde a ação de improbidade do MPF.

Na UFPI, foi necessária a intervenção de procuradores da República até para que o nome de uma colega do reitor no Departamento de Química, posto como homenagem num prédio da universidade, fosse retirado. Em representação, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Associação de Docentes (ADUFPI) pedem que o MEC apure a suposta concessão de bolsas, pela Fadex, a Santos Júnior e a uma de suas filhas. Ele nega.

País afora, também estão sob investigação casos de irregularidade em licitações e malversação de verbas na federais de Rio, Amazonas, Pará, Minas, Sergipe, Acre e Pernambuco. No Rio Grande do Sul, o ex-reitor da Universidade de Santa Maria (UFSM) é réu da Operação Rodin, da Polícia Federal, que apurou o suposto desvio de R$ 44 milhões do Detran-RS, por meio de fundações ligadas à universidade. Ele também é um dos investigados no controle interno do MEC. Em Pernambuco (UFPE), um dos alvos são contratações reiteradas das mesmas empresas para fornecer materiais de construção.

Em 23 de novembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) mandou suspender licitação da federal de Juiz de Fora (UFJF) para ampliar o hospital universitário. A obra está orçada em R$ 136,8 milhões. Os motivos são um sobrepreço de R$ 15,7 milhões, apontado na auditoria, restrições à competitividade e indícios de conluio entre as únicas três construtoras que participaram da concorrência. Os preços apresentados por elas foram tão parecidos que a primeira classificada, com o maior desconto, tinha uma diferença de apenas 0,38% em relação ao valor de referência.

Na decisão, relatada pelo ministro José Múcio, o tribunal pede à PF e ao MPF que apurem o caso. E afirma que, embora tenha pedido correções no edital em ocasião anterior, a universidade não o fez.

No Rio, o TCU aplicou este ano multas de R$ 20 mil ao ex-reitor da UFRJ Aluísio Teixeira, e de R$ 5 mil à vice-reitora de sua gestão, Sylvia da Silveira Mello Vargas, por impropriedades em parceria com o Sindicato Nacional dos Oficiais de Marinha Mercante (Sindmar) para a instalação de um simulador aquaviário. Os recursos do projeto foram destinados por emenda da deputada Jandira Feghali (PCdoB). O equipamento foi instalado na entidade, presidida na época pelo marido da parlamentar, Severino Almeida Filho.

Segundo o relatório que embasou a decisão, a aquisição feriu a Lei de Licitações e foi direcionada ao Sindmar. Além disso, permitiu-se “o envolvimento da universidade em benefício de uma organização sindical”. O equipamento, sustenta o tribunal, sequer era necessário à UFRJ. A reitoria nega irregularidades. Houve recursos ao acórdão, mas o tribunal manteve as multas e deu prazo para o pagamento

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/gestores-de-universidades-federais-sao-alvos-de-inqueritos-3425418#ixzz1gCV5drAu
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Tribunais ignoram teto e centenas de magistrados ganham mais de R$ 40 mil

Posted in Sem categoria on dezembro 11, 2011 by gusbrum
Felipe Recondo, de o Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Donos dos maiores salários do serviço público, magistrados espalhados por tribunais Brasil afora aumentam os vencimentos com benefícios que, muitas vezes, elevam os rendimentos brutos a mais de R$ 50 mil mensais. Levantamento feito pelo Estado nas últimas semanas adianta o que uma força-tarefa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) busca identificar nas folhas de pagamentos de alguns Estados do País.

Veja também:
link Governo admite elevar contribuição de servidor 

A radiografia da folha dos tribunais revela centenas de casos de desembargadores que receberam nos últimos meses mais que os R$ 26,7 mil estabelecidos como teto – o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Em setembro deste ano, por exemplo, 120 desembargadores receberam mais do que R$ 40 mil e 23 mais de R$ 50 mil. Um deles ganhou R$ 642.962,66; outro recebeu R$ 81.796,65.

Há ainda dezenas de contracheques superiores a R$ 80 mil e casos em que os valores superam R$ 100 mil. Em maio de 2010, a remuneração bruta de 112 desembargadores superou os R$ 100 mil. Nove receberam mais de R$ 150 mil.

Auxílios, abonos, venda de parte dos 60 dias de férias e outros penduricalhos, muitos isentos da cobrança de imposto de renda, fazem com que alguns tribunais paguem constantemente mais do que o teto de R$ 26,7 mil.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os pagamentos mensais superiores a R$ 50 mil são comuns (leia nesta página). Em determinados meses, os rendimentos de dezenas de desembargadores superam R$ 100 mil. Os casos de pagamentos elevados são mais comuns no Rio.

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o pagamento de vantagens, inclusive auxílio-moradia, eleva o pagamento de desembargadores mês a mês a R$ 41.401,95. No Espírito Santo, lei aprovada pela Assembleia Legislativa garantiu aos desembargadores um pagamento de atrasados que aumentam os rendimentos para mais de R$ 30 mil.

 

Por serem auxílios que não são incorporados ao valor do subsídio dos magistrados, limitado a R$ 26,7 mil, as quantias não são abatidas pelo teto.

De acordo com os dados, há 19 benefícios previstos legalmente, como função gratificada, parcela autônoma de equivalência e pagamento por hora-aula que elevam os salários.

O Tribunal de Justiça do Rio, contactado oito vezes por e-mail e duas vezes por telefone, não se manifestou sobre os dados.

Auxílio-moradia

Em Mato Grosso, o pagamento de auxílio-moradia aos desembargadores, mesmo para os que já moravam no Estado, contribui para aumentar os rendimentos. Dos 26 desembargadores, 24 receberam R$ 41.401,95. Além do salário de R$ 24.117,64, os desembargadores recebem auxílio de R$ 11.254,90 e vantagens eventuais de R$ 6.029,41.

De acordo com a assessoria do tribunal, os valores correspondem a auxílio-moradia, parcelamento do 13.º salário, e abono de férias. O pagamento do auxílio, porém, está sendo contestado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo. Segundo o TJ, o benefício está lastreado em liminares concedidas pelo STF. Por serem decisões provisórias, o pagamento poderá ser julgado ilegal e suspenso.

O tribunal do Mato Grosso do Sul gastou R$ 723 mil em salário e R$ 914 mil em auxílios, vantagens e abonos.

 

No Tribunal de Santa Catarina, os desembargadores recebem R$ 2.211,13 de auxílio-moradia, além do subsídio de R$ 22.111,25. Apesar da exigência do Conselho Nacional de Justiça, o TJ não divulga quanto cada desembargador recebeu em vantagens e outros auxílios.

Regra

Pela Constituição, os desembargadores podem receber até 90,25% do que é pago a um ministro do Supremo. Mesmo não sendo obrigatório que recebessem o máximo possível. No Espírito Santo, a Assembleia garantiu o pagamento dessa diferença em 2011. De acordo com o tribunal, a lei atende à reivindicação antiga da magistratura.

Em duas frentes simultâneas, o CNJ está investigando as folhas de pagamento dos tribunais de todo o País.

Na semana passada, a Corregedoria Nacional de Justiça iniciou uma devassa na folha de pagamentos do Tribunal de Justiça de São Paulo. A partir de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Corregedoria passou a investigar movimentações suspeitas de 17 magistrados.

A devassa vai se estender por 22 tribunais. Há suspeitas de que valores podem ter sido usados para comprar decisões judiciais.

Em outra frente, a Secretaria de Controle Interno do CNJ faz uma auditoria nas folhas de pagamento em busca de violações ao teto de R$ 26,7 mil. Conforme integrantes do Conselho, a investigação deve se encerrar em 2012 e já foram identificados casos de descumprimento do teto.

 

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tribunais-ignoram-teto-e-centenas-de-magistrados-ganham-mais-de-r-40-mil,809371,0.htm?p=3

3.488 servidores trabalham na Assembleia em lista divulgada pela Assembleia Legislativa dede São Paulo tem

Posted in Sem categoria on dezembro 10, 2011 by gusbrum

Jair Stangler, do estadão.com.br

A lista divulgada no Diário Oficial deste sábado, 10, pela Assembleia Legislativa de São Paulo, relaciona 3.488 servidores da Casa e suas respectivas lotações. Mas a relação não diferencia quais funcionários são efetivos e quais são comissionados, uma das principais questões levantadas por deputados da Assembleia. Também não foi informado o salário dos servidores, uma das informações requeridas pelo estadão.com.br em pedido oficial enviado à Assembleia na quinta-feira, 10, para que a lista fosse divulgada.

A divulgação dos nomes dos servidores aconteceu após 11 anos de briga na Justiça. A ação para a divulgação da lista completa com nomes e funções dos quase 3,5 mil servidores a Casa começou em 2000. Na última decisão, a Justiça de SP ordenou que o Legislativo divulgasse a lista em “periódico oficial”. A Casa aguardava a notificação da decisão para divulgar a lista.

Ninguém sabe exatamente o total de gastos com folha de pessoal dos 94 deputados paulistas. Em reportagens publicada no dia 28 de novembro, o ‘Estado’ mostrou que o Legislativo de São Paulo mantém funcionários comissionados que cumprem jornada dupla, muitas vezes em cidades distantes, e que, não raro, não são vistos na Casa.  As reportagens também mostraram casos de funcionários fantasmas e de vereadores em outras cidades que são também assessores de deputados.

Desde o início de dezembro, estadão.com.br vinha cobrando a divulgação da lista de servidores da casa. Até esta sexta-feira, 9, 17 deputados divulgaram a lista de seus gabinetes. A liderança do PDT também havia divulgado sua lista de funcionários. O estadão.com.br também fez uma série de entrevistas com os deputados estaduais, para entender por que a lista não era divulgada. Foram entrevistados os deputados Major Olímpio (PDT)Carlos Giannazi (PSOL)Orlando Morando (PSDB),  Edinho Silva (PT) e Célia Leão (PSDB).

Na quinta-feira, 8, o líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Orlando Morando, havia afirmado ao estadão.com.br que a Casa irá divulgar no sábado, 10, a lista completa dos servidores da Casa. De acordo com ele, a Assembleia recebeu a notificação judicial ordenando a divulgação da lista nesta quinta. Na quinta-feira também, estadão.com.br protocolou pedido oficial na Assembleia para que a lista fosse divulgada.

Em nota divulgada na sexta-feira, 9, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de São Paulo havia dito que publicaria na edição deste sábado 10, do Diário Oficial do Legislativo, a relação de servidores da Casa com suas respectivas lotações.

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/12/10/lista-divulgada-pela-assembleia-de-sao-paulo-tem-3-488-servidores/