Arquivo para outubro, 2016

Andrade Gutierrez confirma doação de R$ 20 milhões a Aécio Neves (PSDB-MG)

Posted in Sem categoria on outubro 29, 2016 by gusbrum

 

PSDB e Aécio Neves entraram com ação de impugnação de mandato após delação da Andrade Gutierrez sobre doação eleitoral a Dilma. No entanto, origem do dinheiro para as campanhas do PSDB e PT é a mesma, confirma empreiteira
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Imagem: Pragmatismo Político

Jornal GGN

Otávio Marques de Azevedo, empresário da Andrade Gutierrez, confirmou que fez doações à campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB), em 2014, a pedido de um tesoureiro “informal”, o ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Oswaldo Bordes da Costa.

Na Operação Lava Jato, Oswaldo aparece em mensagens como “Oswaldinho”, cobrando propina da OAS em cima dos contratos das obras da Cidade Administrativa que Aécio construiu em Minas ao custo de R$ 1 bilhão. A informação saiu da delação de Leo Pinheiro.

No caso da Andrade Gutierrez, o depoimento sobre a doação eleitoral em 2014, no valor de R$ 20 milhões ao PSDB, e mais R$ 21 milhões ao PT nacional, foi dado ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, em 19 de setembro, para instruir a ação de impugnação de mandato eletivo (AIME) que o PSDB apresentou para tentar cassar Dilma Rousseff.

No depoimento, o ex-presidente da Andrade confirma que fez a doação a pedido de Oswaldinho, e que tirou os recursos do mesmo caixa que abasteceu o PT. Ele também disse que, no caso do PT, alguns repasses podem ter sido feitos por cobrança de Antonio Palocci e Ricardo Berzoini no contexto investigado pela Lava Jato – propina como contrapartidas pelas obras junto ao governo federal – mais especificamente, por Belo Monte.

Porém, no caso do PSDB de Aécio, ele disse que não houve obras relacionadas no pedido de doação. Contudo, a Andrade Gutierrez, assim como a OAS, fizeram parte dos três consórcios de nove empreiteiras que ajudaram a tirar a Cidade Administrativa do papel. São elas: Camargo Correa, Mendes Júnior, Santa Bárbara, Norberto Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Via Engenharia e Barbosa Mello.

PSDB confirmou que Oswaldo atuava como operador do setor financeiro da campanha de Aécio, e disse que até agora não encontraram nenhuma irregularidade em sua atuação.

Oswaldo Borges atuou na campanha eleitoral do PSDB em 2014 – ao lado do sr Sérgio Freitas e tendo sido o ex-ministro José Gregori coordenador financeiro – , apoiando o comitê financeiro, sendo esse um fato de amplo conhecimento público, não havendo nele nenhum tipo de incorreção.”

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Fonte: Pragmatismo politico http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/10/andrade-gutierrez-confirma-doacao-de-r-20-milhoes-a-aecio-neves.html

MPF denuncia Palocci e mais 14 por corrupção e lavagem de dinheiro

Posted in Sem categoria on outubro 29, 2016 by gusbrum

Ex-ministro e Odebrecht estabeleceram “amplo e permanente esquema de corrupção”
Agência Brasil+AAImprimir

O ex-ministro Antônio Palocci e outras 14 pessoas foram denunciadas nesta sexta-feira (28) pelo Ministério Público Federal (MPF) no Paraná  pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia tem por base as apurações realizadas na 35ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no dia 26 de setembro, que resultou na prisão de Palocci.

Segundo o MPF, o ex-ministro e a empreiteira Odebrecht estabeleceram, entre 2006 e 2015, um “amplo e permanente esquema de corrupção” que envolvia pagamento de propinas destinadas “majoritariamente ao Partido dos Trabalhadores (PT)”. A denúncia afirma que Palocci atuou de modo a garantir que a empresa vencesse uma licitação da Petrobras para a contratação de 21 sondas. Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa, condenado na Lava Jato a 19 anos e quatro meses de prisão, também aparece entre os denunciados.

Junto com a denúncia, o MPF solicitou à Justiça Federal que bloqueie, das contas de todos os acusados, R$ 252,5 milhões, referentes à propina paga nos contratos firmados entre a Petrobras e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, por intermédio da Sete Brasil; e R$ 32,1 milhões correspondentes às operações de lavagem de dinheiro apuradas pelo MPF.

Antônio Palocci está detido na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi ministro da Fazenda no governo Lula e ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff.

Veja a lista de denunciados:

– Antônio Palocci, ex-ministro;

– Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci;

– Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht;

– Fernando Migliaccio da Silva, ex-executivo da Odebrecht;

– Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, executivo da Odebrecht;

– Luiz Eduardo da Rocha, executivo da Odebrecht;

– Olivio Rodrigues Junior, sócio da empresa JR Graco Assessoria e Consultoria Financeira Ltda;

– Marcelo Rodrigues, apontado pelo MPF como representante da Klienfeld Services, offshore vinculada ao Grupo Odebrecht;

– Rogério Santos de Araújo, ex-executivo da Odebrecht;

– João Santana, ex-marqueteiro do PT;

– Mônica Moura, publicitária, esposa de João Santana;

– João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT;

– João Carlos Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil;

– Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras;

– Renato Duque, ex-diretor da Petrobras.

 

Fonte: Jornal do Brasil
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/10/28/mpf-denuncia-palocci-e-mais-14-por-corrupcao-e-lavagem-de-dinheiro/

Odebrecht acaba de confirmar que R$ 34,5 milhões foram repassados via caixa dois, à campanha presidencial de Jose Serra (PSDB-SP)em 2010

Posted in Sem categoria on outubro 28, 2016 by gusbrum

 

Chega ao fim a carreira política do chanceler brasileiro José Serra; manchete da Folha desta Sexta-feira.

© Reuters

 

A delação da Odebrecht na Lava Jato caiu como uma bomba no primeiro escalão do governo. Já de cara, os dirigentes da empreitera confessaram dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados via caixa dois, à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010, corrigidos pela inflação, estes valores hoje estariam em torno de  R$ 34,5 milhões.

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De acordo com a publicação da Folha de S. Paulo, a empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça. O acerto do repasse para Serra, teria sido feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que fazia parte da coordenação da campanha do tucano.

O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra. Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

A operação foi articulada pelo ex-tesoureiro tucano Márcio Fortes e por Ronaldo Cezar Coelho, um banqueiro e político do PSDB tucano.

Os executivos da empreiteira também prometeram entregar os recibos dos depósitos de um valor que, corrigido pela inflação, hoje seria de R$ 34,5 milhões.

Serra foi um dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff e, no gabinete de Michel Temer, pretendia se credenciar para chegar à presidência da República, mas sua continuidade no cargo é insustentável.

Em breve, ele deverá ser denunciado pela procuradoria-geral da República e Michel Temer, que também deve aparecer na delação da Odebrecht, não terá como mantê-lo no Itamaraty.

Procurada, a assessoria de Serra disse que não iria se pronunciar sobre ‘supostas acusações, de supostas delações relativas ao recebimento de doações feito em a sua campanha’.

 

Fonte Folha de São Paulo

Posted in Sem categoria on outubro 28, 2016 by gusbrum

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Sob administração do PSDB, Linha 15 do Metrô custa o triplo do orçado e transporta 1% do previsto

Posted in Sem categoria on outubro 28, 2016 by gusbrum

Em 2009, foram estimados 550 mil passageiros por dia e inauguração em 2012. Sete anos depois, a linha tem duas estações e transporta 5.200 pessoas por dia
por Rodrigo Gomes, da RBA  publicado 26/10/2016 15:51, última modificação 26/10/2016 22:35
ALEXANDRE CARVALHO/GOVSP
alckmin

Alckmin visitou ontem (25) as obras da estação Jardim Planalto do monotrilho e anunciou ampliação do horário

São Paulo – Desde que foi inaugurado, em agosto de 2014, o monotrilho da Linha 15-Prata (Cidade Tiradentes–Vila Prudente) do Metrô de São Paulo, empresa administrada pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB), transportou, em média, 5.200 pessoas por dia, num total de 3,9 milhões de passageiros. O número equivale a menos de 1% dos 550 mil passageiros por dia, estimados em 2009, quando as obras foram iniciadas. Isso decorre dos vários atrasos que o empreendimento acumula. A primeira previsão de conclusão era para 2012. Porém, somente duas estações estão operando, oito estão previstas para 2018 e oito tiveram a construção suspensa.

O atraso nas obras, tocadas pelo Consórcio Expresso Monotrilho Leste (CEML), que inclui as construtoras Queiroz Galvão e OAS e a empresa de tecnologia Bombardier, deixa sem uso, pelo menos, 16 composições, das 20 adquiridas para operar no monotrilho. O trecho em funcionamento, de 2,9 quilômetros, comporta apenas quatro trens. As demais ficam paradas no pátio Oratório. Um dos principais problemas foi a “descoberta” de um córrego sob o trecho em que seriam construídas três estações, que não estava previsto no projeto.

Enquanto a obra avança lentamente, o orçamento mais do que triplicou. De 2009, quando foi anunciada pelo ex-governador e hoje ministro de Relações Exteriores José Serra (PSDB), até agora, o orçamento foi revisto de R$ 2,3 bilhões para R$ 7,1 bilhões, um acréscimo de 208%. No entanto, enquanto o Plano Plurianual 2011-2014, do governo Alckmin, previa investimentos de R$ 3,8 bilhões na obra, somente R$ 1,5 bilhão foi aplicado – 60% menos.

Atualmente, o governo do estado estuda privatizar a operação do monotrilho, para evitar a contratação de trabalhadores metroviários – que ficariam sob responsabilidade do concessionário – e arrecadar dinheiro para concluir estações e trechos em obras. Assim como na proposta de privatização das linhas 5-Lilás (Capão Redondo–Chácara Klabin) e 17-Ouro, não estariam previstos investimentos do consórcio que vencer a licitação para operação da Linha 15. Apenas manutenção e atualização do sistema.

Sistema, aliás, que não funciona satisfatoriamente. A linha é operada pelo sistema Controle de Trens Baseado em Comunicação (CBTC, na sigla em inglês), o mesmo que pode colocar dois trens em rota de colisão na Linha 2-Verde, conforme a RBA revelou este mês. No último dia 10, um trem do monotrilho deixou a plataforma da estação Oratório com todas as portas abertas. Por questão de segundos, duas mulheres quase ficaram presas entre as portas da plataforma e da composição, ao tentar ingressar no vagão quando as entradas reabriram.

O monotrilho é suspenso e os trens circulam numa espécie de viga central. Entre os dois viários há uma plataforma para evacuação do trem, com uma grade de proteção. O lado oposto, no entanto, não possui proteção lateral – a altura que separa o trilho da Avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Melo é de 15 metros. O Metrô informou que “recolheu o trem para a manutenção e acionou a fabricante da composição”.

A linha foi anunciada como uma grande novidade, de construção mais rápida e grande capacidade de transporte de passageiros. “É um grande ganho para a população: transporte de qualidade, de alta capacidade, rápido, direto, com conforto, com segurança e alta tecnologia. Esse é o primeiro monotrilho brasileiro, o primeiro fabricado no Brasil e o maior monotrilho do mundo”, disse Alckmin, em julho de 2014, durante apresentação dos trens da linha.

Ontem (25), o governador visitou as obras da estação Jardim Planalto e anunciou a extensão do horário de funcionamento da Linha 15, que passa a funcionar como as demais linhas: das 4h40 a 0h. Até então, funcionava das 6h às 20h.

A demanda total de passageiros estimada para o monotrilho é metade das duas principais linhas do sistema metroviário. A Linha 1-Azul (Jabaquara–Tucuruvi) transporta 1,1 milhão de pessoas por dia. Já a Linha 3-Vermelha (Corinthians-Itaquera–Palmeiras-Barra Funda) transporta 1,2 milhão.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2016/10/dois-anos-apos-inauguracao-linha-15-do-metro-transporta-1-dos-passageiros-previstos-2720.html

No momento em que o governo tenta cortar gastos, Camara aprova reajuste que terá um impacto de R$ 2 bilhões nos cofres públicos

Posted in Sem categoria on outubro 26, 2016 by gusbrum
Comissão aprova reajuste de 37% para Polícia Federal, PRF e Dnit
Jornal do Brasil

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A comissão especial da Câmara sobre projeto de reajustes para carreiras de servidores aprovou, na manhã desta quarta-feira (26), o aumento salarial para policiais federais, policiais rodoviários federais, peritos federais agrários e servidores do plano plano especial de cargos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O relator da proposta é o deputado Laerte Bessa (PR-DF).

O texto seguirá para análise do Senado, já que tem caráter terminativo. Por isso, ele não passará pelo plenário da Câmara, salvo se algum recurso for apresentado.

A proposta é que haja reajustes de até 37%, a serem pagos em três parcelas, até 2019. De acordo com previsão do governo, reajuste das cinco carreiras terá um impacto nos cofres públicos de R$ 2 bilhões em 2017, de R$ 548 milhões em 2018 e de R$ 546 milhões em 2019. A sessão foi acompanhada por mais de 150 policiais de 25 sindicatos da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal de todo o país.

Tramitação rápida

Os deputados se dispuseram a ajudar na tramitação rápida do projeto no Senado para que não ocorram atrasos nos pagamentos. O vice-líder do governo, deputado Fernando Francischini (SD-PR), citou também a tramitação da proposta que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos (PEC 241/16), aprovada nesta terça-feira (25) pela Câmara, “para que a aprovação antes da aprovação da PEC 241 possa acontecer no Senado, trazendo tranquilidade”.

Comissão aprova reajuste de 37% para Polícia Federal, PRF e Dnit
Comissão aprova reajuste de 37% para Polícia Federal, PRF e Dnit

Segundo ele, “mesmo vislumbrando que um projeto do próprio governo como esse com certeza não vai ser afetado pela PEC, nós podemos também, para deixar todas as categorias mais tranquilas, aprovar antes da PEC 241 para que isso possa passar de uma maneira tranquila e todos possam estar no fim do ano esperando a primeira parcela da recomposição de uma maneira muito tranquila.”

Cálculo do reajuste

Para 2017, a PEC prevê um reajuste das despesas em geral de 7,2%; e, para os anos seguintes, pela inflação medida pelo IPCA. Mas os reajustes salariais – que, segundo os deputados, repõem perdas acumuladas – são, por exemplo, de mais de 23% para os policiais já em 2017 e de pouco mais de 35%, no total da categoria, até 2019.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que a proposta do limite de gastos também poderá ter efeitos sobre novos reajustes e reposição de pessoal, pois, segundo ela, “o não cumprimento do teto em algumas áreas determina o não reajuste de salário, a não manutenção de vantagens e a não existência de concursos públicos”.

“Quero citar também que gasto primário, que é o que trata a PEC 241, engloba o aposentado servidor. Se alguém da ativa cumprir o seu período e for para a aposentadoria, não abrirá automaticamente vaga na ativa”, destacou.

Vitória dos policiais

Para a deputada Soraya Santos (PMDB-RJ), porém, o momento é de avançar na negociação dentro do Senado: “Mas essa manhã não é manhã de politizar, de trazer problemas. É manhã de celebrar a grande vitória que os policiais rodoviários federais conquistaram nesse Brasil por sua forma de lutar, por sua forma de trabalhar”.

Novos reajustes

O deputado João Campos (PRB-GO), presidente da comissão especial, informou que os deputados também estão negociando com o governo reajustes para outras categorias, como os fiscais do Ministério do Trabalho.

Policiais do DF

A comissão decidiu ainda fazer uma indicação à Presidência da República para que negocie com o governo do Distrito Federal reajustes semelhantes aos dos policiais federais para a Polícia Civil do DF.

 

Deputados defenderam que o projeto seja votado pelo Senado antes da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para o gasto público.

A aprovação do reajuste acontece no dia seguinte à aprovação, no plenário da Câmara, em segundo turno, da PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos para os próximos 20 anos.

A matéria, de iniciativa do Poder Executivo, foi aprovada por 359 votos a 116, quórum semelhante ao de primeiro turno (366 a 111), e será analisada agora pelo Senado. A proposta tem gerado fortes debates e protestos, principalmente contra o limite de investimentos em áreas importantes, como a saúde e a educação.

De acordo com o substitutivo aprovado, do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), o chamado novo regime fiscal valerá para os orçamentos Fiscal e da Seguridade e para todos os órgãos e Poderes.

O texto cria limites individualizados para: Poder Executivo; tribunais e Conselho Nacional de Justiça no Judiciário; Senado, Câmara dos Deputados e Tribunal de Contas da União (TCU) no Legislativo; Ministério Público da União e Conselho Nacional do Ministério Público; e Defensoria Pública da União.

Fonte: Jornal do Brasil
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/10/26/comissao-aprova-reajuste-de-37-para-policia-federal-prf-e-dnit/

Michel Temer financiou relator da PEC 241, a do congelamento de gastos. Deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) recebeu 100 mil reais

Posted in Sem categoria on outubro 25, 2016 by gusbrum
Congresso
Temer financiou relator da PEC 241, a do congelamento de gastos
por André Barrocal — publicado 24/10/2016 12h11
Deputado Darcísio Perondi recebeu 100 mil reais do presidente na eleição de 2014. Doação tornou Temer “ficha suja”
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Darcísio Perondi e Michel Temer

Darcísio Perondi tem muito a retribuir a Temer

O deputado gaúcho Darcísio Perondi (PMDB) é relator na Câmara da PEC 241, a proposta do governo de congelar por 20 anos os investimentos públicos em saúde, educação e assistência social, entre outros. Deu parecer favorável ao texto, que deve ser votado de novo pelos deputados nesta terça-feira 25, e até incluiu o salário mínimo na mira da limitação. Uma atuação digna de recompensar a fé financeira de Michel Temer em sua candidatura na eleição de 2014.

Naquela campanha, Perondi recebeu 100 mil reais de Temer, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Metade doada pelo presidente na condição de pessoa física, um cheque em 30 de setembro de 2014. E metade – um cheque de 2 de outubro – doada por Temer por meio de uma empresa que ele tinha criado com a finalidade exclusiva de ajudar os amigos na eleição.

Por trás das duas contribuições financeiras a Perondi, há histórias curiosas.

A doação do Temer “pessoa física” colaborou para o presidente ser hoje um político “ficha suja”, proibido de candidatar-se. O título foi-lhe concedido em junho passado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), após um julgamento em maio terminar por condená-lo .

Além dos 50 mil a Perondi, o Temer “pessoa física” dera a mesma quantia a outro candidato a deputado federal pelo PMDB gaúcho, Alceu Moreira, igualmente eleito. O total de 100 mil reais representou 11,9% da renda que o presidente declarou ter tido em 2013. Pela lei eleitoral vigente naquela campanha, os brasileiros podiam doar no máximo 10% da renda declarada do ano anterior.

Por ter excedido o limite, Temer foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral e sentenciado pelo TRE-SP a pagar multa e a ficar inelegível por oito anos.

A condição de “ficha suja” ainda pode ser revogada. O presidente do TRE-SP, Mário Devienne Ferraz, reuniu-se com Temer no Palácio do Planalto no mesmo dia em que os deputados votavam em plenário, pela primeira vez, na segunda-feira 10, o relatório de Perondi sobre o congelamento das verbas sociais.

Já a doação feita a Perondi pelo Temer “pessoa jurídica” foi na verdade um repasse de recursos obtidos pelo presidente com uma família de suas relações, os Borges Torrealba.

A família tem desde 1998 uma concessão pública para operar um terminal no Porto de Santos, por meio de uma empresa chamada Libra. Temer até hoje exerce influência política no porto. Via apadrinhados, garantiu em setembro de 2015 a renovação da concessão de Libra por 20 anos, apesar de a empresa ter uma dívida bilionária com o Porto.

Na eleição de 2014, os Borges Torrealba depositaram 1 milhão de reais em uma conta de campanha de Temer, que naquela eleição concorria a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Um ótimo investimento, a julgar pela renovação da concessão um ano depois.

Financiar campanhas no Brasil é um investimento de retorno garantido…

Fonte: Carta Capital http://www.cartacapital.com.br/politica/temer-financiou-relator-do-congelamento-de-verbas