R$ 2,5 milhões em desvios combustíveis das Barcas no Rio de Janeiro

Polícia prende acusados de desviar combustíveis das Barcas. Entre os suspeitos estão dois funcionários. Caso foi levado para a 79ª DP (Jurujuba)

Agentes da 79ª DP (Jurujuba) desmontaram esquema de fraude que nos dois últimos anos teria causado prejuízo de R$ 2,5 milhões às Barcas, com o desvio mensal de R$ 100 mil em combustíveis. Ao todo, quatro pessoas foram presas acusadas de participarem do esquema, mas a polícia não descarta a participação de outras.

Entre os detidos em flagrante, estão dois funcionários da CCR Barcas. Eles foram autuados por formação de quadrilha e apropriação indébita. São eles o supervisor de abastecimento da CCR Barcas, Cláudio Pereira dos Santos, de 39 anos, e o responsável pelo abastecimento Marcus Vinicius Oliveira de Araújo, de 28.

Os outros suspeitos detidos foram José Paramos Duran, proprietário da empresa Tropical Distribuidora e o motorista de caminhão Marcos Neves de Assis, de 36 anos. Eles foram autuados pelos mesmos crimes.
O esquema foi descoberto através de uma denúncia anônima que informava sobre o desvio feito pelos funcionários da distribuidora com auxílio de funcionários da CCR Barcas. Do diesel que retornava para a empresa, parte era revendida e outra parte era utilizada nos próprios caminhões da frota que entregava o combustível. Os acusados foram abordados pela polícia ao deixarem a Estação Charitas, com parte da carga que deveria ter sido entregue ainda dentro de um dos caminhões.

O desvio, segundo a polícia, era feito durante a madrugada, durante os abastecimentos. Pelo contrato, deveriam ser entregues 15 mil litros por dia, mas entre de 1,5 e 2 mil litros voltariam para a distribuidora dentro do próprio caminhão de abastecimento.

Ainda segundo a polícia, cada litro custava entre R$ 1,20 e R$ 1,50 e o dinheiro referente ao combustível não entregue seria repartido entre os membros da quadrilha.
De acordo com o delegado Gláucio Paz, que assumiu a distrital nesta semana, o combustível ficou apreendido e o caminhão de entrega ficou retido na delegacia até que o combustível seja devolvido para a CCR Barcas.

“Eles assumiram o golpe e confirmaram que já fazem isso há cerca de dois anos. O dono da distribuidora repassava uma parte do lucro obtido com a fraude”, afirmou o delegado.
A concessionária CCR Barcas informou em nota que foi surpreendida com o esquema fraudulento e que vai estar à disposição da Polícia Civil. Os dois funcionários presos na ação policial, assim que provada suas participações no crime, serão afastados da empresa.

http://www.ofluminense.com.br/editorias/policia/prejuizo-chega-r-25-milhoes

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