Deputado do PMDB bate o recorde ao comprar 75 passagens aéreas em um so dia e ainda por cima com dinheiro público .

Irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, garantiu ter usado saldo restante da cota parlamentar no ano de 2016

Os trechos das passagens aéreas compradas por Lúcio Vieira eram de Brasília para Salvador, domicílio eleitoral do deputado / Foto: Reprodução/Facebook

Os trechos das passagens aéreas compradas por Lúcio Vieira eram de Brasília para Salvador, domicílio eleitoral do deputado
Foto: Reprodução/Facebook
JC Online

deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) comprou, apenas no dia 28 de dezembro do ano passado, 75 passagens aéreas em seu nome e no nome do assessor dele André Luiz Avelar F. Sant’Anna. O período, que teoricamente seria de recesso parlamentar, foi de movimentação agitada nas agências de viagens credenciadas à Câmara. Com a proximidade do fim do ano, alguns parlamentares, como o deputado baiano, aproveitaram a “sobra” da cota parlamentar para garantir o gasto completo dos recursos, que valeriam até o último dia daquele ano, 31 de dezembro.

 

Os trechos das passagens aéreas compradas por Lúcio Vieira eram de Brasília para Salvador, domicílio eleitoral do deputado, e da capital baiana para o Distrito Federal. Duas passagens iam e voltavam de Brasília a Teresina (PI), que segundo o deputado em entrevista ao UOL, tiveram o lançamento errado pela Câmara e foram tirados para outro assessor, Luciano Lustosa.

Somados os trechos, são 79.935 km, considerando a distância aérea entre as localidades. Em um dia, o deputado comprou um total de passagens, que pela distância entre os pontos de destino e de chegada, praticamente equivalem a dar duas voltas inteiras na circunferência da Terra, que é de 40.075 km.

Compra das passagens

A decisão, que não é ilegal, de comprar as 75 passagens aéreas em um único dia foi tomada na última semana do ano, conforme alegou o deputado. Segundo ele, a secretária havia avisado sobre um “saldo grande de R$ 200 mil” na cota parlamentar.

Lúcio confirmou a emissão dos bilhetes e atestou que se não aproveitasse a passagem no dia, ‘já era’; a companhia não devolve o dinheiro para a cota, mas faz o ressarcimento à Câmara. “A gente ganha R$ 33 mil, o líquido dá R$ 26 mil. Se comprar passagem, aí não dá (o salário)”, explicou ele.

Lúcio Vieira Lima não foi o único a utilizar o expediente no final de 2016. Além dele, cinco parlamentares fizeram compras em lotes superiores a 30 passagens aéreas em pelo menos dois dias de dezembro para que a verba do exercício de 2016 não fosse inutilizada.

A cota parlamentar varia para cada parlamentar, conforme o Estado de origem. Como a verba mensal pode ser acumulada, é possível que existam estouros mensais no uso dessa cota, mas não anuais. Na virada de cada ano, caso não tenha gasto o saldo restante, o parlamentar não terá no ano seguinte o valor acrescido.

 

 

FONTE: http://cbn.globoradio.globo.com

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