Operação do MPE prende seis acusados de desviar mais de R$ 20 milhões da Prefeitura de Ilhéus

Entre os presos estão empresários e um vereador da cidade que faziam parte de um grupo que atuava desde 2009, fraudando licitações

Em uma operação do Ministério Público Estadual (MPE), deflagrada na madrugada desta terça-feira (21), seis pessoas, dentre empresários e um vereador, foram presas no município de Ilhéus, na região Sul do estado. A ação foi para desmantelar um grupo criminoso que praticava fraudes e superfaturamento em procedimentos licitatórios e contratos realizados pela prefeitura da cidade. O grupo atuava desde 2009 e já faturou mais de R$ 20 milhões.

Denominada “Operação Citrus”, a ação é realizada pela 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e suporte operacional da Polícia Civil, através do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e do Departamento de Polícia do Interior (Depin).

Foram presos o líder do grupo criminoso Enoch Andrade Silva, dono de cinco empresas envolvidas no esquema, a mulher dele, Thayane Santos Lopes, Wellington Andrade Novais, funcionário de Enoc e laranja nas duas empresas citadas na investigação, o contador das empresas de Enoc, Lucival Bomfim Roque, o vereador e ex-secretário da Secretaria de Desenvolvimento Social de Ilhéus Jamil Chagouri Ocké e ex-assessor de Jamil que o sucedeu no restante da gestão de 2016 Kácio Clay Silva Brandão. Além dos seis mandados de prisão, foram cumpridos seis mandados de condução coercitiva e 27 mandados de busca e apreensão.

De acordo com as investigações do MPE, o grupo vinha atuando desde 2009 firmando contratos com o município de Ilhéus para o fornecimento de bens diversos. “O grupo fraudava licitações simulando concorrências, ganhava os contratos que a rigor eram dirigidos por preços elevados e por vezes entregava parte do material adquirido aos órgãos públicos”, declara o promotor Frank Ferrari.

Conforme comprovado no período da investigação, as empresas envolvidas receberam mais de R$ 20 milhões decorrentes de contratações com a Prefeitura Municipal de Ilhéus. As empresas são a Marileide S. Silva de Ilhéus, Mariangela Santos Silva de Ilheus EPP, Thayane L. Santos Magazine ME, Andrade Multicompras e Global Compra Fácil Eireli-EPP, todas geridas por Enoch Andrade Silva.

“Leite, ovos, achocolatados, biscoitos, frutas, pães, são alguns dos materiais que deveriam ir para programas sociais, merenda escolar, além de outras demandas dos órgãos da administração pública”, explica o promotor.

Também foi identificada a participação do empresário Noeval Santana de Carvalho, que celebrava contratos irregulares com o Poder Público para fornecimento de merenda escolar.

Câmara e prefeitura
Em nota, o presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, Lukas Paiva, informou que a operação investiga um período anterior a gestão dele. “O presidente Lukas Paiva salienta que vem colaborando com a ação do Ministério Público, acompanhando e prestando todas as informações necessárias. Paiva salienta que a operação nada tem a ver com sua gestão que foi iniciada em janeiro de 2017, que preza pela transparência e legalidade total de administrar”, diz o comunicado.

A prefeitura de Ilhéus também se pronunciou em nota e informou que os investigadores estiveram em duas secretarias do município, a de Saúde e a de Educação. Confira o comunicado na íntegra logo abaixo:

A Prefeitura de Ilhéus esclarece que as ações realizadas na manhã de hoje, 21, pela Polícia Civil a partir da investigação solicitada pelo Ministério Público da Bahia (MP/BA), não têm qualquer relação com a atual administração.

A operação, denominada Citrus, esteve no prédio Anexo de Secretarias, e na sede das secretarias municipais de Saúde e de Educação, e cumpriu buscas e apreensões de documentos referentes ao período de gestões anteriores, entre 2009 e 2016.

A ação é realizada pela 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e suporte operacional da Polícia Civil, através do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e do Departamento de Polícia do Interior (Depin).

FONTE: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/salvador/noticia/mpe-deflagra-operacao-de-combate-a-fraudes-e-superfaturamento-e-contratos-em-ilheus/?cHash=f475fe16339002b4fc379d0d02a6994b

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