PTB e PSL envolvidos em fraude das licitações em cidades Paulistas

Pronto Socorro PSM  TaubatéFoto: Caíque Toledo / OVALE

Ergoquali, que assumiu esse mês os serviços de enfermagem em cinco unidades de Taubaté, é citada em denúncias na região de Sorocaba
Redação
Taubaté

Contratada pela Prefeitura de Taubaté para assumir os serviços de enfermagem nas cinco principais unidades de saúde da rede municipal, a empresa Ergoquali é acusada de fazer parte de um esquema que fraudava contratos públicos na região de Sorocaba.

A denúncia veio à tona em 2012 e, no ano seguinte, levou à prisão de oito pessoas, entre elas o ex-prefeito de Araçariguama Carlos Aymar (PSL), o ex-prefeito de Mairinque — cidade em que a Ergoquali tem a sua sede — Dennys Veneri (PTB), um vereador de Mairinque e pessoas ligadas a empresas.

A denúncia citava a participação de pelo menos três empresas — entre elas a Ergoquali –, todas representadas por Carlos Alberto Valente Filho, que também foi preso. Na época, a informação era de que o grupo havia desviado R$ 2 milhões das prefeituras.

Desde 2013 os envolvidos já respondem a ação de improbidade administrativa na Justiça. A denúncia na esfera criminal, que envolveria crimes como corrupção ativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, ainda não teria sido apresentada à Justiça pelo Ministério Público.

Repetição. A Ergoquali, que assumiu o serviço em Taubaté em 15 de dezembro, receberá R$ 25 milhões durante os 15 meses de contrato — há possibilidade de prorrogações sucessivas, até completar 60 meses.

Outra terceirizada contratada pela prefeitura esse ano — a Essencial Medicina, responsável pelos médicos das mesmas cinco unidades — também responde a processo por suposto envolvimento em fraudes de contratos públicos, mas no município de Itapetininga. Ela receberá R$ 34,49 milhões em 15 meses.

Outro lado. Em nota, o governo Ortiz Junior (PSDB) alegou que a Ergoquali “preencheu os requisitos necessários e foi considerada habilitada em todas as etapas do procedimento licitatório”. Já a Ergoquali afirmou que atua há 20 anos no mercado e “não tem nenhuma restrição” para atuar em licitações.

A empresa afirmou que Carlos Valente Filho é um funcionário que atua “de maneira extremamente satisfatória”.

Fiscalização do Coren apontou irregularidades na Ergoquali

Na última quarta-feira, fiscais do Coren (Conselho Regional de Enfermagem) estiveram nas cinco unidades de saúde em que a Ergoquali atua em Taubaté.
A fiscalização foi realizada depois de denúncias de funcionários. Procurado pela reportagem, o Coren não divulgou balanço da operação. Mas, segundo apuração do jornal, foram detectadas falhas como profissionais sem registro no Coren, com registro em outros estados e problemas na escala de enfermagem.

Um dos funcionários sem o registro no Coren seria o gerente de enfermagem da empresa, responsável pela seleção dos profissionais, e que por isso acabou substituído.

http://www.ovale.com.br/terceirizada-da-saude-de-taubate-e-citada-em-esquema-de-fraude-em-licitac-es-1.735614

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