Estimado em cerca de R$ 2 milhões a fraude na saúde em Chapecó, SC

Polícia Federal explica como funcionava a fraude na saúde em Chapecó
Celulares, documentos e cerca de R$ 30 mil em dinheiro foram apreendidos durante operação
Por Oeste Mais

 

Fabricio Argenta e Israel José Reis de Carvalho durante coletiva (Foto: Isabela Sudatti)

Em coletiva na Delegacia da Polícia Federal de Chapecó, o delegado Fabricio Argenta e o coordenador do Núcleo Operacional da CGU, Israel José Reis de Carvalho, prestaram informações  sobre a operação Manobra de Osler, deflagrada na manhã de quinta­-feira, dia 10, que apura desvio de recursos do SUS na Secretaria Municipal de Saúde de Chapecó.

 

Foram cumpridos quatro mandados de condução coercitiva e seis de busca e apreensão, onde foram apreendidos  celulares, documentos  e cerca de R$ 30 mil em dinheiro. Ainda de acordo com a Polícia Federal, a ex­-secretária de saúde de Chapecó, Cleidenara Weirich, foi ouvida na sede da Delegacia da Polícia Federal do município, acompanhada de advogados.

 

Em 2015, o Ministério Público Federal (MPF) iniciou a investigação para apurar denúncia de desvio de recursos públicos na área da saúde de Chapecó, envolvendo a então secretária municipal, uma clínica de medicina hiperbárica e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste de Santa Catarina (CIS-Amosc).

 

Segundo a Polícia Federal, a clínica funcionava em um imóvel do marido de Cleidenara. Um dos tratamentos oferecidos era a oxigenoterapia, um tratamento que não consta na tabela do SUS e não é reconhecido pelos Órgãos da Saúde como eficaz. O número de sessões ideal para este tratamento é de 20 a 30, em situações mais complicadas, e de acordo com a investigação, havia pessoas com mais de 200 sessões.

 

Outro ponto que chamou a atenção é o aumento do valor repassado para este tipo de tratamento. Segundo a Polícia Federal, o valor passou de R$ 30 mil para R$ 1,5 milhões em três anos. Ainda de acordo com a Polícia Federal, a investigação partiu de uma denúncia do Ministério Público. Não há prazo para o fim das tratativas e as pessoas que realizaram esse tratamento devem ser ouvidas nos próximos dias.

 

A operação

 

A Justiça Federal autorizou a operação deflagrada nesta quinta, entendendo que a investigação apresenta indícios da prática de crimes de peculato, dispensa indevida de licitação, falsidade ideológica e associação criminosa. A decisão da 1ª Vara Federal de Chapecó determinou a condução coercitiva dos investigados para prestarem depoimento e a busca e apreensão de documentos e objetos nas residências dos investigados, nas clínicas de medicina hiperbárica localizadas em Chapecó e em São José, nas empresas do marido da ex-secretária municipal de saúde, na sede do CIS-Amosc e na Secretaria de Saúde de Chapecó, bem como a indisponibilidade de bens dos investigados para futuro ressarcimento do dano causado aos cofres públicos, estimado em cerca de R$ 2 milhões.

 

A ordem judicial também determina a suspensão do exercício de qualquer função pública pela ex-secretária e pelo diretor executivo do CIS-Amosc. A suspensão se estende inclusive ao exercício do mandato de vereadora pela ex-secretária, eleita no pleito deste ano. Os dois agentes públicos também estão proibidos de ingressar nas dependências da Secretaria Municipal de Saúde, do Hospital Regional do Oeste e do CIS-Amosc.

Fonte: Com informações da Rede Com SC

FONTE: http://www.oestemais.com.br/policia/policia-federal-explica-como-funcionava-a-fraude-na-saude-em-chapeco/

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