Cerca de R$ 300 milhões foram desviados do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) em Londrina, PR

Uma operação da Polícia Federal realizada em cinco estados terminou na prisão de 11 pessoas acusadas de envolvimento em um esquema milionário de desvio de recursos federais a partir do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) com sede em Londrina, no Norte do Paraná. Suspeita-se que cerca de R$ 300 milhões foram desviados nos últimos cinco anos – R$ 10 milhões somente em Londrina, onde seis foram presos. No mesmo período, a entidade teria faturado R$ 1 bilhão.

Segundo o coordenador de comunicação da PF no Paraná, Marcos Koren, entre os detidos está o proprietário do CIAP,Dinocarme Aparecido Lima. Outras prisões ocorreram em Curitiba (4) e Apucarana (1). Três pessoas estão foragidas. A ação, batizada de Operação Parceria (em referência ao instrumento jurídico firmado entre a organização e os entes púbicos), também foi realizada em São Paulo, Goiás, Maranhão e Pará.

Atuação do Ciap

Na página da internet, um vídeo mostra todas as atividades desenvolvidas pelo Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) no Brasil. Em Londrina, a entidade gerenciava a contratação de funcionários para a Policlínica, Samu, agentes de endemias, Programa Saúde da Família (PSF) e PSF Indígena e Sistema de Internação Domiciliar. No Paraná, o grupo atuava em Ibiporã, Guaratuba e Colombo.

O Ciap também tem forte atuação no estado de São Paulo, principalmente, no gerenciamento de serviços ligados à saúde pública. A entidade atua em cidades como São Paulo, Caçapava, Matão, Sertãozinho, Ourinhos e Pirajuí.

O grupo também mantém contratos com governos do Mato Grosso e Maranhão. Nestes dois estados, o Ciap gerencia a contratação de servidores para o Detran.

TV Coroados

Quadrilha agia a partir de uma instituição de ensino de Londrina

Os policiais cumpriram 40 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba. As investigações e as prisões são feitas em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal e a Receita Federal.

A polícia diz que, para desviar os recursos para pessoas e empresas do grupo, o Ciap valia-se da condição de Oscip, modalidade jurídica para associações civis estabelecerem contratos com o poder público, conhecidos como “termos de parceria”. Segundo as investigações, o Ciap se tornou uma Oscip com o propósito único de se apropriar ilegalmente de verbas recebidas por meio das parcerias com as administrações públicas.

O esquema

De acordo com a Receita Federal, aproximadamente 30% dos recursos recebidos pelo Ciap eram transferidos para uma conta bancária específica da entidade, sob a justificativa de cobrir despesas administrativas. A polícia calcula que a entidade tenha recebido mais de R$ 1 bilhão em verbas em cinco anos. Desta conta, ainda conforme a Receita, a organização fazia retirada de grandes volumes, sempre em dinheiro em espécie e sem identificação, alegando se tratar de pagamento para empresas fornecedoras. Contudo, as investigações apontaram que as empresas pertenciam a parentes ou pessoas de confiança dos responsáveis pelo CIAP.

Koren explicou que a estrutura da organização seguia os seguintes passos: primeiro, ela identificava municípios e estados com recursos disponíveis para a celebração de parcerias e convênios; em seguida, o CIAP atuava com lobistas para favorecer o direcionamento dos recursos para a entidade com a assinatura dos contratos; para finalizar, a organização manipulava a contabilidade do CIAP e a prestação de contas das parcerias para dificultar o rastreamento dos valores desviados. “Eles montaram um aparente atendimento de ordem social para captar recursos públicos e, posteriormente, desviar essas verbas. O grupo também construiu uma teia de relacionamentos e influência dentro do poder público para conquistar os contratos”, explicou Koren.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ciap, que ficou de retornar a ligação.

Londrina e o CIAP

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina informou que há quatro contratos entre o município e o CIAP. Os valores somam R$ 47,6 milhões e todos os convênios são para a contratação de prestadores de serviço na área da saúde. O contrato mais antigo foi assinado em novembro de 2007, referente à contratação de pessoal e manutenção das ambulâncias do Samu. A vigência é de três anos, encerrando-se em novembro deste ano, com valor de R$ 7,5 milhões.

O maior contrato do CIAP com o Município é para o Programa Saúde da Família (PSF). O acordo, assinado em setembro de 2009, tem validade até março de 2011 e o valor é de R$ 33,216 milhões. Trabalham no PSF 600 funcionários.

 

FONTE: http://www.jornaldelondrina.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1001634&tit=Entidade-com-sede-no-Parana-e-acusada-de-desviar-R-300-milhoes-em-verbas-federais

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Uma resposta to “Cerca de R$ 300 milhões foram desviados do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) em Londrina, PR”

  1. ACORDA! A CORDA, OLHA A CORDA!
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2017/03/22/acorda-a-corda-olha-a-corda/

    ACORDA!
    ACORDA!
    ACORDA!

    ACORDA!
    ACORDA!
    ACORDA!

    OLHA A CORDA EM SEU PESCOÇO,
    IDIOTA IDIOTIZADO!

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