Operação “Fazendas de Lama” investiga desvios de R$ 400 milhões no Mato Grosso do Sul

Desvios podem ter chegado a R$ 400 milhões, suspeita PF.

Familiares tinham participação ativa no esquema, afirma superintendente.

 

A Polícia Federal suspeita que os desvios em contratos públicos investigados na Operação Fazendas de Lama, na segunda fase da Lama Asfáltica, podem chegar a R$ 400 milhões, em um montante contratual investigado de R$ 2 bilhões. Os valores foram revelados nesta quinta-feira, dia 19 de maio, pelo Superintendente da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul Ricardo Cubas Cesar, em entrevista ao telejornal MS Record. Conforme o superintendente, o destino do dinheiro foi a compra de fazendas e imóveis de altos valores, que eram registrados em nomes de terceiros. Há também uma gráfica envolvida, que foi contratada para confeccionar livros que nem foram utilizados.  Outra revelação de Ricardo Cubas é que os familiares dos agentes públicos investigados na operação tinha papel ativo na organização criminosa, já que aparecem em documentos e até abriam empresas para ajudar o grupo. Há oito pessoas presas preventivamente entre as quais o ex-deputado federal e ex-secretário de Obras Edson Giroto e o empresário João Amorim. “As prisões preventivas ajudam a preservar provas e evitam eventual coação de testemunhas. Por outro lado, nos faz acelerar as investigações”, explicou o superintendente durante a entrevista. Atualmente, a Polícia Federal está debruçada no exame minucioso da farta documentação apreendida e que está na sede da PF. Além disso, mais pessoas podem ser convocadas para prestar depoimentos. A operação Fazendas de Lama foi deflagrada no dia 10 de maio, quando 15 pessoas foram detidas temporariamente, mais somente oito delas tiveram a prisão revertida em preventiva, sendo quatro homens e quatro mulheres. Além de Giroto e Amorim, estão detidos no sistema penal de Campo Grande o ex-prefeito de Paranaíba e ex-servidor da Agesul Wilson Roberto Mariano de Oliveira e o empresário Flávio Henrique Garcia  Scrocchio. Já as quatro mulheres que tiveram a prisão preventiva decretada conseguiram o benefício da prisão domiciliar. Portanto, estão em suas residências, Rachel Rosa de Jesus Portela Giroto (esposa de Giroto), Ana Paula Amorim Dolzan (filha de Amorim), Elza Cristina Araújo dos Santos (sócia de Amorim) e Mariane Mariano de Oliveira (filha de Roberto Mariano).  Três delas argumentaram que tem filhos pequenos e, portanto vão cumprir prisão domiciliar, já Rachel Giroto alegou que por ser advogada tem prerrogativas, permitindo que ela cumprisse a prisão preventiva em casa.
Leia mais em: http://www.diariodigital.com.br/politica/desvios-podem-ter-chegado-a-r-400-milhoes-suspeita-pf/144693/

 

 

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