Mulher do subsecretário estadual de Transportes Luiz Carlos Velloso ligado ao PMDB Carioca gastou no cartão oito vezes a renda declarada

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As investigações sobre supostas irregularidades das obras da linha 4 do Metrô, no Rio, apontam que a empresária Renata Monteiro, mulher do ex-subsecretário estadual de Transportes Luiz Carlos Velloso, gastou em dois cartões de crédito oito vezes mais do que a renda declarada à Receita Federal no período correspondente. Luiz Carlos Velloso foi preso durante operação nesta semana, e sua mulher foi alvo de mandado de condução coercitiva.

Para o Ministério Público Federal (MPF), a diferença entre ganhos e despesas é um indício de que ela atuava como “laranja” na ocultação de supostas propinas recebidas pelo marido.

De acordo com as investigações, entre 2012 e 2014, Renata declarou no Imposto de Renda rendimentos de R$ 73.920. No mesmo período, contudo, as despesas nos cartões de crédito chegaram a R$ 600.479,25. Em outubro de 2012, a fatura chegou a R$ 48.524,04.

Renata e Luiz Carlos Velloso são conduzidos por agente da PF
Renata e Luiz Carlos Velloso são conduzidos por agente da PF

Uma compra de R$ 19 mil, em espécie, na Cartier, também foi usada pelo MPF como exemplo de que a mulher de Velloso atuava para ocultar o dinheiro recebido em propina. Em setembro e outubro do ano passado, ela gastou R$ 15.900 em joias, em dinheiro vivo.

Renata trabalhou na Sara Joias até maio de 2011. Ela é sócia da Zillion Assessoria e Consultoria Empresarial, e também está no quadro societário da empresa a Lizella Holdin Inc, uma offshore que foi aberta nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal.

Na última terça-feira (14), a Polícia Federal prendeu o diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Rio Trilhos), Heitor Lopes de Sousa Junior, e o atual subsecretário de Turismo do estado e ex-subsecretário de Transportes, Luiz Carlos Velloso, por suposta corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do Metrô.

Executivos da Carioca Engenharia relataram, em acordo de leniência, que o esquema na Secretaria de Transporte seria semelhante ao da Secretaria Estadual de Obras do Rio, com a cobrança de propina das empreiteiras contratadas para obras. Relatos dão conta de que Heitor Lopes recebia a propina no canteiro de obras e em dinheiro vivo. Ele era sócio de duas empresas que prestavam serviço para a construção da Linha 4 do Metrô. O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal, determinou ainda o bloqueio de R$ 220 milhões de sete pessoas e três empresas.

FONTE: Jornal do Brasil
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2017/03/16/mulher-de-subsecretario-preso-no-rio-gastou-no-cartao-oito-vezes-a-renda-declarada/

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