PF apreende 1.200 quadros na casa do filho do senador Edison Lobão (PMDB/MA)

 

A Polícia Federal encontrou 1.200 quadros em endereços de Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB/MA), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), durante a Operação Leviatã – desdobramento da Lava Jato – realizada pela Polícia Federal na quinta-feira por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Operação Leviatã investiga o pagamento de propina nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte e Angra 3 entre 2010 e 2014. O consórcio construtor da usina é encabeçado pela Andrade Gutierrez, Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Correia, OAS, empreiteiras do Cartel do Bilhão, na Petrobrás.

Segundo depoimento de colaboração premiada do executivo Flávio Barra, da empreiteira Andrade Gutierrez, Edison Lobão – na época ministro das Minas e Energia – era responsável por coordenar o recebimento da propina para o PMDB através de seu filho. Segundo Barra, Edison Lobão recebeu por Belo Monte, pelo menos, uma parcela de R$ 600 mil, em dinheiro vivo, que foi entregue na residência de Márcio Lobão no Rio, no final de 2011. “Nós fizemos essa entrega na casa do filho do ministro Lobão, no Rio de Janeiro”, afirmou Barra em seu depoimento. Ele disse também que Lobão recebeu entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões de propina nas obras de Angra 3.

A investigação que deu origem à Operação Leviatã teve início com a colaboração premiada do senador cassado Delcídio Amaral, ex-líder de Dilma no Senado. Em seu acordo, ele afirmou que 1% do valor do contrato da usina de Belo Monte ficou com o PMDB. Nos depoimentos, citou ainda repasses para o PT, mas a investigação sobre os petistas tramita na Justiça Federal no Paraná. O ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, em sua delação premiada relatou que Lobão recebia R$ 300 mil mensais de propina e pretendeu aumentar o valor para R$ 500 mil alegando que merecia mais por ser ministro. No total, ele embolsdou R$ 24 milhões de propina, dos quais R$ 2,7 milhões foram pagos por meio de doações oficiais da Camargo Corrêa e da Queiroz Galvão em 2010 e em 2012. Machado também revelou que era o filho Márcio quem recebia as propinas de Lobão, num escritório no Rio de Janeiro.

A ação da PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios de Lobão e do ex-senador e apadrinhado político de Jader Barbalho (PMDB/PA), Luiz Otavio Campos.

Além dos quadros, os agentes também acharam dinheiro em espécie na residência e no escritório de Márcio, num total de R$ 40 mil em várias moedas. Durante as buscas os agentes não levaram os quadros, mas catalogaram peça por peça, informando que eles não podem ser retirados até o fim da investigação. Na residência do ex-senador Luiz Otávio, a PF encontrou R$ 135 mil em espécie.

A operação foi batizada de Leviatã em referência à obra do filósofo político inglês, Thomas Hobbes (1588-1679), escrita em 1651, onde afirmou que o “homem é o lobo do homem.

FONTE : http://www.horadopovo.com.br/2017/02Fev/3514-22-02-2017/P3/pag3c.htm

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