Odebrecht acaba de confirmar que R$ 34,5 milhões foram repassados via caixa dois, à campanha presidencial de Jose Serra (PSDB-SP)em 2010

 

Chega ao fim a carreira política do chanceler brasileiro José Serra; manchete da Folha desta Sexta-feira.

© Reuters

 

A delação da Odebrecht na Lava Jato caiu como uma bomba no primeiro escalão do governo. Já de cara, os dirigentes da empreitera confessaram dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados via caixa dois, à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010, corrigidos pela inflação, estes valores hoje estariam em torno de  R$ 34,5 milhões.

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De acordo com a publicação da Folha de S. Paulo, a empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça. O acerto do repasse para Serra, teria sido feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que fazia parte da coordenação da campanha do tucano.

O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra. Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba.

A operação foi articulada pelo ex-tesoureiro tucano Márcio Fortes e por Ronaldo Cezar Coelho, um banqueiro e político do PSDB tucano.

Os executivos da empreiteira também prometeram entregar os recibos dos depósitos de um valor que, corrigido pela inflação, hoje seria de R$ 34,5 milhões.

Serra foi um dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff e, no gabinete de Michel Temer, pretendia se credenciar para chegar à presidência da República, mas sua continuidade no cargo é insustentável.

Em breve, ele deverá ser denunciado pela procuradoria-geral da República e Michel Temer, que também deve aparecer na delação da Odebrecht, não terá como mantê-lo no Itamaraty.

Procurada, a assessoria de Serra disse que não iria se pronunciar sobre ‘supostas acusações, de supostas delações relativas ao recebimento de doações feito em a sua campanha’.

 

Fonte Folha de São Paulo

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