Usina de Belo Monte – 150 milhões em propinas para senadores do PMDB

A delação premiada dos executivos da Andrade Gutierrez, entre os quais o ex-presidente da empreiteira Otávio Marques de Azevedo, aponta pagamento de cerca de 150 milhões de reais em propina na obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O valor é referente a um acerto de 1% sobre contratos. O dinheiro teria como destino PT, PMDB e agentes públicos ligados aos partidos.

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De acordo com Otávio Azevedo, o responsável pelo esquema fazia parte do alto escalão do Governo Dilma e afirmou ainda que o PMDB tinha um representante maior, o Senador do Maranhão Edison Lobão a maior parte do esquema teria acontecido no período em que Lobão foi Ministro das Minas e Energias no primeiro mandato de Dilma.

A delação dos executivos da Andrade, entre eles seu presidente afastado Otávio Marques de Azevedo, foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). A colaboração premiada da Andrade detalha ainda o papel do irmão do ex-ministro Antonio Palocci, Adhemar Palocci Filho, conhecido como Palocinho, no recebimento dessa propina.

Os delatores também vão confirmar os termos que estão sendo montados o repasse de doações oficiais que teriam ocultado valores de propina, inclusive para campanha da presidente Dilma Rousseff. Otávio Marques de Azevedo é o terceiro empreiteiro a confirmar à Lava Jato que repasses oficiais e legais para partidos e políticos serviam para lavar dinheiro desviado de obras públicas. Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, e Augusto Mendonça, do grupo Setal, já haviam confessado em sua delações a prática.

A Polícia Federal aponta indícios de que o PMDB e quatro senadores do partido receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais. A investigação faz parte do segundo relatório que integra inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a Folha de S. Paulo, o PMDB é acusado de ter recebido propina em Belo Monte porque o partido indicou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e controlava as empresas da área. O PMDB recebeu das empresas que integram o consórcio que construiu a hidrelétrica R$ 159,2 milhões nas eleições de 2010, 2012 e 2014.
O montante é a soma de doações oficiais de nove empresas que integram o consórcio para o diretório nacional, diretórios estaduais e comitês financeiros do partido. o valor é mais do que o dobro dos R$ 65 milhões que as principais empresas investigadas na Lava Jato (Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Engevix, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia) doaram, de forma legal, para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014.
Fonte folha de são paulo
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