Civil prende 5 pessoas e apura desvio de R$ 2,4 milhões em Vilhena, Rondonia

Publicado:  11/06/2016 às  08h25min

Secretário Municipal de Administração, Elizeu de Lima

Na manhã de ontem, a Polícia Civil deflagrou em Vilhena a Operação “Tríade”, que cumpre quatro mandados de busca e apreensão nos gabinetes do secretário Municipal de Administração, Elizeu de Lima, e do assessor de Integração Governamental, Severino Miguel de Barros Junior. Policiais também fizeram buscas nas residências dos investigados.
A operação cumpriu sete mandados de prisão, seis em Vilhena e um mandado em Maringá-PR.
Após denúncias recebidas pelo Ministério Público e encaminhadas para investigações pela Polícia Civil foi descoberto que um total de mais de R$ 2 milhões foram gastos em algumas secretarias municipais, sem qualquer licitação prévia, em contratos meramente verbais e assim, sem as formalidades e fiscalizações existentes na lei de licitações, o que tornou mais fácil consumar fraudes e desvios em pelo menos três esferas, que apontam desvios.
A primeira na Secretaria Municipal de Obras, que dos mais de um R$ 1,5 milhão gastos sem qualquer licitação, o que por si só já é crime, constatou-se pagamentos, por exemplo, de cerca de R$ 379 mil em “cascalho” sem qualquer licitação prévia, sem qualquer fiscalização de fornecimento dos produtos pagos, sendo comprovado que as requisições de entrega desses cascalhos, que constam como destino as vias públicas de Vilhena, foram assinadas de forma fraudulenta. Ainda assim, gastou-se mais de R$ 1 milhão em asfalto, valor esse recebido pela empresa Projetus Engenharia, sem qualquer licitação, além de outros casos.
O segundo órgão investigado foi a Secretaria Municipal de Comunicação, sendo comprovado que na época o secretário José Luis Serafim contratou uma empresa de sonorização no valor de R$ 120 mil com verbas da prefeitura, também sem qualquer licitação e, dos R$ 120 mil que constam pagos no processo de “reconhecimento de dívidas”, apenas R$ 10 mil foram efetivamente pagos ao prestador de serviço, já os outros R$ 110 mil apontam terem sido desviados através de falsificação de carimbos e assinaturas da empresa no processo.
O terceiro núcleo é relacionado à empresa Elotech, oriunda do Maringá-PR, que, segundo as investigações, recebeu apenas num dos casos R$ 120 mil da prefeitura, também sem qualquer licitação, pagamento promovido pelo então secretário Severino Junior. Ocorre que as investigações indicaram que essa empresa, recebedora de milhões em contratos com a prefeitura, pagou R$ 205 mil em propina para servidores municipais, dentre eles Bruno Leonardo Pietrobom, Nicolau Junior (ex-servidores) sob supervisão de Severino Barros Junior. Tais provas chegaram a ser tangenciadas em investigações realizadas pela Polícia Federal e MPF em 2015.

FONTE: DIARIO DA AMAZONIA http://diariodaamazonia.net/civil-prende-5-pessoas-e-apura-desvio-de-r-24-milhoes/

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