Ex-deputado federal, Narcio Rodrigues (PSDB-MG) acusado de fraudes de R$ 18 milhões

O ex-secretário de Minas Gerais, Narcio Rodrigues, e o empresário Hugo Murcho, presos na Operação Aequalis, em Belo Horizonte, por suspeita de desvio de verba (Foto: Reprodução/TV Globo)O ex-secretário de Minas Gerais, Narcio Rodrigues, e o empresário Hugo Murcho, presos na Operação Aequalis, em Belo Horizonte, por suspeita de desvio de verba (Foto: Reprodução/TV Globo)

Preso na Operação Aequalis, o ex-secretário de estado Narcio Rodrigues (PSDB) precisou ser internado, na semana passada, Belo Horizonte. De acordo com o Hospital Life Center, ele teve alta no início da tarde desta terça-feira (21). Rodrigues foi detido em 30 de maio por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro.

Por meio de nota, o advogado Sânzio Baioneta informou que o cliente se encontra em tratamento cardiológico. “Desde o primeiro dia de sua prisão, ele vem enfrentando diversos problemas de saúde, o que o levou a necessitar de atendimento médico do Estado. No momento, Narcio Rodrigues apresenta uma situação de hipertensão, diabetes e uma anomalia coronariana incomum, gerando episódios de angina”, disse Baioneta.

A operação investiga o desvio de verba pública que deveria ser destinada à Fundação Hidroex, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, entre 2012 e 2014, pasta de Rodrigues comandou entre 2010 e 2014. A fundação desenvolvia, em Frutal, no Triângulo Mineiro, um centro de pesquisas de recursos hídricos. A estimativa é que tenham sido desviados R$ 14 milhões.

Rodrigues foi secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais durante o governo de Antonio Anastasia (PSDB), entre dezembro de 2010 e novembro de 2014. Ele também foi presidente do partido em Minas.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Narcio Rodrigues foi encaminhado para o Hospital Life Center na última quinta-feira (16). Na na unidade de saúde, ele ficou sob escolta. Ainda de acordo com a Seds, por volta das 15h30, Rodrigues já estava de volta à Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Prisões
Além de Narcio Rodrigues, a operação prendeu Neif Chala, ex-servidor da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais; Alexandre Pereira Horta, engenheiro do Departamento de Obras Públicas de Minas Gerais; Luciano Lourenço dos Reis, funcionário da CWP Engenharia Ltda.; Maurílio Reis Bretas, sócio administrador da CWP Engenharia Ltda; e Odo Adão Filho.

No dia 8 de junho, a Justiça de Minas Gerais converteu a prisão temporária em preventiva. O pedido de conversão de prisão foi feito pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Belo Horizonte ao juiz Gustavo Moreira, da Vara Criminal de Frutal, no Triângulo Mineiro, onde os crimes apontados pela acusação foram cometidos. O Tribunal de Justiça em Belo Horizonte confirmou a decisão do magistrado, que aceitou o pedido da promotoria.

Por meio de nota, o advogado de Narcio Rodrigues, Sânzio Baioneta, informou que o cliente se encontra em tratamento cardiológico. “Desde o primeiro dia de sua prisão, ele vem enfrentando diversos problemas de saúde, o que o levou a necessitar de atendimento médico do Estado. No momento, Narcio Rodrigues apresenta uma situação de hipertensão, diabetes e uma anomalia coronariana incomum, gerando episódios de angina”, disse Baioneta.

Cidade das Águas em Frutal (Foto: Ascom/Unesco-Hidroex)Cidade das Águas em Frutal
(Foto: Ascom/Unesco-Hidroex)

Irregularidades na Hidroex
Uma auditoria da Controladoria-Geral de Minas Gerais apontava, em abril deste ano, suposto dano aos cofres públicos devido a irregularidades na obra de um centro de pesquisa em recursos hídricos, em Frutal, no Triângulo Mineiro, durante o governo de Antonio Anastasia (PSDB), atual senador e relator da comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff. À época, a assessoria de Anastasia negou existência de crimes.

As irregularidades foram apontadas em reportagem do jornal Folha de S. Paulo, no dia 29 de abril de 2016, que citava que a controladoria auditou amostra de R$ 37,7 milhões da obra, ou 16% dos R$ 230 milhões do total do projeto. A Controladoria-Geral de Minas, órgão do governo estadual que atua na prevenção e no combate à corrupção, confirmou a informação ao G1. Ainda segundo o órgão, dessa parte, os auditores verificaram suposto dano aos cofres públicos no valor de R$ 18 milhões, ou seja, 48% do que foi apurado.

A obra do centro de pesquisas, chamado Centro das Águas – Hidroex, incluiu recursos estaduais, federais e tem parceira da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O ex-secretário disse em nota, em abril, que não teve participação no processo licitatório e no acompanhamento da execução de obras. Afirmou também que, caso haja, qualquer irregularidade ou desvio, a posição será sempre de pedir apuração criteriosa e punição dos eventuais culpados.

FONTE: O GLOBO
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2016/06/preso-na-operacao-aequalis-narcio-rodrigues-esta-internado-em-bh.html

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