25 milhões foram sonegados no Espirito Santo

  • Domingos Martins, 04/02/2015

  • Foto: Polícia Civil
    Julio Huber

    Um empresário natural de Domingos Martins, onde ele possui casa e um escritório, foi preso, na manhã de ontem (3), acusado de chefiar um esquema de sonegação de impostos. As investigações iniciadas pela Polícia Civil do Distrito Federal apontam que Valdecir Antônio Tomes, 44 anos, natural de Biriricas, em Domingos Martins, revendia grãos com notas fiscais frias.

    Policiais realizaram buscas pelo empresário no apartamento dele, que fica em um prédio de luxo, de frente para o mar, na Praia da Costa, em Vila Velha. Mas o acusado foi preso enquanto tomava café em uma lanchonete no distrito de Santa Isabel, em Domingos Martins. No município também fora cumpridos mandados de busca e apreensão.

    “Ele já estava sendo monitorado desde segunda-feira e a expectativa era de prendê-lo no apartamento. Mas hoje (ontem) pela manhã, antes das 6 horas, ele saiu. Haviam equipes de policiais civis capixabas e de Goiás fazendo buscas em Domingos Martins, Marechal Floriano e na Grande Vitória. Por isso foi possível interceptá-lo em Domingos Martins”, contou o responsável pela Superintendência de Polícia de Ações Estratégicas e Operacionais (SAEO), o delegado Josemar Sperandio.

    De acordo com a polícia, a quadrilha sonegava impostos emitindo notas ficais frias para fazendeiros para o transporte de grãos. A quadrilha teria sonegado cerca de R$ 25 milhões. Ainda segundo a polícia, as investigações tiveram a duração de nove meses e Valdecir é apontado como o cabeça do esquema. Os grãos eram produzidos em Minas Gerais e em Goiás. Os cereais, como milho e soja, passariam pelo Distrito Federal, antes de serem comercializados em terras capixabas.

    “Eles criavam empresas falsas no Distrito Federal, com a ajuda de alguns contadores. Em algumas situações existiam as empresas, mas o quadro de sócios era composto por laranjas e essas empresas emitiam notas fiscais fraudulentas junto às mercadorias adquiridas em Goiás e Minas Gerais, que eram revendidas para o Espírito Santo por um preço bem mais em conta”, informou o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal e responsável pela operação, Fábio Souza.

    Ele garantiu que as investigações continuarão. “Existe uma lista com nome de empresas que serão investigadas. Queremos saber se os compradores tinham envolvimento no esquema”, afirmou.

    O esquema

    A ação foi batizada de Operação Tabulare e as investigações começaram há nove meses. Segundo o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Fábio Souza, a quadrilha agia há pelo menos um ano, sendo que entre o último trimestre de 2013 e final do ano passado, cerca de R$ 25 milhões foram sonegados da receita estadual do Distrito Federal.

    As mercadorias eram adquiridas em Minas Gerais e em Goiás, revendidas no Espírito Santo e as notas fiscais emitidas no Distrito Federal. No esquema, as mercadorias eram revendidas como se tivessem sido produzidas no Espírito Santo, cuja alíquota do ICMS é de 12%, enquanto que no Distrito Federal é de 17%. Assim, a quadrilha recolhia um valor menor do que o necessário pelos grãos, já que só precisava pagar a diferença de 5%. Dessa forma, os produtos eram revendidos no Espírito Santo por um preço mais barato. “O dinheiro sonegado era enviado para a empresa como lucro”, afirmou o delegado Fábio Souza.

    Durante a operação que aconteceu também no Distrito Federal e em Goiás, foram cumpridos 33 mandados, sendo de 13 de prisão. Os detidos são suspeitos de sonegação fiscal, estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica. O empresário foi encaminhado para prestar depoimento no Distrito Federal, onde também vai cumprir o mandado de prisão temporária, de cinco dias.

    Fonte: http://m.montanhascapixabas.com.br/noticias-interna.php?codItem=10510

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